terça-feira, 1 de setembro de 2009

Me restou o limão

O curso de francês encerrou na quinta-feira passada, 27. Foi esquisito, eu tava estranhamente emocionada por ter que me despedir de 15 japoneses que eu mal conhecia. Ok, que eu não conhecia em nada. Apesar de eles serem muito divertidos e fofos e educados e legais e tudo mais, a saudade era simplesmente pura tristeza e o prenuncio de mais uma outra temporada que eu passarei isolada dos outros seres vivos (os pensantes, claro, porque ser vivo por ser vivo, e eu estaria muito bem acompanhada dos tomates que Camilo cultiva ha meses aqui na janela do quarto. Tou quase tentando um dialogo com eles).

Numa sessão tosca, quer dizer, solene, recebemos o diploma, tiramos algumas fotos (a que estah no fim do post é a unica que as pilhas preguiçosas da maquina permitiram que eu tivesse) e depois fomos pra um salão encher a pança com uns aperitivos que a Universidade preparou. Chamaram aquilo de "confraternização", mas a briga do povo por um espaço perto da mesa não lembrava em nada um momento fraterno. Eu, que fiquei com medo de levar uma mordida de alguém, tive que me contentar com os bombons de limão que sobraram em cima da mesa. Também tomei um copo de Pepsi morna.

Depois da emocionante confraternização, fomos à ultima aula do curso. No fim dela, os japoneses tiraram mais uma duzia de fotos com a professora e, finalmente, me vi no momento da despedida. Fui séria e me apressei em sair da sala depois de ter recebido o ultimo "salut" do ultimo japonês, porque tenho pavor de despedida e abraço.

Acabei não indo pra festa dos japoneses. Tanto pra evitar mais uma despedida, como porque eu tinha uma coisa pra fazer: escolher os moradores da Torre de Babel versão francesa: minha proxima moradia. Assunto do proximo post.

Mas chegando ao fim e apresentando:

UM - Essa é a mexicana da turma, Lariza. Desconfio de que ela não foi muito com minha cara. Pela desconfiança, nunca me atrevi a falar com ela. Ela deveria desconfiar a mesma coisa em relação a mim, pois tampouco falou comigo durante todo o curso.

DOIS - Maiuko: a menina que me deu o prendedor de cabelo. Infelizmente, são as unicas informações que tenho à respeito dela.

TRES - Esse é Shohei, definitivamente, o cara mais disciplinado e estudioso da turma. Eh o unico dos japoneses que tem o inglês perfeito e o francês bastante claro.

QUATRO - Essa é a minha amiguinha Keiko! Hihi Sentavamos sempre juntas e faziamos todas as atividades em dupla. Eh ela a menina que citei em um dos posts passados.

CINCO - Mami Sugino: sentava do meu lado direito. Me corrigia centenas de vezes na gramatica. Eu sempre recorria à ela quando não sabia de algo (ou seja, quase sempre).

SEIS - Kaoru: a primeira pessoa que conversei no curso. Ela sempre foi fantastica comigo. Ela estuda na Italia e por isso entendia algumas coisas que eu deixava escapar em português.

4 comentários:

Drixz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Drixz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Drixz disse...

E ae, como anda o seu francês agora? Os japoneses são quase de outro mundo. Vc reparou como eles tiram foto de quase tudo. Eu tinha uma teoria: achava q eles tinham pouco tempo de férias e tiravam foto de tudo pra depois decifrar o q era aquilo ou onde. Como eles fazem no Louvre. Tira a foto do quadro depois em casa coloca no super potente computador e faz uma busca "Ah, esse era um Monet, né"!

Luci disse...

drixz: hahaha engraçado que eu vi uma reportagem uma vez na tv sobre os japoneses e o narrador falava justamente isso. quer dizer, dizia que os japoneses, como não tinha tempo e as ferias eram muito curtas, gravavam e registravam o maior numero de coisas que conseguiam, mesmo que isso significasse viver atraves da tela. realmente eh muito bizarro o ritmo de vida dos japoneses. deur me livri...

Talvez

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