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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Write stories

Estava aqui filosofando, quer dizer, perdendo meu tempo, pensando numa forma de postar sem fazer muito esforço, quando, "opa! Tem quiz novo no Faceb... AH-MEO-DEOS-DO-CEO! EH UM QUIZ SOBRE BEATLES!". Entao fui la e, voila: um post pra enrolar vocês.





E o resultado lindo? Hey, Jude!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fugitivos

(uma fuga rapida!)

Estou conhecendo uma Luci que eu nao imaginava que existisse: a Luci que estuda nos fins de semana. Jardim de infância, Ginasio, Ensino Fundamental, Médio... Cinco anos de faculdade e nunca na historia desse pais eu abri um livro durante o fim de semana. Mas estudar é preciso, viver nao é.

Mas como eu ja vinha anunciando (na minha cabeça?) que eu precisava ficar bêbada pra nao "péter un câble", como dizem por aqui, fui encontrar Camilo depois do trabalho dele na sexta pra tomarmos um vinho no quai (à beira do rio) e irmos à nossa pizzaria preferida. 

No metrô, vi um cara passar por mim rapidamente com uma roupa de paciente de  hospital, sujo e descalço (eu disse hospital, mas pela cara dele, devia ser hospicio mesmo). Fiquei esperando o médico do cara aparecer e nada! O cara tava super inquieto. Percebi que ninguém parecia se importar com aquela figura maluca. Olhei pro cara da frente, meio gatinho e tal, e ele esboçou o que parecia ser um sorriso, mas faltava, pelo menos, uns cinco dentes naquela boca. Credo. Depois percebi que esse cara tinha uns trejeitos esquisitos, uns tiques, fazia uns movimentos bizarros com a boca. Finalmente o doido era normal e o normal era doido. Isso é Lyon, minha gente. 

Cumpri minha missao naquela sexta-feira. Bebi uma garrafa de vinho de barriga vazia e esqueci metade da noite. Camilo diz que eu bebo feito uma adolescente que nao conhece seus limites. Hihihi "Pelo menos tu fica docil". Docil, minha gente. Como um cavalinho. 

No sabado, teve o SUPER show de Cat Empire! Nada melhor que escutar ao vivo musicas que você adora! E foi aquele show lindo, sabe, onde todo mundo canta à plenos pulmoes e bate palminha junto com o vocalista. Andamos de uma ponta a outra do teatro à base de chutes e empurroes. Levei um murro que ficarah gravado pra sempre em nossos coraçoes. E no meu estômago. Que Deus o tenha. 


Mas quando o sol raia, eu vou pro computador me dedicar à Historia (insira aqui barulho de fogos de artificio e algum hino bonito)!

Eu tou tensa e sensivel até a alma. Chorando por tudo e por nada, es-tres-sa-da, sonhando com a faculdade, com bicho papao, com o guri cagando minha roupa, com as apresentaçoes etc. Nice. Mas minha mae deve rezar com muito afinco, e Deus deve gostar muito dela, porque hoje... Hoje.

Hoje era aula de Historia Moderna. Hoje eu teria que me meter em um grupo qualquer pra fazer uma apresentaçao oral a ser marcada. Dai, lembrei de uma menina que senta sempre sozinha nessa aula e que parecia ser legal. Estrategicamente, cheguei mais cedo e sentei ao lado da cadeira onde ela costuma sentar. Mas quando a aula começou, ela ainda nao havia chegado. Fiquei decepcionada, porque as pessoas nao costumam se atrasar e achei que ela nao viria mais. Mas eis que ela chegou (apos meia hora). Fiquei feliz de vê-la entrar na sala, mas vi que ela foi rumando pra um outro lado. Aih ela parou, voltou e sentou-se ao meu lado. O plano estava dando certo. Soh faltava eu tomar coragem em pedir a mao dela em casamento pra fazer o trabalho com ela. Mas eu sou uma cagona e nao aproveitei o intervalo pra fazer isso, fiquei enrolando. Quando o intervalo acabou, ela se virou pra mim e disse "olha, tu tem grupo pra esse trabalho? Porque eu queria saber se posso fazer contigo". Hahahaha Minha gente, eu nao me contive, dei um sorrisao e até chamei palavrao. "Putain! Ouais! Bien sûr!" Acho que a menina pensou, Ok, minha filha, é soh um trabalho. 

