Gente, eu fiquei tão curiosa pra saber que historia foi essa da minha "morte", que enviei um email pra minha mãe. Dai, descobri que menti pra vocês. Eu não morri, eu iiiiaaaa morrendo. Mas escondam a historia verdadeira que é legal contar às pessoas que você morreu, é mais emocionante. Ok, eu publiquei a historia verdadeira no blog, mas como meu blog não tem muitos leitores, poderia manter intacta a historia mais... mortal (?) da minha vida.
Seguem os e-mails com alguns reparos:
Eu:
Mainha, eu vou pedir uma coisa bizarra, mas responde aih: como foi aquela historia de que eu "morri" aos 4 anos? hehehe O que aconteceu? A senhora sabe o que foi? Conte os detalhes aê!
Ela:
KKKKKKKK, só você mesma, criatura!
Foi o seguinte... Em maio de 1988, precisamente em um domingo dia das mães, você dormia no seu quarto com uma empregada, que se chamava Creuza. Ela saíra logo pela manhã, pra visitar uma tal irmã que morava no bairro do Grotão (Campina Grande), então ao sair do quarto, ela teve a infeliz idéia de fechar a janela e a porta do quarto enquanto você ainda dormia.
Acho que em seguida, eu acordei e, quando entrei no seu quarto, vi que você ainda dormia, mas estava completamente "banhada" de suor. Tirei você imediatamente de dentro do quarto, te coloquei na minha cama e lembro que você tinha muitas bolinhas de suor pelo rosto inteiro e pelo corpo também. Era como se alguém tivesse respingado, com uma mangueira, todo seu corpo. Em seguida notei, que você tava muito pálida e os lábios um pouco arroxiados. Fiquei bastante preocupada, claro, mas seu pai disse que era devido ao calor e te levou pro banheiro social pra tomar um banho junto com ele.
Então percebi, que apesar do seu pai tentar brincar com você e anima-la, você começou a ficar com os lábios bem mais roxos e suas pernas não tinham forças pra sustentar o corpo. Te levei rapidamente pra minha cama, e ai você já tava completamente pálida e quase sem pulsação. Apavorada, mas ciente que soh eu poderia fazer alguma coisa urgentíssima, comecei uma massagem no teu coração e a soprar no teu nariz, tipo ressuscitação, sabe? Graças a Deus, que é bom e misericordioso, você começou a "voltar". Abriu os olhinhos de jaboticaba e sorriu pra mim, como tivesse acabado de acordar e eu não sabia se chorava ou se sorria.
Detalhe: enquanto eu fazia a massagem cardíaca, ouvia um som do tipo desentupidor de pia saindo do seu peito cada vez que pressionava seu coração. No minimo esquisito, mas foi o que te salvou. Depois dessa "ressussitação", nós te levamos, imediatamente, pra a clínica de hidratação infantil, que na época, funcionava na av. Epitácio Pessoa. Quando a médica te examinou, não constatou absolutamente nada. Disse que não tinha idéia do que tinha ocorrido e que parecia que tudo estava bem com você.
A partir daí, ficamos te observando constantemente. Qualquer principio de suor, ficavamos alerta, com medo que o fato se repetisse. Felizmente, não aconteceu de novo. Mas, por muito tempo, você teve esse problema de transpirar além do normal, sempre ficava com o rosto cheio de bolhinhas d'agua, só na adolescência é que você melhorou. Nunca soube que fenômeno era esse. Enfim, você tá bem agora.
E ai, gostou do meu relato? Tenho até uma foto sua que seu pai tirou no dia do ocorrido. Você tava com uma cara bem triste e desconfiada. Quando eu acha-la, mando pra tu. Muitos beijinhos pra você, te cuida, garota. Depois te mando mais notícias. Beeeeeeeijo!
Agora, claro, meus comentarios:
1. Então eu não tinha quatro anos, tinha 2 anos, 11 meses e duas semanas de vida;
2. Valeeeu, Creuza! Massa!
3. Eu realmente era um ser muito sadico: tentar morrer no dia das mães e ainda "voltar" sorrindo!
4. Cabelo e Benzina, estou esperando as piadas envolvendo o banho com meu pai, quando ele tenta "brincar" comigo e todas as outras merdas tipicas de vocês...
5. Apavorada, mas ciente que soh eu poderia fazer alguma coisa... Mãe é um bicho solitario.
6. Abriu os olhinhos de jaboticaba e sorriu pra mim, como tivesse acabado de acordar e eu não sabia se chorava ou se sorria ;~
7. Ai, na frase seguinte... eu viro uma pia entupida!
8. Tenho até uma foto sua que seu pai tirou no dia do ocorrido. Você tava com uma cara bem triste e desconfiada. Gente, eu tava... morrendo? O minimo que eu poderia ter era uma cara triste! E melhor ter uma cara de desconfiada que uma de defunta...
