sexta-feira, 14 de junho de 2013

Je dis aime!

Ontem tive uma noite linda com um homem. Eu, ele e mais dez mil pessoas. Foi uma orgia à céu aberto, num dos meus lugares preferidos em Lyon. O nome do sujeito é Mathieu Chedid e ele é dono dessa cara:



 Ele também é dono dessa aih embaixo. Mas eu o aceito como ele é. 


Sou lindo.

Gosto. Gosto dele. Tem voz fina e, sei la como, consegue ser sexy - falou a pessoa que gosta de homem-macho, sabe. Brucutu. Que coça o saco, cospe no chao e da tiro pra cima. Mas nao acreditem em tudo o que eu digo. Dai, desembolsei uma grana - que daria pra me deixar bêbada durante uns dois dias - num ingresso e, NOVE MESES depois, la estava eu, euforica e palpitante pra ver o homem cantar. E dai, ele cantou, eu cantei, ele dançou, eu dancei, ele gritou, eu gritei. Ele rico graças a mim e eu pobre por causa dele. Os dois felizes. Isso que importa. Foi bom pra você? Foi. Quando a gente se vê de novo? Em novembro: cabei de comprar outro ingresso pra vê-lo. Prazer, meu nome é Luciana e eu sou impulsiva. Sou pobre. Passo fome, mas nao passo vontade.

J' veux pas finir ma vie à Honolulu
Chanter comme un oiseau çà n'se fait plus
Je veux ma voix brisée, triplement brisée !





Ps. Oui, cops Elisabeth, vamos juntas! :D

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Vou viajar, volto em julho com novas aventuras. Essas, prometem. E, se eu morrer, quero que vocês saibam: amo minha mae. E Fabio. E minha irma. Véi, eu amo minha irma. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tom sobre tom

Um dia, enquanto eu mostrava aos meus amigos a nova cor da parede da sala da minha casa, pintada por mim mesma, a campanhia tocou. Nos entreolhamos. Estamos esperando alguém? As sobrancelhas saltaram aos pares. Gritei um "vai entrando" curioso e decidido: permitir as pessoas entrar na minha casa me possibilitou conhecê-las melhor. Foi assim com os amigos citados, por exemplo. Com varios passos feitos por duas unicas pernas, vi surgir um figura completamente desconhecida que, sem que eu soubesse, tinha por habito me espionar. Deixar cortinas e portas abertas pros vizinhos pode nao ser sempre uma boa ideia, afinal. Meu "convidado" me cumprimentou de maneira tao rude... que foi como se aquele oi em lingua estranha fosse uma maneira de insultar. E, sem que eu perguntasse, ele disse a que veio: "eu vou parar de espionar você". Nos entreolhamos. Ele esperou uma reaçao. Eu esperei entender. Ele continuou, ainda sem incentivo de minha parte: "do meu quarto, eu vi a parede da sua sala descascando. Eu vi sua tristeza, como você andava perdido. Mas também vi você tentar dar a volta por cima. Foi comprar tintas novas. Foi dificil escolher a textura. O peso das tintas comprometeu a saude da sua coluna. Você foi forte, admito, mas... Que porra de cor é essa?! Que verde é esse? Eu nao gostei desse tom. Olha, você é daltônico e nao vê problema nisso. A partir de hoje, eu nao pretendo mais espionar você". Vimos seus calcanhares se distanciarem. Meus amigos ficaram confusos. Tentei minimizar o ocorrido: "vivo bem com meu daltonismo, a nao ser que eu dirija. E eu nao dirijo nunca". E viram em mim o vermelho que nao vejo neles e sorriram. 

Talvez

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