Agora todas as apresentaçoes estao marcadas pra novembro. Algumas com apenas três dias de intervalo entre elas. Claro que ja comecei a estudar, mas algumas coisas me desanimam. Por exemplo, se me perguntassem qual o tema da aula do professor de hoje, eu nao saberia responder. Nao é o maximo? Passar quatro horas se concentrando numa aula que nao faz o menor sentido pra você? Eu adoro! O foda é que ja faz um mês que ele fala e eu nao entendo nada!

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Saudades das minhas leituras bloguisticas diarias, mas continuarei off por tempo indeterminado dos vossos blogs queridos, queridas. Preciso garantir que nao serei vaiada durante novembro. 

À Historia!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Praga

A viagem à Praga, pra mim, nao foi tao marcante quanto a de Berlim, mas posso dizer que Praga é a cidade mais bonita que ja vi. Pra onde se olha, ha alguma coisa bonita a ser vista, é impressionante. Os prédios, as pontes, os parques, os jardins... as tchecas - nunca vi tanta mulher gostosa! Mas o que você mais vai ver em Praga, amiguinho, é turista. Aos milhares. Por isso, se você for à Praga, muita atençao aos pick pockets. Uma coisa atrai a outra.

Achei o povo de Praga, em relaçao aos alemaes, igualmente tranquilo. Todas as vezes em que pedimos informaçao, percebemos um esforço por parte das pessoas em tirar nossa duvida. Mesmo aquelas que nao falavam inglês, gesticulavam e sorriam. Adorei ver os casais gays da cidade. Era comum ver homens e mulheres de maos dadas com seus parceiros. O mesmo pra Berlim. Em Lyon, essa exposiçao é bastante rara. 

A cerveja é ridiculamente barata. No supermercado, 20 centavos de euro por meio litro. Vou repetir. Vinte-cen-ta-vôs. Meio-li-trô. No Jardim da Cerveja, no topo de Praga, onde fica o Metrônomo (foto abaixo), e uma linda vista da cidade, compravamos meio litro de cerva por 1€. Esse parque (Jardim da Cerveja) é lindo, enorme e tem bares que vendem cerveja barata. Fomos duas vezes. 



Na segunda vez, à luz do dia, pudemos reparar nas crianças praguenses. O nosso anfitriao havia nos dito que as praguinhas comem desde cedo "comida de adulto", que a dieta deles é a mesma dos pais. E, como os pais se empanturram de comida ruim, os filhos seguem o caminho. Nessa tarde de cerveja, vimos varias maes acalmarem os guris com batatas fritas. Os bebês, que nem tinham idade pra andar, seguravam suas batatinhas. Outra criança, que deveria ter um ano e meio, com sua lata de Fanta na mao. Podem me condenar por eu estar criticando os pais que fazem isso, mas acho que ha coisa melhor a se oferecer a um bebê. Pior que, pela grossura dos braços das crianças, aquela nao parecia ser uma pratica rara, de final de semana. 

Outra coisa muito curiosa que vi, foi varias crianças vestidas iguais. As maes que tinham duas ou três filhas (vi isso somente com meninas) as vestiam com roupas idênticas, mesmo elas nao sendo gêmeas. Nunca tinha visto isso antes. E alias, ja acho bizarro vestir crianças gêmeas de maneira igual. 

Bom, como de costume, usamos o Couchsurfing pra nos hospedarmos. Ficamos na casa de um senhor de 65 anos que tinha acabado de fazer seu perfil no site e, no espaço de duas semana, ja havia recebido 16 pessoas. Quando chegamos na casa dele, ja havia quatro hospedes. O cara é uma figura: um inglês muito bem humorado, de piadas acidas, que bebia cerveja o dia todo. Um sonho! Assim que chegamos na casa dele, nos deparamos com nada menos que cinquenta relogios espalhados pelos cômodos (contei "somente" 55). No banheiro, tem quatro. Na cozinha, cinco. No quarto e sala, o restante. Ele também nunca contava o tempo usando as horas, mas sempre os minutos. "Vocês vao demorar 60 minutos pra chegar em tal lugar". E, cada vez que falava sobre o tempo entre sua casa e tal lugar, era de uma precisao incrivel. "Vocês vao levar 16 minutos pra chegarem". 



Ele nos deu um pequeno roteiro que ele havia feito para seus couchsurfers conhecerem melhor a cidade. Mas eu nao vou me estender muito sobre essa viagem. Vou postar as fotos e falar sobre algumas coisas rapidamente.



