quarta-feira, 30 de junho de 2010

Paris (e seus gays)



Passamos o ultimo fim de semana em Paris aproveitando que Camilo deveria trabalhar na capitá na sexta-feira e a passagem, claro, é paga pela empresa. Por coincidência, tivemos a oportunidade de ver a Gay Pride e um show de Caetano Veloso. De qualquer forma, Paris sempre vale a pena. Eh o tipo do lugar inesgotavel, que sempre vai oferecer alguma coisa interessante, não tem como se cansar da cidade, simplesmente não tem como, mesmo com suas bizarrices (ja ja chego la).

Na sexta-feira, depois da pelada do Brasil contra Portugal, corri pra estação pra pegar o trem. Ficamos no modo vinho barato, numa praça qualquer. No sabado, show de jazz no Parc Floral com os amigos brasileiros. Me dei conta que meus unicos amigos na França moram em Paris. Mas é melhor não reclamar, poderia ser pior: meus amigos poderiam morar no Brasil. Ai.

Parc Floral


Yo!


Dedo revoltado

A essa altura, o alcool ja estava cumprindo com sua obrigação. Eu estava tranquila na cerveja, feliz, sem problemas. Então, o dono do dedo revoltado, Benzina, me entrega uma garrafa de vinho. Agora, uma pausa: ainda em Lyon, enquanto eu estava fazendo minha mochila, duvidei em colocar meu vestido branco porque, claro, conheço bem minha coordenação motora quando estou bêbada. "Vou com uma roupa escura, porque sei que vou beber vinho e sei que vou derramar o vinho na roupa". Mas eu sou tão teimosa, que eu discordo até de mim mesma. E o que foi que aconteceu, meus amigos? Coloquei o vestido branco na mochila e, no sabado, derrubei vinho tinto nele, claro. Eu acho é pouco.

Felizes e saltitantes (e manchados de vinho), fomos à Place de la Bastille pra dar um oi à Gay Pride e um xau à Bel, que partiria no dia seguinte numa temporada em Portugal.



Os meninos com cara de desconfiados
(soh durou trinta segundos)


Eu, Lindinho e Benzina, embalado por Gloria Gaynor


Pra quem pensa que anjo não tem sexo



Nice!

Vocês não imaginam o quanto uma hetero pode ficar saltitante numa parada gay


Ou imaginam...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Terremoto, guerra e festa

Quando comecei a escrever o meu ultimo post, eu não pretendia falar somente sobre vômito. Eu ia explicar que, no meio daquela ressaca toda, eu tive que enfrentar um dia torturante de trabalho e finaliza-lo numa viagem de 7h de trem + 1h de carro rumo à casa dos pais de Camilo, no norte da França.

O motivo dessa viagem foi a festa de aniversario do pai de Camilo, esse senhor simpatico da foto, que fez 70 anos. "OHMEODEOSDOCEO, o pai de Camilo tem 70 anos?! MANAOEHPOSSIVEO". Pois é, minha gente, é possivel. E o melhor é que o irmão mais novo de Camilo tem somente 15 anos. Ou seja, o véi tah em forma. E, não, ele não tinge o cabelo. Espero que Camilo esteja esbanjando essa saude aos 70 - calma, amor, isso não é pressão, é soh uma prece.

Acho que eu nunca contei aqui o quanto eu adoro o ambiente que envolve os pais de Camilo. A cidade, a casa deles, as historias. Vou tentar* contar a historinha dos pais dele, que eu acho muito legal.

O pai de Camilo é salvadorenho e a mãe, francesa. Aos 20 aninhos, a mãe de Camilo, que é enfermeira, foi embora da França rumo a El Salvador através dos Médicos sem Fronteiras porque o pais passava por uma guerra civil (1980 - 1992). O pai de Camilo, por seu lado, atuou numa radio clandestina, ao lado dos revolucionarios, claro - do contrario eu não o admiraria.

O curioso é que eles não se conheceram em El Salvador, mas sim em Paris, algum tempo depois. Dai, nasceu meu futuro marido, que foi com seus pais pra El Salvador. No pais, nasce um dos irmãos de Camilo. Fugindo da Guerra, que ainda tava rolando, a familia vai pra Nicaragua, onde nasce o terceiro e ultimo irmão de Camilo (pois é, minha sogra também não tinha fronteiras pra parir). Depois, eles voltam pra El Salvador, mas precisam deixar o pais novamente por causa dos terremotos. Então, é simples: França - El Salvador - Nicaragua - El Salvador - França. Voila!

