terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Chega de saudade!

Eu odeio falar aqui no blog sobre meus momentos de tristeza. Evito mesmo. Fiz um blog soh pra isso e, quando eu tou afim de expor minhas angustias, eu exponho no outro... (na verdade, eu exponho", ja que o blog é fechado). Ah, mas eu preciso falar desses dias. Aqui.

Ha uns dias, eu recebi uma otima noticia que me deixou triste: o fato dos meus amigos de universidade terem passado no mestrado. Isso me deixou feliz, claro! Mas ao mesmo tempo, essa situação logo me questionou sobre o que EU tou fazendo da vida. Bom, eu? Eu faço faxina. O fato de eu ter estudado com esse pessoal faz com que eu pense que eu fiquei "pra tras", ja que eu não tou acompanhando a maré junto a eles. Aih, tome tristeza!

Somado a isso, veio a saudade. Nem sei falar sobre saudade. Nem sei dizer como começa, mas termina sempre em tristeza. E o sentimento de abandono é muito forte. Então, adorei quando Amanda me deu uma sacudida nos ombros dizendo que quem abandonou os amigos fui eu. Bom, isso não melhora minha tristeza, mas ao menos livra meus pobres amigos de serem responsaveis pelo abandono. E por falar nisso, mais um cravo: a despedida de Simone.

Ha muitos meses eu falei de Simone aqui. A amizade soh tava começando, mas eu ja sentia que ia ficar muito amiga dele e acertei. Simone é foda. Simplesmente. O que ele conseguiu despertar na minha pessoa beira mesmo o amor. Quando eu falava, Simone era soh ouvidos. E quando Simone abria a boca, eu soh conseguia escutar. Eu jamais, jamais conheci alguém assim e é facil saber porque todo mundo aqui na França gosta dele. Falar dele aqui soh vai me deixar em crise, porque eu nem mesmo conseguirei descrever a figura imensa que ele é. Mas vale a pena registrar que eu tive por quatro meses um superamigo que tornou esses meses na França totalmente felizes. Mas Simone teve que voltar pra Argentina. Ele vai ser pai.

E a vida continua...

Mas, pra resolver aquilo que pode ser resolvido: fui pesquisar meu mestrado. Pensei em trabalhar com feminismo, mas não consegui ir além disso. Assim, sem imaginação, fica dificil bolar um projeto. Mas dizem que vouloir c'est pouvoir... Por enquanto, a possibilidade de um mestrado, ainda que distante, me deixa mais tranquila. E aproveito pra pedir às leitoras brasileiras que estão fazendo mestrado na França que me contem um pouco como foi o processo pra chegar ao mestrado: equivalência de diploma, tema, dificuldades iniciais (pré-curso). Por favor, uma luz! E prometo que os proximos posts vão refletir uma Luci menos desconsolada. Mas por enquanto...

Dois minutos depois, ele tava no ônibus e eu tava aos prantos.
Chega de saudade!

8 comentários:

Mariana disse...

Luci, a saudade pra mim é uma constante. O abandono também sinto, e muito. Espantar a tristeza é o meu esporte aqui na França.
Qto ao mestrado, pode ficar tranquila que o processo não é tão dificil. é mais burocratico que qualquer coisa. Te aconselho a ir nas Universidades que te interessam e assistir a algumas aulas, assim de bicão mesmo. Em muitas universidades as aulas são abertas e ninguém vai te encher o saco. Qto ao projeto, é o que menos importa. O que eu vejo de gente no meio do primeiro ano do mestrado sem saber ainda o que vai pesquisar....! O importante é justificar, no teu percurso acadêmico, a importância de fazer um mestrado agora, e aqui, na França. E qto melhor estiver o seu francês, mais tranquilo vai ser o mestrado, mas isso nem preciso dizer né? Essa para mim é a pior barreira de todas: escrever um trabalho acadêmico em pouco tempo, numa lingua que não é a nossa. vai se preparando pra isso. de resto, pode ficar de boa que rola, viu?
bjuuus!

Helena disse...

Bem te entendo... quando morava na França, estava estudando, mas com vontade de meter a mão na massa, trabalhar. E todos meus amigos no Brasil trabalhando, conseguindo empregos incríveis. Eu, mesmo com uma aprovação num mestrado aí, resolvi voltar pro Brasiuzão fazer o que queria: trabalhar na minha área. Mas hoje fico pensando como teria sido a minha vida se tivesse ficado aí e feito o mestrado? Ah, essa dúvida sempre vamos ter! E fica tranquila que, pode demorar um pouquinho, mas tu vai ter o teu mestrado, sim. Eu tb agora tô querendo fazer um... hehehe. Bisous!

Aline Mariane disse...

A gente sabe bem como é confortante ver que outras pessoas sentem a mesma coisa... Entao vou dizer que sei bem o que você sente. Das minhas amigas mais proximas, sou a unica que nao fiz mestrado (é, elas ja terminaram). Sempre me justifiquei: ah, eu trabalhava e ganhava bem, nao gostei da primeira graduaçao e fui fazer outra, depois deu a louca de querer viajar... Meias verdades...
Aqui eu tenho a mesma impressao que a Mariana: entrar no mestrado é mais facil que no Brasil. Mais rapido, também. E tem mais valor pra quem quer voltar, como eu quero. Eh minha meta pra 2010, se o idioma permitir.
Estamos juntas nessa?! hehe
Bjss!

Amanda Lourenço disse...

O mestrado não é dificil de entrar não. Mas ao contrario da Mariana, acho que vc deveria sim ter um projeto bem especifico e estudado, pra ja contatar um professor e ter certeza de entrar. Mas concordo com ela que o pior é depois! Escrever em francês é desanimador! Mas a gente aprende. E pode contar com minha ajuda!

Uau, fiquei feliz que minha experiência sobre solidão e abandono serviram pra alguma coisa, hehehe!

monique disse...

argh, tou na mesma com essa coisa de mestrado... como, onde, com quem, quando e com o que assunto trabalhar. mas dá uma animada ir pesquisando artigos e vendo se tem a cara da gente. o négócio é ter perspectivas, broda.

Ana disse...

pense que eles terão um mestrado e vc uma experiência de vida de dar inveja a qq um.
Tudo tem sempre dois lados, pense nisso.
Qdo a gente tá triste acaba sempre se diminuindo, não entre nessa roubada. Conheço um monte de gente que daria um fígado para ter essa coragem e essa disposição.
Aproveite!
beijos

Laércio disse...

Oxe,
se tem uma coisa que não me angustia é achar que amigas e amigos de curso como você não estão acompanhando a maré. Nem passa pela cabeça. O que me passa é só a ansiedade de ver você nos enchendo ainda mais de orgulho e poder dizer que estudei contigo! Tenho a certeza (já tinha) que quando você for escrever sobre mulheres, você fará muito bem...

Algumas coisas penso que você faria muito bem... tenho que te mandar um e-mail!!!!

Saudades!!!!

Somnia Carvalho disse...

Luci, voce nao tem impressao de que as amizades feitas no exterior tem uma coisa diferente?

eu amo e continuo adorando minhas amigas daqui, mas assim como na epoca da universidade os amigos feito fora do brasil parecem ser mais irmaos, sei la...

comigo foi assim... como se a gente sempre soubesse o que o outro tava sentindo... vivendo no mesmo barco etc.

este post e bem velho ne? e eu vim parar por acaso. beijo
ah! sabe qual a mensagem da verificacao de palavras abaixo para que eu preencha?

dancu.

hahaha

Talvez

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