Torre de televisao Zizkov, também chamada de "Pênis de Praga". Falei: toda cidade tem alguma construçao falica. Lyon tem seu famoso Crayon. Recife, a pica de Brennand. Berlim, a Torre de TV. E assim vai. Se vocês repararem, tem uns bebezinhos subindo pela torre. Arte de David Cerny. Também vimos mais bebês de Cerny à beira de um rio de Praga:



Prefiro meu guri

O inglês me colocou numa cama de armar que fazia TREC! cada vez que eu me mexia. Bastava eu pensar em respirar que a cama fazia TREC! Aih, eu comecei a ficar incomodada por estar respirando, porque tinha outras quatro pessoas dormindo no mesmo cômodo. Foi uma noite e tanto! As molas que ficavam na altura das minhas costas ja estavam bem gastas, deixando um buraco nessa parte. O nivel dos meus pés e cabeça estava bem acima do nivel da coluna. Aquilo parecia mais uma rede, entao, eu nao poderia dormir de bruços (a unica posiçao que me permite dormir) com medo de quebrar minha coluna. Mas me mantive sossegada, tentando nao respirar muito. Mas do que adianta você tomar tanto cuidado quando você tem um namorado doido que tem o sono assombrado? No meio da noite, acordo com uma movimentaçao estranha. Quando olho pro lado, vejo Camilo se levantando e indo sentar no sofa onde dormia o inglês. 

PANICO.

Imagine o susto dessa criatura quando Camilo sentasse na cabeça dele? Dei um pulo, TREEC!, agarrei a mao de Camilo, TREEEC!, e fiquei puxando, TREEEEC!, ele pra perto de mim. O inglês acorda, se levanta e vai ao banheiro. Camilo desperta. 

- Menino, o que é que tu quer fazer, hein?!
- Sei la!

Eh tao tenso dormir com Camilo, meu deus. Noite sim, noite nao, ele apronta dessas. Outro dia, acordei com um pé na minha cara: era ele que tinha virado ao contrario enquanto dormia. Ha umas semanas, ele acordou, puxou meu cabelo (sabe criança puxando cabelo da amiguinha? Pronto) e dormiu. Eu acordo sendo maltratada, minha gente. Posso nem acionar a Lei Maria da Penha, porque o desgraçado faz dormindo. Ele da chute, beliscao, puxa o lençol, o cabelo, empurra, fala, grita, levanta, ri. Quando é comigo, tudo bem, mas quando a gente divide o quarto, eu durmo com um olho aberto e outro fechado. No dia seguinte, eu estava tao quebrada, que quando eu respirava, doia, juro!

Esquecendo a noite passada, pegamos um tramway, fomos até a parte mais turistica da cidade, ao norte, e descemos a pé, visitando os pontos mais famosos da regiao. A tarde, quando chegamos numa praça bonita, comecei a me sentir mal: lombrigas dando sinais de vida. Otimo, pensei. Comecei a suar levemente e minha pressao foi baixando. Fiquei em duvida se eu ia desmaiar ou cagar nas calças. Foi entao que vi um banheiro publico. Como a maioria das minhas disenterias sao psicologicas, respirei fundo e disse com firmeza a mim mesma que aquilo nao era nada. Três segundos e meio mais tarde, eu estava no banheiro.

Essa disenteria (e as três seguintes...) foram oferecimento da comida de Berlim. No ultimo dia na cidade, por exemplo, comemos pizza no café da manha, Kebab no almoço, uma porçao de batata frita + salsicha no lanche e mais pizza no jantar. Uma disenteria era o minimo que eu poderia esperar com uma dieta tao equilibrada. Fica o exemplo.

Jardim biito









Muro John Lennon. Fica em frente à Embaixada francesa. Famoso, até Yoko Ono ja deixou mensagem aih. 









Cristo feito de calçados



Dancing House - originalmente chamado de Fred e Ginger - tem um restaurante francês no teto e uma vista incrivel da cidade. 









Meiguinha na Praça Venceslau com o Museu Nacional ao fundo. Essa é uma das praças mais importantes da cidade. Foi nela em que Jan Palach, um estudante de Filosofia, ateou fogo ao proprio corpo em sinal de protesto contra a ocupaçao soviética, morrendo três dias depois. 






