Admito que tenho uma dificuldade enorme em escrever sabendo que tanto o Papa como a vizinha da minha avó possam estar me lendo. Então, para que não haja travamentos, fingirei que o Papa é meu amigo e escreverei para ele. Afinal, costumamos nos sentir à vontade com os amigos, não?
Querido Papa,
Meu último ano foi incrivelmente conturbado. Assim que abandonei o Circo, meu avô morreu. Depois minha avó morreu. Meu ego supôs que isso era algum tipo de castigo divino, sei lá pelo quê, você saberia me dizer, mas... não estou interessada na sua opinião, querido Papa. Semanas depois, meu cachorro morreu! Pega mal se eu disser que fiquei mais triste pelo cachorro? Acho que pega mal, e, pensando bem, até deve ser mentira.
Meses depois, o amado do meu coração (não, graças aos céus de todas as religiões, ele não morreu) foi morar do outro lado do Atlântico. Quem morreu fui eu. Mas a gente faz planos daqui, faz planos dali e, quando me vi, já tava atravessando o oceano pra casar com o menino. Casei. Casei, aprendi a dirigir, tou prestes a me formar e a mudar de endereço. Olhando assim, meu ano não pareceu nem um pouco conturbado. Nem pareceu um ano, na verdade. Mas calma lá que eu tou me adaptando a isso aqui. E essa narração vai mudando... Essa porra desse Papa não tá é me ajudando em nada!
De qualquer forma, a parte mais interessante desse movimento todo foi minha visita à França. Eu poderia falar da morte dos meus avós, mas quando eu começasse a listar as doenças que vão desde câncer à alzheimer, as pessoas se deprimiriam, como eu me deprimi em pensar. Então, vamos às descobertas!
Querido Papa,
Meu último ano foi incrivelmente conturbado. Assim que abandonei o Circo, meu avô morreu. Depois minha avó morreu. Meu ego supôs que isso era algum tipo de castigo divino, sei lá pelo quê, você saberia me dizer, mas... não estou interessada na sua opinião, querido Papa. Semanas depois, meu cachorro morreu! Pega mal se eu disser que fiquei mais triste pelo cachorro? Acho que pega mal, e, pensando bem, até deve ser mentira.
Meses depois, o amado do meu coração (não, graças aos céus de todas as religiões, ele não morreu) foi morar do outro lado do Atlântico. Quem morreu fui eu. Mas a gente faz planos daqui, faz planos dali e, quando me vi, já tava atravessando o oceano pra casar com o menino. Casei. Casei, aprendi a dirigir, tou prestes a me formar e a mudar de endereço. Olhando assim, meu ano não pareceu nem um pouco conturbado. Nem pareceu um ano, na verdade. Mas calma lá que eu tou me adaptando a isso aqui. E essa narração vai mudando... Essa porra desse Papa não tá é me ajudando em nada!
De qualquer forma, a parte mais interessante desse movimento todo foi minha visita à França. Eu poderia falar da morte dos meus avós, mas quando eu começasse a listar as doenças que vão desde câncer à alzheimer, as pessoas se deprimiriam, como eu me deprimi em pensar. Então, vamos às descobertas!