Trinta anos depois:

Agora eles moram na pequena Chateaubriand, numa casa lindamente decorada com artesanatos recolhidos nas viagens que eles fizeram e nos lugares em que eles moraram na América. Soh recentemente me dei conta que esse pequeno detalhe contribuiu enormemente pra que eu me sentisse em casa nessa terra fria.

Mas voltando à festa...

Quanta diferença! Nas festas da familia materna de Camilo, à la francesa, eles servem sonifero na bebida dos convidados. Pelo menos essa é a unica explicação que eu tenho pra justificar uma festa sem ruido. E, uma vez à mesa, as pessoas não se levantam mais: se empanturram até a morte. Isso não é necessariamente ruim, claro, porque os pratos são de fazer chorar de alegria. E o mais impressionante é que não são pratos esdruxulos, com perninha de sapo ou melequinha de caracol. São somente combinações diferentes daquilo que você (eu) come no dia-a-dia arranjadas de uma forma ousada. E apos o aperitivo, a entrada, o prato principal, a salada, o queijo e a sobremesa, as pessoas tomam o digestivo (dose de algum alcool forte e ruim), também conhecido como vomitivo (ok, essa eu escutei na festa, deve ter sido uma piada).

Imaginei que uma festa dada pelo pai de Camilo fosse diferente e acertei. Os pais de Camilo tem amigos muito fiéis: vieram pessoas de Paris, da Bélgica e mesmo de El Salvador pra essa festa. Como foi o caso do violeiro ao lado. Quando ele soube que eu era brasileira, ele tirou um objeto esquisito do bolso e me fez cheirar. O cheiro da cachaça bateu fundo na emoção.

- Porra, isso é cachaça!
- Eh, você é brasileira mesmo.

Craru que sou. Perguntei porque ele andava com cachaça no bolso. Ele parou e, apos alguns momento de reflexão, disse bem sério "é que as vezes minha garganta arranha". Depois dessa razoavel explicação, fomos aos mojitos:

Lindinho, eu e o mojito que eu deixei do lado, afinal...


...meu negocio é cerveja, mano

Camilo se ocupou, bem ocupadamente, como vocês podem ver, do churrasco. Dei graças aos céus, apesar de não ter recebido atenção durante o momento em que ele geria a carne. Mas quem conhece a maneira francesa de tratar a carne vai entender do que eu tou falando. No Brasil, a carne é ou "bem passada" ou "mal passada". Ponto. Mas francês inventa, então, aqui tem quatro tipos: bleu, saignant, a point e bien cuit. Mas o que isso quer dizer, Luci? Bom, pro francês isso quer dizer:



- Bien cuit = bem cozida
- A point = ao ponto
- Saignant = sangrento
- Bleu (azul) = crua

Mas pra mim, brasileira, isso quer dizer:

- Bien cuit = crua
- A point = crua
- Saignant = crua
- Bleu = crua

Camilo ja tinha me prevenido, porque eu tenho verdadeiro horror à carne (semi) crua, mas aqui é quase impossivel fugir dela. Bastou Camilo entrar na casa pra pegar mais carne pra assar, que um francês (de branco na foto) correu pra grelha e saiu resgatando os pedaços de carne na brasa. Malandrinho.


Aqui, o dia seguinte à festa.
Camilot, moi (com meu supersorvete delicioso de sei-la-o-que),
o irmão caçula de Camilo, pessoa e Papi.

*Lindo, me corrija se eu tiver me equivocado

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Exponha seu interior ao seu namorado

Esse post vai pra todos aqueles que não estão fazendo nenhuma refeição nesse momento.

Sexta-feira, 6:45h, o despertador me acorda. Abro os olhos, mas somente um responde ao comando. Com meu unico olho, noto um balde a dois palmos da minha cara. O balde olha pra mim, eu olho pro balde. Eu questiono a presença do balde. Pouco a pouco, a noite anterior vai se refazendo na minha cabeça. Haviamos enchidos nossas carinhas no maravilhoso México x França e Camilo achou por bem que eu dormisse com um balde de lado. "Tu tava fazendo uns barulhos esquisitos, tipo bllerrgg, erghhh... E eu tive medo pelo tapete" (felizmente, eu não posso reproduzir os barulhos que ele fez). Mas é formidavel a preocupação do meu querido com o tapete que ele trouxe do Brasil. "No chão, tudo bem, mas no tapete?" Ele tava lembrando da minha primeira vomitada como namorada dele. Foi lindo, gente.

