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sábado, 3 de dezembro de 2011

I've got to admit it's getting better

Essa semana esta sendo tao linda, que eu estou com pena que ela acabe. Primeiro, foi uma semana de férias. Os pais dos guris foram pra um congresso e deixaram seus pimpolhos com os avohs. No dia da partida deles, a mae estava inconsolavel por ter que se separar dos filhos por uma semana. Tentei amenizar o sofrimento dizendo que uma semana passava rapido. Entao, ela virou pra mim com uma cara triste e disse:

- Nossa, mas você também vai passar uma semana sem vê-los!
- Pois é, nao é o maximo? Pois é, vou morrer de saudade!
- Ah, mas se você quiser passar por aqui pra busca-los na creche algum dia, pode ta? :D
- Ma nem fudendo! Ah, que bom! Pode deixar! :D

Entao, eu passei na casa deles: passei longe. 

E essa semana de férias coincidiu coincidemente com a data do show de, oi, Paul McCartney! Uhhhh, sim, mais um! Olha, nao sei nem o que dizer. Mentira, sei sim. Hihihihi Gente, muita emoçao no coraçao. A emoçao ja começou na estaçao de Lyon, quando eu quase perco o trem pra Paris. Chegando ao destino, encontrei todas as amigs que o mundo bloguistico e beatlelesco teve o mérito de reunir: Aline, , Maitex e Alê

Antes de entrarmos, Aline e eu discutimos sobre um assunto que estava nos preocupando bastante: a possibilidade do confisco da tampa das nossas garrafinhas de agua na entrada. A garrafa de agua la dentro custava três euros e eu nao queria me desfazer da minha, mas geralmente eles confiscam so a tampa. Mas ja era suficiente. Na hora de entrarmos, o segurança nos perguntou desinteressadamente se tinhamos garrafas d'agua e foi nos empurrando pra dentro como se a resposta nao interessasse. Aline disse que nao, mas eu, otaria como sou, cidada consciente, disse que tinha. Aih, ele me olhou e tomou minha tampinha. 

:(

Mas ao menos eu sei que vou pro céu. Você nao vai, Aline. Beijos.

Apesar das meninas, eu fiquei sozinha na arquibancada. Quer dizer, sozinha nao. Fiquei ao lado de um cara que tinha um mau halito generoso. Era facil saber quando ele tava cantarolando: eu sentia no ar um cheirinho de tutti-frutti, so que ao contrario. Nao bastasse os pulmoes do cara estarem apodrecendo, ele cantava tudo na hora errada:

- Aaarrrr... Take a sad soooong... Oops! Arrrr...
- ✞

Mas quem se importa? Paul estava ali, sob o mesmo teto que eu. Bastava. 

Depois, fomos dormir na casa de Dé que, coitada, tentou me alimentar, mas sem sucesso. 

- Luci, você quer pao?
- Nao posso.
- Você quer geléia?
- Nao posso.
- Mas iogurte você pode...
- Tem 0% de gordura?
- Nao...
- Entao, nao posso.

Oooolha, eu tava esperando a mulher me mandar tomar no cu. O pior é que, ha mais de uma semana sem me pesar, eu nem sabia se esse sacrificio todo estava dando um resultado positivo. Mas isso nao durou muito tempo: Dé tinha uma linda balança no banheiro que me mostrou que eu havia perdido 6kg (em 24 dias!). Fiz dancinha no banheiro. Gente, é a primeira vez em dois anos que eu perco peso. Minha calças estao caindo. Eu consigo tira-las sem desabotoar. Eh um milagre, naipe Monte das Oliveiras. Por isso, amiguinhos, eu aconselho vocês a nunca desistirem dos seus sonhos. Se você tem um sonho, cara, corra atras dele. De preferência, durante trinta minutos, todos os dias. 

Volto pra Lyon e fico esperando Camiloulou que também tinha viajado, so que a trabalho. De repente, escuto o socio dele, no quarto ao lado, falar ao telefone com Camilo: 

- Porra! Que massa! Puta que pariu! Nao acredito! Que coisa boa! Caralho, caralho! Nao acredito! Isso é muito bom! 

"Caralho" ad infinitum. E eu la, curiosa pra saber o que era tao bom. E o que era tao bom, caralho, caralho? Camilo e o socio ganharam uma appel d'offre pra um projeto importante, coisa que vai garantir um salario pra Co (o socio) durante quase um ano. Mas o dinheiro nao é nada. Esse é um projeto à nivel regional, que vai dar grande visibilidade à empresa deles. Tou feliz pra caralho, morta de orgulhosa! 

