quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Yes, o Brasil tem bananas!

Sempre que eu volto pra casa do trabalho ou do curso de francês, tenho que passar pela rua do acidente da moto. Agora, eu pedalo pela rua como uma boa cidadã. Uma boa cidadã que se fudeu e que aprendeu na marra. Como eu disse no post linkado, não da pra uma bicicleta e um carro trafegarem nessa rua ao mesmo tempo. De qualquer forma, pra minha supresa, enquanto eu pedalava na rua semana passada, um carro passou por mim e a passageira me gritou por algum motivo. Fiquei em duvida se era comigo até perceber que eu era a unica alma na rua. E não soh o grito foi pra mim, como o motivo era o fato de eu estar atrapalhando a passagem da donzela!

Eu fiquei puta.

Quando eu tou errada, eu sofro acidentes, e, quando finalmente tou certa, chega alguém e me grita? Isso não podia ficar assim! Eu subi em cima da calçada e sai correndo até alcançar o carro dela que ficou parado no semaforo (eu poderia ter continuado na rua se não fossem os outros carros que tivessem me fechado a passagem). Ai parei do lado do carro e lancei a ja usada questão-afronta: qu'est-ce qu'il y a? Ela baixou o vidro e, tanto a motorista, quanto a passageira, começaram a me gritar e eu comecei a gritar também! Eu duvido muito que eu tivesse falando corretamente, mas o importante era me defender. Comecei a dizer que eu tinha o direito de andar na rua e ela rebateu que ali não tinha ciclovia e eu disse que bicicleta não soh anda por ciclovia e que eu não poderia andar na calçada (nesse momento, o tempo congelou e, ao fundo, se viu uma imagem minha, de um mês atras, na qual se podia ver eu pedalando e atropelando um motociclista na calçada. A cena terminou, o tempo real foi descongelado e eu continuei gritando com a arabe estressada. Eramos duas).

Depois de dizer o que eu tinha pra falar, virei as costas e procurei o primeiro espaço na rua pra mim e pra minha bicicleta, soh pra contrariar. E fiquei la, puta da vida, esperando a arabe passar por cima de mim. Em casa, fiquei me questionando sobre o caso. Acho que eu era uma pessoa mais pacifica no Brasil, pra não dizer menos banana. Acho que isso de deve ao fato de eu sentir que agora eu tenho que me virar sozinha aqui, tenho que resolver meus proprios problemas. Por isso, fico feliz da motorista não ter uma cimitarra. De afiada, bastava a lingua.

13 comentários:

asnalfa disse...

Denovo esses arabes nojentos? Nem mulher escapa?? Sarkô ta certo em expulsar essa gente.

Maíra disse...

Hm... cuidado! Uma vez fiquei tao chateada com um motorista no Brasil q estava dirigindo a 50km/h do lado esquerdo da BR (!!!) q me aproximei do carro dele e fiquei dirigindo bem na cola. D repente o cara freou o carro com toda. Imagina a cena... Gracas a Deus deu tempo d eu frear tb, mas q cara mais louco! A gente podia ter morrido e varias outras pessoas. Entao toma cuidado, tenta controlar os seus ataques! Tem mt psicopata nesse mundo!
Bjoks

Daniel disse...

Eu tenho medo de cimitarras...

Amanda disse...

Uau! Ja ta discutindo em francês? Isso ai! Não deixa passar barato nao! Mas tome cuidado, né? Pelo menos aqui a gente sabe que ninguém anda por ai armado, então é menos mal!

Neide disse...

Menina! vc ta muito bem!!! ja discute em francês!!! acho q não conseguiria, juntaria a raiva e falar em francês? não conseguiria!!! rsrsrsrs parabens!

Mythus disse...

Seu humor também pode variar com a TPM, né?! ;) Mas se fosse depender de ciclovia pra se andar de bicicleta, ninguém iria pra canto nenhum aqui em João Pessoa.