Achei os museus caros. Fomos somente a dois: Museu do Comunismo e o de Mucha (lê-se "murra"), onde havia uma linda exposiçao sobre ele. O trabalho do cara é sensacional. Compramos cartao postal, blusa, cartaz, isqueiro, tudo que eu tinha direito. Adoro! Grande parte da cidade esta construida no estilo Art Nouveau, estilo criado por Mucha. 

O Museu do Comunismo, na minha humilde opiniao, deveria se chamar Museu Anticomunista, porque apesar da historia de Praga parecer ter se tornado negra no momento da ocupaçao soviética, soh havia uma versao dos fatos nos painéis que contavam a historia do comunismo no pais. O comunismo matou mais, poluiu mais, fez mais infelizes, comeu crianças, bla bla bla. Olha, enchi o saco na metade da visita. Os souvenirs consistiam basicamente em reproduçoes de cartazes soviéticos com mensagens pouco elogiosas aos vermelhos. Em um cartaz em que se via, originalmente, meninas comunistas, havia uma frase que dizia "por que nos nao queimamos sutias como as americanas? Porque eles nao existem por aqui". Ou qualquer coisa do tipo. Havia um video com imagens dos anos 90 de revoltas realizadas na Praça Venceslau e duramente reprimidas pela policia. Chocante. De qualquer forma, achei o Museu um perigo praqueles que nao tem senso critico (alias, qualquer coisa pra alguém que nao tem senso critico é um perigo). Ironicamente, o Museu fica no prédio de um cassino, bem ao lado de um McDonalds. 



Quer dizer, ainda fomos num terceiro museu. Camilo viu esse cartaz e chamou minha atençao. Estavamos no final do penultimo dia de viagem, mas depois de ver esse cartaz, era obvio que eu tinha que reservar o ultimo dia de pra ver essa exposiçao. Valeu a pena. Vimos umas fotos raras, um casaco de John Lennon, uns rabiscos que ele fez num envelope e outras coisas idiotas que soh um fa da valor.





Por hoje é soh, pessoal!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Berlim - parte II - lingua, bicicletas e amores

Mais sobre a nossa viagem à capital alema. 

Da (des)orientaçao:

Senti o peso (de novo!) de estar num pais cujo idioma eu nao domino ja nos primeiros minutos em solo alemao. Precisavamos pegar um ônibus, mas as placas me eram indecifraveis. Minha sorte é que eu tenho um namorado orientado, desenrolado e sabido todo ao meu lado. Sério, minha gente, deixa eu babar um pouquinho o amado agora. Acho impressionante o senso de direçao de Camilo. E nao é so porque eu sou uma toupeira nesse assunto. A gente mal chegava nos lugares e ele ja sabia qual o metrô certo, quanto custava o bilhete, a direçao das estaçoes, as ruas, os bairros etc. Eu perguntava aflita se ele sabia pra onde a gente tava indo e ele respondia malandro: "relaxa, meu bem, eu tou em casa". Hahaha Lindo!

E o inglês? Antes de chegar na França, eu nunca tinha ousado falar uma frase em inglês (ok, também nunca tinha precisado). Mas o que é a necessidade, nao é mesmo, meus amigos? Cheguei na França e comecei a usar um inglês que eu nem sabia que tinha! Mas bastou me concentrar no francês e agora eu sou incapaz de ter êxito numa frase em inglês. Sempre sai uma coisa cagada tipo "I would like to parler avec vous". A minha sorte (é, eu sou uma garota de sorte) é que ficamos na casa de uma francês em Berlim e, em Praga, na casa de um senhor que entendia francês, do contrario, eu passaria duas semanas muda.

Feuerwehrzufahrt. Ou seja, "oi".

Do lazer:

Os berlinenses parecem nao se importar com o fato de nao terem praia. Pelo menos tem saidas bem interessantes pra contornar a falta de mar. Nas beiras dos rios, essas cadeiras de praias sao postas e o povo fica ali, na maior tranquilidade pegando um solzinho. No momento da foto abaixo, um nubladinho.



Essa foto acima foi tirada perto do Checkpoint Charlie (explicaçoes mais adiante). Era um cercado com areia e cadeiras de praia no meio de uma avenida movimentada, um pequeno refugio no meio da cidade. O achamos bem por acaso. E alias, achamos outros lugares assim, por acaso, dando uma olhadinha aqui e ali. Adorei os bares de Berlim! Contei mais de dez bares visitados e posso dizer que amei a todos, todos criativos, a maioria com grande espaço a céu aberto, com decoraçao em madeira, super arborizado. Eh uma pena que eu nao tenha tirado mais fotos pra mostrar a vocês.