A gente namorava ha poucas semanas, não tinhamos tanta intimidade, e haviamos chegados bêbados sei la de onde. Entrei cambaleante no quarto e, ja no fim das minhas forças, sentei no colchão, entreguei a Deus e dei aquela vomitada aos pés dele. Aos pés de Camilo, não de Deus. Lembro perfeitamente que o coitado teve o reflexo de frear meu vômito, mas como viu que isso era impossivel, se resignou, se encostou na parede e ficou me olhando vomitar, muito calmo. Eu ri muito no dia seguinte quando o bichinho contou que pensou "bom, sou eu quem vou limpar mesmo! Deixa agora ela vomitar!"

Acho que essa foi uma grande prova de que ele estava disposto a ficar comigo. Outro dia, acordei depois de uma festa em casa, vi um balde ao lado da nossa cama e deduzi brilhantemente "ah, coitado de Camilo, ele passou mal ontem". Quando o questionei, ele disse "Luci, foi tu mesma que pediu o balde". Viram como estou mais responsavel hoje em dia?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

01. Do que é diferente - Tabac

Tabac (tabá)

Pra comprar uma carteira de cigarro no Brasil, você pode ir numa banca de revista, na barraquinha de pirulito do ponto de ônibus, no posto de gasolina, na padaria, no café do shopping e por aih vai. Aqui, você compra em um soh lugar: no Tabac. "Se você vir esse losango vermelho piscando, pode entrar". Foi o que Camilo me disse quando cheguei na França - tou aqui me perguntando como eu não maldei essa frase na época. O Tabac aqui deve ser o equivalente às bancas de revista no Brasil: vende tabaco, doces, revistas e também selos. Ah, e uma curiosidade sobre os fumantes daqui: como a carteira de cigarro aqui é muito cara (minimo 5€), graças a deus, as pessoas costumam comprar um pacote de tabaco solto + filtros + seda. O pacote custa em torno de 7€, mas rende muitas horas de fumo. Eh por isso que pedir um cigarro a alguém aqui é meio indelicado. Ninguém deixa a carteira exposta, como se costuma ver nas mesas de bar do Brasil. E, pensando agora, acho que nunca vi alguém oferecer espontaneamente um cigarro a outra pessoa. C'est bien!

Argonauta da Europa Ocidental

Ainda lembro de ter ouvido em uma das aulas de Antropologia na universidade, la pelos idos de 2004, que um bom antropologo tira notas do seu objeto de estudo tão logo da de cara com ele: dessa forma, as primeiras impressões sobre o diferente ficam registradas. Como eu não sou uma boa antropologa (alias, eu não sou antropologa), não fiz o exercicio de registrar minhas impressões sobre o modo de vida francês e agora percebo que ja absorvi as diferenças culturais a ponto de não me impressionar mais com muita coisa. Mas apos meditar durante três dias e três noites, algumas sensações de outrora voltaram. Então, não é com orgulho que vos apresento a série: Do que é diferente.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Meu lado viking

Esse é um daqueles posts que vão começar num ponto e terminar noutro, afinal, minha linha de raciocinio eh desalinhada.

Hoje, enquando eu estava indo pro metrô, vi uma figura sombria andando à minha frente. Era uma menina vestida de preto, com um vestido que deveria ter sido da tataravoh dela e que era tão bizarro que soh poderia ter sido comprado numa loja de fantasias. Deu um noh na minha cabeça ver uma camponesa do seculo XVIII pegando metrô. Essa é uma das coisas das quais eu adoro aqui. O fato de poder ser camponesa do século XVIII e pegar metrô? Não, querido leitor, é o fato de que você poder andar como quiser sem que ninguém se importe/olhe/aponte/ria. Impagavel.

