quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Natal mortal

Nao me olhe assim, eu estou tao confuso quanto você


Contei como foi passar o Natal com os pais de Camilo, mas a provaçao real foi passar Natal com a familia da mae dele. No dia 26, fomos almoçar com a familia inteira e la vai Luci ter que (re)decorar todos os nomes de tios, tias e priminhos. Os bebês cabeçudos que vi no Natal de dois anos atras agora estavam andando, irreconheciveis. Chegamos às dez da manha porque Camilo seria o responsavel por acender o forno à lenha (na esperança de que os pernis ficassem prontos ao menos pro Natal de 2012). Enquanto meu querido se entretia com pernis alheios, eu esperava a vida passar sentada no sofa, com as maozinhas em cima dos joelhos. 

Fiquei assistindo com o avô de Camilo aqueles programas de auditorio. No momento, estavamos assistindo a um quadro com três casais onde o apresentador fazia perguntas às mulheres sobre a vida do casal, que haviam sido feitas anteriormente ao homem. Este deveria mostrar uma placa com a provavel resposta que a esposa daria. Fiquei tentando calcular o quanto isso poderia medir o entrosamento de um casal ao me dar conta de que, caso as perguntas fossem feitas à mim, julgariam que eu nao conheço Camilo, porque eu nao tinha idéia do que responder às perguntas feitas. Ja bastante cansada do besteirol, eu:   

- Sogra quirida, você ta precisando de alguma coisa?
- Nao, Luci, obrigada.
- Mas eu posso fazer alguma coisa.
- Nao, obrigada, querida.
- Minha senhora, entenda: eu quero fazer alguma coisa. 

Depois de uma certa pressao, ela me pediu pra descascar uma manga. Fui pra cozinha como se tivesse recebido A missao. Tipo assim, Papai Noel pedindo pra eu entregar os presentes porque ele esta impossibilitado, sabe. A manga, como eu, vinha do Brasil. Levei um papo com essa manga, mas ele durou pouco graças à minha grande eficiência e destreza no manejo de facas que permitiu que a manga estivesse descascada em um minuto. Foi o ponto alto do meu dia. 

- E agora, eu faço o que? :D
- Nada.

Voltei pro meu sofa. 

Esperei, esperei e as pessoas começaram a chegar. Cumprimentei à todos com um sorriso amarelo e esperançoso de que ninguém resolvesse ir além do cumprimento. Tipo assim, meu povo, eu sou mais do mato que Jeca Tatu e conversas sobrias com pessoas desconhecidas me deixam em estado de pânico. Alheia a este fato, uma tia de Camilo se aproxima e puxa assunto. Pensei em fingir um desmaio, mas talvez isso levasse ainda mais atençao sobre minha pessoa. "E se eu neutraliza-la com um golpe na nuca?", considerei. Melhor nao, é Natal, época de amor e paz. Luciana, que tal simplesmente responder à pergunta dela? Você é capaz, deixe de drama. E, quando vi, la estavamos nohs falando das galinhas

Camilo voltou do jardim com um cheirinho de fumaça e, a essa altura, eu ja estava com tanta fome que se tivessem colocado o casaco dele num prato, eu teria comido. Sentamos à mesa e ficamos esperando a boia. Quer dizer, o almoço. Seguindo o protocolo, depois dos aperitivos, que nao provei, tivemos a entrada. Meu coraçao se encheu de alegria quando vi camaroes em uma bandeja. E olha que eu nao como camarao. Quer dizer, nao comia. Mas com minha limitante dieta, era isso ou nada. No entanto, tive que recusar ponche, pistache, frutas, queijo, patê, pao, vinho, batata e feijao. Acho que a familia de Camilo deve ter pensado "nossa, que moça mais contida, nao é mesmo?" e eu la, quase comendo a toalha da mesa, as lombriga tudo gritando.


Como eu sou uma pessoa prevenida, preparei e levei um tomate recheado com ovo e queijo sem gordura. Parece bizarro. E era. E quem se impooortaaa? Comi e comi feliz. Logo em seguida, os pernis de Camilo apareceram no meu prato. Delicia. E pronto, essa foi a ultima coisa que pude comer. 