Esse é um bar à beira do rio Spree, perto do Muro. Em Berlim tah rolando uma polêmica que ja dura alguns anos sobre a ocupaçao dessa area da foto acima. Ha uma infinidade de bares parecidos com esse na beira desse rio que esta prestes a desaparecer graças a um projeto do governo, o Media Spree, que visa a construçao de varias empresas de grande porte nessa area. A area é do governo, mas é inegavel a importância desses bares, nao soh pros seus donos, mas pra vida cultural da cidade. Achei uma pena, espero que dê tudo errado :D


Da comida:

Como eu ja disse, francês é um povo muito saudavel e, depois de visitar Berlim, essa impressao soh aumentou. Eu tava completamente desacostumada a ver gente acima do peso. Mas também, pudera!, a cada dois metros tem alguém vendendo comida gordurosa. E barata. Minha gente, o Kebab em Berlim custa DOIS euros. E o melhor de tudo: tem cara de comida, nao é como o Kebab francês: é barato, o molho é uma delicia e a salada vem em quantidade generosa. Foram os melhores Kebabs provados. Mas quem quiser comer o hamburguer perfeito, vai no Burgermaister. Juro que foi o melhor hamburguer que ja comi na vida. Você come meio triste porque sabe que uma hora ele vai acabar.

Do meio ambiente:

Quem vai a Berlim pode também se impressionar com duas coisas: a quantidade de arvores e de bicicletas. Mesmo dentro da cidade, em meio à loucura dos carros, tudo é arborizado, lindo. E ha bicicletas por todos os lados, numa quantidade muito maior que em Lyon (e olhe que em Lyon a tradiçao de usar a bicicleta é grande).


Do transporte:

Nico, nosso anfitriao, nos aconselhou a alugarmos duas bicicletas, mas o preço era meio salgado: uma semana de locaçao por 40€ por pessoa. Como eu sou uma pessoa meio... desempregada, preferi pegar o bilhete de metrô que custa 25€ (por pessoa) pelo mesmo periodo. O bilhete de metrô custa 2,60€. Nao que isso devesse interessar, mas nas estaçoes de metrô nao existem catracas, no entanto, os controladores estao por aih pra manter a ordem e a lei, amém, através de suas multas (40€).

Dos pontos turisticos:

Como é impossivel falar de todos os lugares dos quais visitamos (impossivel = estou com preguiça) vou postar algumas fotos de alguns lugares visitados com comentarios superficiais. O Wikipedia esta do seu lado.

Igreja Kaiser-Wilhelm Gedächniskirche. Foi bombardeada e permanece assim desde 1943. Nao foi reconstruida pra que servisse de lembrança da Guerra. No entanto, uma nova igreja, super moderna, onde os padres rezam de sunga preta (brincadeira), foi erguida ao lado. Mais sobre a igreja aqui.


Toda cidade que se preze, tem uma construçao falica. Aqui, a Torre de TV e seus 368m. Enooorme.


A maior catedral de Berlim: Berliner Dome (inicio do século XX).


Altes Museum. Segundo o Wikipedia, "o maior e mais importante museu do mundo no campo da arte antiga da Grécia, Roma e Etruria". Agora, uma bala na testa por soh estar sabendo dessa informaçao agora.

Altes Museum ontem


O Checkpoint Charlie era um dos pontos de passagem do Muro entre os setores americano e soviético. Controlado, é claro. Parada obrigatoria pra quem vai a Berlim. O Museu do Muro fica logo ao lado e, claro, temos o McDonalds ao fundo.


Outro museu fantastico: Topografia do Terror, logo ao ladinho do Muro, no terreno em que ficava o escritorio principal da Gestapo. Tem uns paineis incriveis com fotos, documentos e textos sobre as barbaridades nazistas. Entrada gratuita.


Memorial do Holocausto, homenagem aos judeus mortos.


Portao de Brandemburgo, visita indispensavel, palco das manisfestaçoes quando da queda do Muro.


E, claro, o MuroAh, e fiquei chocada quando vi numa lojinha de souvenirs pedaços do Muro à venda. Um pedaço que media um palmo por uma bagatela de... 40€. Depois entendi que aqueles troços que vinham pregados nos cartoes postais eram, na verdade, pequenos pedaços do Muro. Quem garante a originalidade? Prefiro investir meu dinheiro de outra forma.