Seguem os e-mails com alguns reparos:
Eu:
Mainha, eu vou pedir uma coisa bizarra, mas responde aih: como foi aquela historia de que eu "morri" aos 4 anos? hehehe O que aconteceu? A senhora sabe o que foi? Conte os detalhes aê!
Ela:
KKKKKKKK, só você mesma, criatura!
Foi o seguinte... Em maio de 1988, precisamente em um domingo dia das mães, você dormia no seu quarto com uma empregada, que se chamava Creuza. Ela saíra logo pela manhã, pra visitar uma tal irmã que morava no bairro do Grotão (Campina Grande), então ao sair do quarto, ela teve a infeliz idéia de fechar a janela e a porta do quarto enquanto você ainda dormia.
Acho que em seguida, eu acordei e, quando entrei no seu quarto, vi que você ainda dormia, mas estava completamente "banhada" de suor. Tirei você imediatamente de dentro do quarto, te coloquei na minha cama e lembro que você tinha muitas bolinhas de suor pelo rosto inteiro e pelo corpo também. Era como se alguém tivesse respingado, com uma mangueira, todo seu corpo. Em seguida notei, que você tava muito pálida e os lábios um pouco arroxiados. Fiquei bastante preocupada, claro, mas seu pai disse que era devido ao calor e te levou pro banheiro social pra tomar um banho junto com ele.
Então percebi, que apesar do seu pai tentar brincar com você e anima-la, você começou a ficar com os lábios bem mais roxos e suas pernas não tinham forças pra sustentar o corpo. Te levei rapidamente pra minha cama, e ai você já tava completamente pálida e quase sem pulsação. Apavorada, mas ciente que soh eu poderia fazer alguma coisa urgentíssima, comecei uma massagem no teu coração e a soprar no teu nariz, tipo ressuscitação, sabe? Graças a Deus, que é bom e misericordioso, você começou a "voltar". Abriu os olhinhos de jaboticaba e sorriu pra mim, como tivesse acabado de acordar e eu não sabia se chorava ou se sorria.
Detalhe: enquanto eu fazia a massagem cardíaca, ouvia um som do tipo desentupidor de pia saindo do seu peito cada vez que pressionava seu coração. No minimo esquisito, mas foi o que te salvou. Depois dessa "ressussitação", nós te levamos, imediatamente, pra a clínica de hidratação infantil, que na época, funcionava na av. Epitácio Pessoa. Quando a médica te examinou, não constatou absolutamente nada. Disse que não tinha idéia do que tinha ocorrido e que parecia que tudo estava bem com você.
A partir daí, ficamos te observando constantemente. Qualquer principio de suor, ficavamos alerta, com medo que o fato se repetisse. Felizmente, não aconteceu de novo. Mas, por muito tempo, você teve esse problema de transpirar além do normal, sempre ficava com o rosto cheio de bolhinhas d'agua, só na adolescência é que você melhorou. Nunca soube que fenômeno era esse. Enfim, você tá bem agora.
E ai, gostou do meu relato? Tenho até uma foto sua que seu pai tirou no dia do ocorrido. Você tava com uma cara bem triste e desconfiada. Quando eu acha-la, mando pra tu. Muitos beijinhos pra você, te cuida, garota. Depois te mando mais notícias. Beeeeeeeijo!
Agora, claro, meus comentarios:
1. Então eu não tinha quatro anos, tinha 2 anos, 11 meses e duas semanas de vida;
2. Valeeeu, Creuza! Massa!
3. Eu realmente era um ser muito sadico: tentar morrer no dia das mães e ainda "voltar" sorrindo!
4. Cabelo e Benzina, estou esperando as piadas envolvendo o banho com meu pai, quando ele tenta "brincar" comigo e todas as outras merdas tipicas de vocês...
5. Apavorada, mas ciente que soh eu poderia fazer alguma coisa... Mãe é um bicho solitario.
6. Abriu os olhinhos de jaboticaba e sorriu pra mim, como tivesse acabado de acordar e eu não sabia se chorava ou se sorria ;~
7. Ai, na frase seguinte... eu viro uma pia entupida!
8. Tenho até uma foto sua que seu pai tirou no dia do ocorrido. Você tava com uma cara bem triste e desconfiada. Gente, eu tava... morrendo? O minimo que eu poderia ter era uma cara triste! E melhor ter uma cara de desconfiada que uma de defunta...



