"Vocês nao tem idéia das coisas
que aparecem no Google quando
digitamos 'raspadinha'"
Uma prima de Camilo deu pra cada convidado uma raspadinha cujos prêmios eram de 1€, 2€, 6€, 20€, 100€, 500€ e 1000€. Tratava-se de um jogo da velha com os prêmios indicados nas linhas e colunas. Algumas pessoas chegaram a ganhar 2€, mas a grande vencedora do dia fui eu: ganhei um super prêmio de 6€! Fiquei ainda mais animada com o ganho quando vi, no verso do bilhete, que soh havia 7 mil prêmios de 6€. Alguém ainda me deu seu bilhete premiado de 2€, o que fez com que eu saisse daquele almoço 8€ mais rica. Fiquei imaginando o que eu faria com tanto dinheiro. 

Em seguida, pedi a Camilo pra darmos uma volta pelo bairro. A idade avançada do avô de Camilo (mil anos) e o fato dele estar na maioria do tempo numa cadeira de rodas esperando a morte chegar, fez com que Camilo e eu entrassemos numa discussao sobre morte, eutanasia e todas essas questoes apropriadas pra uma época de Natal. Ele disse que nao gostaria de viver em estado vegetativo e que respeitaria minha vontade caso eu quisesse partir dessa vida. Pegando o gancho e lembrando do programa de auditorio visto naquela manha, eu disse:

- Ah, olha, se um dia eu engravidar...
- Hum.
- ...e sofrer um acidente grave...
- Sim...
- ...e o médico disser "ou ela ou o bebê", você me escolhe, viu?
- Eh?
- Eh. 
- Por que?
- Porque um bebê a gente pode fazer de novo, mas outra Luci nao.
- Ta bom.

Silêncio. 

- Alias, alias! Depende. Se eu soh tiver 10% de chance de sobreviver, escolhe o bebê, ta?
- Ah, nao! Escolhe logo agora! Eu nao quero ter que escolher!

O bixinho ficou tao aflito em ter que saber o que fazer caso eu ficasse gravida e caso sofresse um acidente grave e caso o médico so pudesse salvar uma pessoa... O que importa é que, caso a gente participe de um programa de auditorio com esse jogo de casais, a gente acertaria a questao - caso ela fosse posta. 

Depois dessa conversa, voltamos pra casa e, sobre a mesa, a sobremesa. Umas pêras, calda de chocolate, uns doces que a mae de Camilo havia trazido de uma viagem à Turquia e, claro, chocolate. Eu nao sou do tipo que vende a mae por um pedaço de chocolate, mas passei momentos dificeis ao ver o pessoal se deliciando em meio a todo aquele cacao. Desejei a morte daquelas pessoas, queria que elas engasgassem e morressem entaladas. Foi um Natal tranquilo. 



domingo, 25 de dezembro de 2011

A chorada, a mamada e o ultimo post do ano

Camiloulou e eu estamos, ha uma semana, na casa dos pais dele passando parte das nossas férias. Eu pretendia aproveitar esses dias pra ver filmes, estudar pra ultima prova do semestre, ler bastante e dormir, mas os dias foram passando, ja estamos a um dia de voltar pra Lyon e até agora eu nao fiz nada do que pretendia. Eu procrastino até pra vagabundar, minha gente.

Apesar de, eu tou super contente. Gente, tem como nao ser feliz numa época em que tudo gira em torno de dar e receber presentes? Consumir e gastar? (Agora vocês estao em duvida se eu estou sendo irônica ou nao - e eu nao estou). No Natal da casa dos pais de Camilo, a tradiçao da troca de presentes, pra minha felicidade, reina. Fico super empolgada nao so com meus presentes, mas com o dos outros. Por isso, tratei cedo de garantir os presentes de Camilo, bem como os da familia dele. Mas qual foi minha surpresa, quando Camilo admitiu, sem nenhuma vergonha na cara, com a maior naturalidade do mundo, um dia antes de viajarmos pra ca, que nao havia me comprado nada. 

Gente.