Seguindo a dica de uma leitora, a Lu, saimos de Berlim e fomos a Potsdam, uma cidadezinha a 30min da capital. Pegamos emprestado duas bicicletas do cara que também nos cedeu o quarto na casa de Nico e seguimos de trem pra cidade. Tivemos que pagar um bilhete de trem pras bicicletas também, mas nao lembro quanto custou. A cidade é cheia de pracinhas e parques lindos. Na foto, o palacio de verao de Frederico, o Grande, Rei da Prussia. O nome do palacio é Sanssouci ("sem problema").


Fomos ainda no Museu Anne Frank. A entrada custa 5€, mas Camilo dizia que éramos estudantes, entao pagamos meia entrada em uns três museus. Depois dizem que brasileiro é que é malandro. Pobi de nois. Esse museu é minusculo, mas satisfez minha curiosidade. Ja falei o quanto amo a moça aqui


Amei Berlim, sobretudo o Klaus. Querido, se você estiver me lendo, saiba que jamais o esquecerei. Beijos. 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Musica francesa: Paris Combo

Primeiro, escutem essa musica:

http://www.youtube.com/watch?v=kZINNAg-WVs&feature=related

Quando a escutei pela primeira, foi ha muitos anos, no Brasil. Gostei ja nos primeiros cinco segundos. Entendia porra nenhuma. Mas curtia. Muitos anos depois, nohs sabemos como e porquê, saih do pais. E hoje escutei a musica rindo: eu tava entendendo. Dai ri mais ainda da ponte entre a Luci que tinha acabado de sair da escola, onde suas maiores preocupacoes eram naipe "com que roupa eu vou?", e a Luci de hoje. Mas gente, eu nem sei me definir hoje. Veja no que eu pensei.

Contei a Camilo, no começo dessa noite, que quando a gente era guri, chegava pro amigo da escola (tinhamos seis, sete anos) e dizia: "duvido tu terminar a charada:

- Pata, péta, pita, pota...?
- Puta!
- Eitaaaaa! Vou dizer a tiaaaa!"

E o "puta" se apavorava. Hahaha Então, quando terminei de contar essa merda a Camilo, comecei a gargalhar loucamente e ele me olhou com cara de "que débil mental eu namoro" (e isso me fazia rir mais).

- HAHAHAHAHAHA
- Mas puxa, que brincadeira mais engraçada, amor!
- HAHAHAHAHA! GAHHH!
- Que humor refinado! Pelo visto tu não progrediu muito nesse sentido depois da escolinha.
- COOOOF! COF!

Pronto, então! Eu ia dizer que a Luci da escola se contrapunha a Luci madura de hoje em dia. Mas uma figura que partilha uma historia babaca dessas pro namorado e pra toda a internet, não merece ser chamada de madura.

(Minha gente, se vocês soubessem do meu estado mental, fisico e espititual, entenderiam esse post com segurança. Eu vou soh rir).

Dai que minha intenção nesse post era soh a de dar dois links pra vocês. Mas eu sou tão fuderosamente matraquenta que escrevi até aqui. Bom! Segundo link:

Portedoree e "um-pouco-de-musica"

::

Depuis longtemps, je n'sais pas
Où me mène le vent
Voilà pourquoi je n'suis pas
Ceux qui marchent devant

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ave 1664!

"Você sabe quando esta bebendo demais" quando seu namorado sai pra trabalhar as 8h da manhã e diz: "não beba de manhã não, viu, bostinha?"

"Você sabe quando esta bebendo demais II", quando, mesmo depois que seu namorado pede pra você não beber, você se encontra semi-bêbada, as 10h da manhã.

Gente.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pinche pedo!

E como doido não é privilegio de Paris...