Isso me fez refletir um pouco sobre a forma com a qual eu me visto na França. Em João Pessoa, nada passa despercebido aos olhos dos outros. Nada. Aqui, eu tenho mais liberdade pra ser quem eu quiser porque:

a) na França, ninguém me conhece;
b) Camilo não cobra que eu funcione no modo princesa;
c) as pessoas aqui não fazem alarde sobre a forma com a qual você se veste;

Por esses três motivos, eu me peguei indo pra padaria outro dia com o cabelo do jeitinho que ele estava quando acordei de manhã. E alias, vestida numas calças que eu uso pra dormir no inverno que, além de tudo, estavam manchadas. E, na verdade, noto que minha vaidade em geral tem arrefecido e isso, ao contrario do que possa parecer pra maioria, é muito bom.

Acho que eu tenho uma sorte muito grande de ter Camilo como namorado. Porque, sinceramente, não é todo namorado que briga com você por você ter se depilado cedo demais. "Deixa esses pelos crescerem! Cadê teu feminismo?", ele pergunta. E ninguém aqui pensa que sinônimo de feminismo é cultivar pêlo. Mas ninguém pode negar que gilete/cera é uma tortura, e é uma tortura pela qual os homens não passam - não esqueci de vocês, nadadores, beijos! - e que a gente passa... por que mesmo?

No meu caso, se eu não devo satisfação aos desconhecidos do metrô, se eu gostaria de aumentar o espaço entre uma depilação e outra e se meu proprio namorado ta pouco se fudendo pro caso, por que eu continuo me torturando? Resposta: eu continuo me torturando por causa do segundo tipo de pessoas que leem esse blog. O primeiro tipo vai pensar "é verdade, depilação, vaidade em excesso, pressão sobre a mulher estar sempre bela é uma merda". O segundo tipo vai dizer "sebosa. Casou e agora ficou desleixada. Pobre Camilo".

Graças aos anjos de Jesus Cristinho, tudo nessa vida tudo é questão de equilibrio.

Não, você não vai ver minhas axilas nesse estado. Jamais. Eu soh não uso brincos quando vou dormir. Eu uso creme hidratante todo dia. E, se pudesse, continuaria indo pro cabeleireiro a cada três meses, como fazia no Brasil. Por outro lado, não perco o sono quando vejo minhas celulites e estrias. E tampouco faço dietas agressivas pro meu corpo pra deixa-lo mais Gisele. Não suporto maquiagem (outra droga que Camilo me encorajou a largar de vez). Não uso salto. E, melhor de tudo: sei que eu poderia ser diferente em muitos sentidos em relação ao padrão de beleza e de comportamento imposto pras mulheres porque tenho o ambiente ideal pra trabalhar isso. Admito que é triste que eu não tenha me dado conta disso tudo sozinha e que precisei de ter um homem compreensivo ao meu lado pra me fazer enxergar estas coisas. Mas eu não lamento, eu comemoro.

Comemoro também o fato de eu poder, com ele, chamar palavrão pelos cotovelos e não escutar nenhuma frase do tipo "isso não é coisa pra mulher", sentença que me atinge ainda mais fundo quando é falada por mulheres, porque vejo isso como um tiro no pé. Uma francesa outro dia disse que eu falava demais "putain", mas nunca a vi censurar o namorado que faz a mesma coisa, e olha que ja morei com os dois. E ha umas semanas, foi uma brasileira no Orkut que disse que meu blog era de mal gosto, que tinha palavrão. Muito triste. Eu entendo que minha avoh pense parecido, mas meninas de 30 aninhos? Enfim, infelizmente, pega mal pra mulher ser agressiva. E no quesito comportamento, eu tou muito mais dentro daquele campo tido pelo senso comum como sendo o campo masculino: beber cerveja, sentar de perna aberta, falar palavrão, arrotar. Sou praticamente Hagar, o Horrivel! Grrrau!

Ok, voltando...