Meu sangue parou de correr. Eu fiquei me perguntando se a frase "eu nao comprei nada pra tu" poderia ter outro significado. Eu fiquei esperando que ele dissesse "brincadeirinha, sua boba!". Mas nao. Ele tava bem sério e "nao comprei nada pra tu" realmente significava que Luci nao ia ter presente de Natal. Logo ela que havia comprado uma lembrancinha para todos. Logo ela que acredita que somente através da troca de presentes é que se pode demonstrar sua consideraçao pelo proximo. Houve um pequeno momento de tensao (que durou 12h) entre nohs dois. Desconfio que minha decepçao deve ter tocado o coraçao de Camilo porque, incrivelmente, nao sei por qual razao, ele foi ao centro da cidade no dia seguinte, assim que o sol nasceu.

Chantagem emocional, trabalhamos.  :)

Ja em Chateaubriant, decidimos ir ao Emmaus, mas era dia de Natal e a porcaria da loja estava fechada. Fico indignada com esse povo que nao trabalha em feriado. Francamente! No entanto, fomos a uma outra loja do gênero chamada Noz, que infelizmente, nao existe em Lyon. Meu povo, essa loja é tipo o paraiso na terra dos consumistas pobres. Eh uma loja de quinquilharia que vende desde chave de fenda à patê de figado de ganso, tudo a preços modicos. E quando falo de "preço modico", estou falando de meia-calça à 2,50€ (quando em qualquer loja de Lyon custa 20€).

Quanto à qualidade? E quem se importa com qualidade quando se pode comprar uma luva de pata de urso à 1€? Eu tinha meu cartao numa mao e uma cestinha na outra. Entrei naquele galpao e sai pescando tudo o que meu cérebro reconhecia como de necessidade vital: meia, anel, linha de costura, pinça, cinzeiro, chaveiro, muleta, mascara de leao, bengala, adesivo do Shrek, extintor, pano de chao, bocal de lâmpada, martelo, cueca, coador.

Mentira, peguei nada disso.

Quer dizer, pegar, eu peguei, mas eu sou uma mulher comedida e tirei a bengala e a muleta do carrinho. E todo o resto. Na verdade, eu soh levei cinco pares de meia (cada um a 1,30€), sete aneis feios (que, apesar da feiura, agora tem dedos para chamarem de seus, mas somente porque me custaram 0,95€ cada) e um pacote com dez linhas de costura. Eu nem sei costurar, mas o pacote era tao colorido! E custava somente 0,50€. Vai que um dia eu precise costurar algo. Alias, esse dia ja apareceu. Vai que um dia eu aprenda a costurar algo.

Depois das compras, fomos pra casa preparar a ceia de Natal. Achei que seria dificil seguir minha dieta na casa dos outros, mas a familia de Camilo ta me dando o maior apoio, sempre que vao cozinhar me perguntam sobre o que eu posso comer ou nao. Cunhado chegou mesmo a preparar meu mojito sem açucar. Nao, eu nao posso beber alcool durante o regime, mas eu liguei o foda-se e tomei umas cinco doses de Rhum ontem. Acho que isso contribuiu pra minha noite estranha. Porque sempre tem que ter uma palhaçada quando eu vou dormir na casa dos pais de Camilo. Da ultima vez, eu mijei na cama. Dessa vez, acordei no meio da noite pra fazer xixi, mas nao consegui abrir a porta. Tentei tantas vezes! E quando ja estava prestes a mijar de novo nas calças, acordei e me encontrei de quatro ao pé da parede tentando abri-la. Quando me dei conta de que estava tentando atravessar a parede, despertei e, bom... me senti um pouco ridicula. O importante é que consegui levar minha bexiga cheia até o banheiro.

Camilo acertou em cheio nos presentes (viu, amor, como é facil me agradar?). A familia de Camilo acertou em cheio nos presentes. Mas nada comparado ao que veio no dia seguinte: a mae de Camilo me pergunta se eu tenho algum tipo de alergia à brincos ou colares. Respondi que nao. Eis que ela me surge do quarto com meia duzia de brincos de prata e estes dois colares:



Quase caih pra tras quando vi que eram pra mim. Desculpa, gente, tou me sentindo meio idiota em ser tao exibida, hihi mas eu pirei muito nesses colares. Foram presentes de amigos comprados em algum buraco da Africa cujos fechos provocavam alergia na minha sogra. Pra minha tamanha sorte. Valeu, coceira de pescoço da sogra! Colares do gênero sao coisas que eu amo, mas que minha situaçao financeira nao pode dar conta, afinal, sou uma menina Noz. Uma menina Noz que vai terminar o 2011 cheia de presentes. Afinal, pra que serve o Natal?


sábado, 24 de dezembro de 2011

Hahaha! Quer dizer, hohoho!