Na ultima segunda, acordamos às cinco da manhã pra voltar pra Lyon (como eu adoro acordar cedo!). Cheguei na cidade e tive que carregar a minha mochila e a de Camilo pra casa, ja que ele foi direto pro trabalho. Quando cheguei no meu lar, sujo, lar, entrei no meu quarto, supercansada e encontrei ele de uma forma diferente da qual eu havia deixado. Tinha um cheiro de incenso no ar, as janelas estavam abertas e havia um terço no chão. "Eu sou catolica?" me perguntei. Ainda encontrei uma toalha estendida em cima da cama. Tentei ligar os pontos pra saber quem esteve ali. A conclusão foi que um padre tomou banho, deixou a toalha em cima da cama e, quando viu que eu estava prestes a chegar, saiu voando pela janela. Fiquei tentando encaixar o incenso no meio disso tudo, mas não consegui. Foi aih que apareceu Diana, a mexicana, muito surpresa:

- Luci, o que é que tu ta fazendo aqui?!
- Eu moro aqui, Diana.

Perguntei se ela tinha visto algum padre por aih, mas ela respondeu que não e perguntou por Pepe. Pepe é um amigo mexicano dela que, pelo visto, tinha dormido no meu quarto. Além do terço, da toalha, da janela e do incenso, vi um frasco de oleo pra bicicleta no chão e as caixas de papelão que ficam dentro do guarda-roupa, completamente sujas de oleo, assim como o chão. Gente, é demais pro meu instinto Sherlock Holmes. Até meu perfume tava vazio! Diana e eu tentamos saber o que porra esse cara tinha feito no meu quarto. "Ele estava muito bêbado ontem quando chegou e fez muito barulho no teu quarto. Pedi pra ele abrir a porta, mas ele não abriu".

Cheirei o quarto inteiro e não senti nenhum cheiro de vômito. Fui até o lixeiro do banheiro e o saco estava fechado com um noh. Como minha casa é uma baguncinha e eu sou a unica que troca os sacos de lixo, sabia que tinha alguma coisa errada ali. Abri o saco e encontrei vômito dentro dele. Ja era alguma coisa. Como eu não tinha idéia de onde a figura tinha vomitado, troquei os lençois, as fronhas e coloquei a toalha pra lavar. Tirei até o tapete do chão. Foi nesse momento em que peguei no vômito do cara. O putinho fez o que Camilo não me deixa fazer: vomitar no tapete. Pelo visto, ele vomitou o quarto, tentou disfarçar o cheiro com o incenso e meu querido perfume. Não sei, mas eu preferia minha versão com o padre.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Paris (e seus gays)



Passamos o ultimo fim de semana em Paris aproveitando que Camilo deveria trabalhar na capitá na sexta-feira e a passagem, claro, é paga pela empresa. Por coincidência, tivemos a oportunidade de ver a Gay Pride e um show de Caetano Veloso. De qualquer forma, Paris sempre vale a pena. Eh o tipo do lugar inesgotavel, que sempre vai oferecer alguma coisa interessante, não tem como se cansar da cidade, simplesmente não tem como, mesmo com suas bizarrices (ja ja chego la).

Na sexta-feira, depois da pelada do Brasil contra Portugal, corri pra estação pra pegar o trem. Ficamos no modo vinho barato, numa praça qualquer. No sabado, show de jazz no Parc Floral com os amigos brasileiros. Me dei conta que meus unicos amigos na França moram em Paris. Mas é melhor não reclamar, poderia ser pior: meus amigos poderiam morar no Brasil. Ai.

Parc Floral


Yo!


Dedo revoltado

A essa altura, o alcool ja estava cumprindo com sua obrigação. Eu estava tranquila na cerveja, feliz, sem problemas. Então, o dono do dedo revoltado, Benzina, me entrega uma garrafa de vinho. Agora, uma pausa: ainda em Lyon, enquanto eu estava fazendo minha mochila, duvidei em colocar meu vestido branco porque, claro, conheço bem minha coordenação motora quando estou bêbada. "Vou com uma roupa escura, porque sei que vou beber vinho e sei que vou derramar o vinho na roupa". Mas eu sou tão teimosa, que eu discordo até de mim mesma. E o que foi que aconteceu, meus amigos? Coloquei o vestido branco na mochila e, no sabado, derrubei vinho tinto nele, claro. Eu acho é pouco.

Felizes e saltitantes (e manchados de vinho), fomos à Place de la Bastille pra dar um oi à Gay Pride e um xau à Bel, que partiria no dia seguinte numa temporada em Portugal.



Os meninos com cara de desconfiados
(soh durou trinta segundos)


Eu, Lindinho e Benzina, embalado por Gloria Gaynor


Pra quem pensa que anjo não tem sexo



Nice!

Vocês não imaginam o quanto uma hetero pode ficar saltitante numa parada gay


Ou imaginam...

Talvez

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