Seja como for, falta muito pra que eu me sinta realmente livre com meu corpo, minhas roupas e meu comportamento. O objetivo não é virar uma mendiga, é somente alcançar um nivel de esclarecimento sobre as coisas que me impeça de sofrer por causa da minha (falta de) feminilidade. Como também não julgar quem ainda não conseguiu enxergar essas coisas. Afinal, eu ainda não cheguei la e não quero ser julgada.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O o 0

Tem certas coisas na vida que fazem você ficar com cara de cu, rindo de si mesma. Ha umas cinco semanas, a internet caiu e não voltou de maneira automatica. Pedi pra uma das meninas que moram comigo pra me dar o numero-chave pra reconectar meu computador à internet. Sem sucesso. Somente hoje me dei conta de que o numero poderia estar errado. Troquei o zero pela letra "o" e deu certo. Tem certas coisas na vida que fazem você ficar com cara de cu, rindo de si mesma.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Do crescimento

O mês de maio acabou e a mãe do doidinho disse que eu iria receber meu primeiro pagamento no primeiro dia de junho. Foi no mesmo dia em que assinei o contrato: quase um mês depois de estar trabalhando como babah. Então, fiz as contas do numero de horas em que trabalhei, multipliquei por sete (euros), descontei algumas horas em que ela disse que eu não seria paga (ela me veio com uma historia que, enquanto o guri dorme, eu nao sou paga) e obtive o valor do meu salario. De cara, ja fiquei emocionada, porque era mais do que eu ganhava como faxineira. Mas quando o cheque chegou, surpresa: 834,03€ (pra trabalhar três dias por semana)! Gente do céu, estou rica! Vou comprar um barco e dar a volta ao mundo. Xau!

(Brincadeira. Eu ainda sou pobre, e sei que é deselegante falar de salario, mas eu sou uma pessoa deselegante e tou me fudendo pra aparência, como vocês podem ter notado).

Lembrei com satisfação de cada cuspida e mijada que recebi do guri e sorri. Fiz minha cara de "nem ligo", peguei o cheque com ar blasé e, quando cheguei na rua, comecei a sapatear. Fred Astaire ficou no chão. Diante de tamanha felicidade, vocês se questionam: minha filha ja viu dinheiro nessa vida? E agora, eu explico.

Gente, ha uns dias eu tive o pior fight ever da minha vida com Camilo. Motivo: grana. Com a tal empresa que Camilo vai montar, ele ficou um pouco mais... errr... zeloso com seu dinheiro... e isso gerou certos atritos entre a gente. No final das contas, depois de 48h de discussao, decidimos que vamos compartilhar os amigos, os sonhos, o teto, os fluidos corporais, menos o dinheiro. A discussao foi um golpe duro no estômago do meu feminismo. Mas serviu pra que eu abrisse totalmente os meus olhinhos e entendesse, de uma vez por todas, que a pior coisa desse mundo é depender de macho. Desculpa aih aquelas que tem uma visão mais romantizada da vida, mas cresci vendo minha mãe ser constantemente humilhada pelo pai pelo simples fato dela não ter um salario. E isso não é legal. E, apesar de meu Camilinho estar anos-luz de ser meu bob pai, encarei nossa discussao como um estimulo à minha definitiva independência financeira. Ja era hora.

Não sei o que vai acontecer depois de setembro, caso eu consiga entrar na faculdade. Não sei quantas horas disponiveis terei pra trabalhar. E depois, a mãe do guri vai parir em setembro e o trabalho, com certeza, vai deixar de ser tão mole quanto é atualmente. Duas bundas cagando. Mas tudo bem, a gente se vira. Por enquanto, o importante é valorizar as conquistas. Aqui, meu primeiro cheque e um curioso comentario de Amanda me incentivando a ser babah.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Musica francesa: Babylon Circus


Ha alguns meses eu havia dito aqui que eu iria fazer alguns posts apresentando algumas coisas da musica francesa. Mas eu, como sou eu, esqueci. Agora, pretendo levar a sério minha promessa e trazer pra vocês, principalmente pros que moram fora da França, musicas que eu tanto adoro! Com a intenção de mostrar também que a musica francesa é mais que acordeão e Edith Piaf.

No post de hoje, trago Babylon Circus, banda formada em 1995 aqui mesmo, em Lyon. Admito soh conhecer o ultimo album deles, o La Belle Etoile, de 2009, que eu acho o maximo do começo ao fim. O Wikipedia descreve o som dele com sendo "reggae/ska mélé à une bonne dose de rock" (bom, vocês entenderam as palavras-chave). Mas eu dispensaria isso e simplesmente resumiria o som deles como viciante.

Sem maiores delongas: Babylon Circus, La belle etoile - 2009 (direto no site, sem download)

Talvez

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