Grandes olhos, pequenos dentes e um coraçaozinho desejoso 
de um otimo ano novo pra vocês! 

Eu me passo.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Entao, nao é Natal...

Ontem tivemos nossa ceia de Natal. Ok, eu sei que é um pouco cedo para as  confraternizacoes natalinas, mas 05 de dezembro era o unico dia em que todos os colocs estariam em Lyon, so... 

So que a pobrezinha da Luci, coitada dela, muito provavelmente nao poderia confraternizar, gastronomicamente falando, com seus amiguinhos. Eu teria que fazer sozinha minha propria ceia. Foram dias isolada na minha imensa biblioteca culinaria composta por três livros. Dolorosas duvidas acerca de qual receita escolher. Como sobremesa, escolhi algo totalmente original: uma Boûche de Noël ("tora" ou "lenha" de Natal, segundo Wikipedia). 


Ca-la-ro que essa boûche nao veio da minha cozinha. A minha ficou mais parecendo um Graveto de Natal. Mas olha, eu fiquei tao feliz em fazê-la, vocês nao imaginam! Eu tenho sido um fracasso no preparo de sobremesas desde que comecei esse regime. Ou vocês pensam que é facil fazer sobremesa sem açucar? Tentem. Dificilmente eu consigo acertar na dose ou na escolha dos adoçantes recomendados nas receitas, o que me garante sobremesas sem gosto. Cuspi no prato a ultima torta de limao que fiz. 

Entao, coloquei todas as minhas esperanças na realizaçao dessa receita. E, com muito orgulho, admito que ela nao ficou ruim. Veja, eu nao disse que ficou boa. Mas ela estah bastante comestivel. Um amigo provou e disse que parecia uma esponja. Fiquei ofendida, mas depois de ter lido o artigo do Wikipedia sobre o que seria uma "Boûche de Noël", mudei de opiniao: A combinação mais comum é um básico bolo-esponja amarelo, congelado e recheado com chocolate e creme de manteiga. Bolo-esponja. Viram? Nao passei tao longe do que eu deveria ter feito. 

O que tem cor de esponja, gosto de esponja e nao é uma esponja?

Comecei a falar da sobremesa, mas o que fiz primeiro foi a entrada. A receita escolhida foi Bouchées de concombre aux oeufs de lump. Ou seja, pepino com ova de peixe. Nao parece apetitoso? Escolhi porque a foto era bonita. Obti sucesso total! Vejam a foto do livro de receitas: 


Agora, vejam as que eu fiz:


Convenhamos, nao ficou lindo? Veja bem, eu nao disse que ficou bom. Mas trata-se de uma receita muito elaborada, dificilima de fazer: abre-se um buraco num pepino, entala ele de queijo e enfeita com ovinho de peixe - que, diga-se de passagem, eu acho um nojo. Mas o que importa é que, com 4kg de carne, comemos feito porcos e passamos uma noite feliz. 


Luci, em pleno processo de criaçao









Notem a nossa bela arvore de Natal colada na parede. Criaçao (super) original da menina de faixa no cabelo.




sábado, 3 de dezembro de 2011

I've got to admit it's getting better

Essa semana esta sendo tao linda, que eu estou com pena que ela acabe. Primeiro, foi uma semana de férias. Os pais dos guris foram pra um congresso e deixaram seus pimpolhos com os avohs. No dia da partida deles, a mae estava inconsolavel por ter que se separar dos filhos por uma semana. Tentei amenizar o sofrimento dizendo que uma semana passava rapido. Entao, ela virou pra mim com uma cara triste e disse:

- Nossa, mas você também vai passar uma semana sem vê-los!
- Pois é, nao é o maximo? Pois é, vou morrer de saudade!
- Ah, mas se você quiser passar por aqui pra busca-los na creche algum dia, pode ta? :D
- Ma nem fudendo! Ah, que bom! Pode deixar! :D

Entao, eu passei na casa deles: passei longe. 