Quarta-feira, meu irmão levou uma queda de bicicleta. Lembrei automaticamente de minha amiga. Fiquei dizendo que achava impressionante que o povo ainda cai de bicicleta. Disse tanto que Deus me castigou: ontem levei uma topada quando voltava duma corrida na praia que arranquei o chamboque do meu dedão.

Tem uma amiga minha que está indo pra essas bandas daí, o nome dela é Renata (eu até indiquei teu blog pra ela ler), e ela já disse que provavelmente vai andar muito de bicicleta. É febre na França?

Destilando disse...

Oi Luci, adorei seu texto e blog. Pensava que só no Brasil os motoristas eram mal educados e o trânsito nada seguro para ciclistas...

Obrigada pelo link, a gentileza foi devidamente retribuída lá no Destilando Veneno! Mais uma coleguinha venenosa para nos acompanhar.

Um beijão e espero que não tenha se machucado muito na queda!

Bel Boucher disse...

Pensei que o povo era mais civilizado nas outras cidades francesas, mesmo as grandes...

Bom, infelizmente, aqui é assim. Se ficar muito quieta, te atropelam. se falar demais, vira neurótica. É preciso encontrar a medida.

Para algumas coisa, não tenho nenhuma medida. Uma coisa que me tira do sério é fila. Francês não faz fila. Fura numa cara de pau incrível e, mesmo que você reclame ele não sai. Eu tive que tirar duas meninas na marra, na última vez que fui ao cinema. Nossa, como isso me irrita. Depois me dei conta da situação. Eu encostei numa delas!! Isso é praticamente crime aqui!

psique disse...

tô tão orgulhosa... =~

::: Luís Venceslau disse...

No trânsito todo mundo merece respeito, desde q não atrapalhe. Aqui o q mais se vê é bicicleta e carroça na faixa da esquerda, e isso é burrice. Qualquer pirralho sabe q o certo é ficar perto do meio-fio, é até mais seguro pro caso de ter q pular pra calçada. Isso falando de grandes avenidas, né..

(E eu espero q não seja mal interpretado de novo. Só expus o outro lado da moeda. Não sou nenhum monstro, nem machista nem no trânsito =~ )

Ana disse...

Oi, faz tempo que não passo aqui, na verdade que não dou um passeio virtual pelo espaço de ninguém.
Estou trabalhando bastante e o tempo que sobra é só para comer e dormir, rs
Adorei saber que vc vai ao show do Sir Paul. Eu sou super fã dos Beatles.
Eu vou ao show do AC/DC dia 27/11.
Conta tudo do seu show, ok?
Beijos,

Dri disse...

Olá, primeira visita ao seu blog. Também já segui motorista para tomar satisfação...Eu sou uma pessoa super explosiva... mas ao mesmo tempo não gosto de barraco, então acabo fazendo uma força enorme para me controlar nessas situações de stress, admito que nem sempre é fácil. Encaro isso tudo como um mega exercício de paciência e auto-controle. As abordagens que eu mais me orgulho então foram as que eu consegui fazer sem me alterar muito, a última foi como pedestre em Porto Alegre. Fiquei feliz de transmitir meu recado numa boa: "com licença senhora, provavelmente a sra nem percebeu, mas ao dobrar aqui no posto a sra quase me atropelou, quem sabe da próxima vez presta mais atenção no transito, um pouco de atenção e gentileza com os pedestres não vai lhe custar nada" e segui o meu caminho. Como ciclista também: uma vez alguém baixou a velocidade e gritou pela janela do carro que eu saísse da rua + ofensas variadas; quando eu encostei no carro, dei muita sorte, o motorista estava estacionando. Esperei que saísse do carro para perguntar docemente com um simpático sorriso: "desculpa, eu não escutei bem, o que foi que o senhor me disse umas quadras lá pra trás?" Muito engraçado ver a perplexidade da pessoa e todas as explicações que se seguiram...!

Mas não sei se esse tipo de coisa traz qualquer resultado prático no trânsito, será que gera reflexão no motorista? Duvido muito. Mas uma coisa é certa, com gritos ou sem gritos, sempre é bom colocar pra fora :)

Anônimo disse...

Árabe dá mesmo nos nervos...

Talvez

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