E essa semana de férias coincidiu coincidemente com a data do show de, oi, Paul McCartney! Uhhhh, sim, mais um! Olha, nao sei nem o que dizer. Mentira, sei sim. Hihihihi Gente, muita emoçao no coraçao. A emoçao ja começou na estaçao de Lyon, quando eu quase perco o trem pra Paris. Chegando ao destino, encontrei todas as amigs que o mundo bloguistico e beatlelesco teve o mérito de reunir: Aline, , Maitex e Alê

Antes de entrarmos, Aline e eu discutimos sobre um assunto que estava nos preocupando bastante: a possibilidade do confisco da tampa das nossas garrafinhas de agua na entrada. A garrafa de agua la dentro custava três euros e eu nao queria me desfazer da minha, mas geralmente eles confiscam so a tampa. Mas ja era suficiente. Na hora de entrarmos, o segurança nos perguntou desinteressadamente se tinhamos garrafas d'agua e foi nos empurrando pra dentro como se a resposta nao interessasse. Aline disse que nao, mas eu, otaria como sou, cidada consciente, disse que tinha. Aih, ele me olhou e tomou minha tampinha. 

:(

Mas ao menos eu sei que vou pro céu. Você nao vai, Aline. Beijos.

Apesar das meninas, eu fiquei sozinha na arquibancada. Quer dizer, sozinha nao. Fiquei ao lado de um cara que tinha um mau halito generoso. Era facil saber quando ele tava cantarolando: eu sentia no ar um cheirinho de tutti-frutti, so que ao contrario. Nao bastasse os pulmoes do cara estarem apodrecendo, ele cantava tudo na hora errada:

- Aaarrrr... Take a sad soooong... Oops! Arrrr...
- ✞

Mas quem se importa? Paul estava ali, sob o mesmo teto que eu. Bastava. 

Depois, fomos dormir na casa de Dé que, coitada, tentou me alimentar, mas sem sucesso. 

- Luci, você quer pao?
- Nao posso.
- Você quer geléia?
- Nao posso.
- Mas iogurte você pode...
- Tem 0% de gordura?
- Nao...
- Entao, nao posso.

Oooolha, eu tava esperando a mulher me mandar tomar no cu. O pior é que, ha mais de uma semana sem me pesar, eu nem sabia se esse sacrificio todo estava dando um resultado positivo. Mas isso nao durou muito tempo: Dé tinha uma linda balança no banheiro que me mostrou que eu havia perdido 6kg (em 24 dias!). Fiz dancinha no banheiro. Gente, é a primeira vez em dois anos que eu perco peso. Minha calças estao caindo. Eu consigo tira-las sem desabotoar. Eh um milagre, naipe Monte das Oliveiras. Por isso, amiguinhos, eu aconselho vocês a nunca desistirem dos seus sonhos. Se você tem um sonho, cara, corra atras dele. De preferência, durante trinta minutos, todos os dias. 

Volto pra Lyon e fico esperando Camiloulou que também tinha viajado, so que a trabalho. De repente, escuto o socio dele, no quarto ao lado, falar ao telefone com Camilo: 

- Porra! Que massa! Puta que pariu! Nao acredito! Que coisa boa! Caralho, caralho! Nao acredito! Isso é muito bom! 

"Caralho" ad infinitum. E eu la, curiosa pra saber o que era tao bom. E o que era tao bom, caralho, caralho? Camilo e o socio ganharam uma appel d'offre pra um projeto importante, coisa que vai garantir um salario pra Co (o socio) durante quase um ano. Mas o dinheiro nao é nada. Esse é um projeto à nivel regional, que vai dar grande visibilidade à empresa deles. Tou feliz pra caralho, morta de orgulhosa! 

E, como se nao bastasse o show, a perda de peso e a appel offre, a melhor amiga manda mensagem dizendo que vem passar três semanas por essas bandas. Ela né linda?




(E o post da Dé sobre o show!)

Talvez

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