E, como se nao bastasse o show, a perda de peso e a appel offre, a melhor amiga manda mensagem dizendo que vem passar três semanas por essas bandas. Ela né linda?




(E o post da Dé sobre o show!)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Write stories

Estava aqui filosofando, quer dizer, perdendo meu tempo, pensando numa forma de postar sem fazer muito esforço, quando, "opa! Tem quiz novo no Faceb... AH-MEO-DEOS-DO-CEO! EH UM QUIZ SOBRE BEATLES!". Entao fui la e, voila: um post pra enrolar vocês.





E o resultado lindo? Hey, Jude!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Praga

A viagem à Praga, pra mim, nao foi tao marcante quanto a de Berlim, mas posso dizer que Praga é a cidade mais bonita que ja vi. Pra onde se olha, ha alguma coisa bonita a ser vista, é impressionante. Os prédios, as pontes, os parques, os jardins... as tchecas - nunca vi tanta mulher gostosa! Mas o que você mais vai ver em Praga, amiguinho, é turista. Aos milhares. Por isso, se você for à Praga, muita atençao aos pick pockets. Uma coisa atrai a outra.

Achei o povo de Praga, em relaçao aos alemaes, igualmente tranquilo. Todas as vezes em que pedimos informaçao, percebemos um esforço por parte das pessoas em tirar nossa duvida. Mesmo aquelas que nao falavam inglês, gesticulavam e sorriam. Adorei ver os casais gays da cidade. Era comum ver homens e mulheres de maos dadas com seus parceiros. O mesmo pra Berlim. Em Lyon, essa exposiçao é bastante rara. 

A cerveja é ridiculamente barata. No supermercado, 20 centavos de euro por meio litro. Vou repetir. Vinte-cen-ta-vôs. Meio-li-trô. No Jardim da Cerveja, no topo de Praga, onde fica o Metrônomo (foto abaixo), e uma linda vista da cidade, compravamos meio litro de cerva por 1€. Esse parque (Jardim da Cerveja) é lindo, enorme e tem bares que vendem cerveja barata. Fomos duas vezes. 



Na segunda vez, à luz do dia, pudemos reparar nas crianças praguenses. O nosso anfitriao havia nos dito que as praguinhas comem desde cedo "comida de adulto", que a dieta deles é a mesma dos pais. E, como os pais se empanturram de comida ruim, os filhos seguem o caminho. Nessa tarde de cerveja, vimos varias maes acalmarem os guris com batatas fritas. Os bebês, que nem tinham idade pra andar, seguravam suas batatinhas. Outra criança, que deveria ter um ano e meio, com sua lata de Fanta na mao. Podem me condenar por eu estar criticando os pais que fazem isso, mas acho que ha coisa melhor a se oferecer a um bebê. Pior que, pela grossura dos braços das crianças, aquela nao parecia ser uma pratica rara, de final de semana. 

Outra coisa muito curiosa que vi, foi varias crianças vestidas iguais. As maes que tinham duas ou três filhas (vi isso somente com meninas) as vestiam com roupas idênticas, mesmo elas nao sendo gêmeas. Nunca tinha visto isso antes. E alias, ja acho bizarro vestir crianças gêmeas de maneira igual. 

Bom, como de costume, usamos o Couchsurfing pra nos hospedarmos. Ficamos na casa de um senhor de 65 anos que tinha acabado de fazer seu perfil no site e, no espaço de duas semana, ja havia recebido 16 pessoas. Quando chegamos na casa dele, ja havia quatro hospedes. O cara é uma figura: um inglês muito bem humorado, de piadas acidas, que bebia cerveja o dia todo. Um sonho! Assim que chegamos na casa dele, nos deparamos com nada menos que cinquenta relogios espalhados pelos cômodos (contei "somente" 55). No banheiro, tem quatro. Na cozinha, cinco. No quarto e sala, o restante. Ele também nunca contava o tempo usando as horas, mas sempre os minutos. "Vocês vao demorar 60 minutos pra chegar em tal lugar". E, cada vez que falava sobre o tempo entre sua casa e tal lugar, era de uma precisao incrivel. "Vocês vao levar 16 minutos pra chegarem". 



Ele nos deu um pequeno roteiro que ele havia feito para seus couchsurfers conhecerem melhor a cidade. Mas eu nao vou me estender muito sobre essa viagem. Vou postar as fotos e falar sobre algumas coisas rapidamente.



Torre de televisao Zizkov, também chamada de "Pênis de Praga". Falei: toda cidade tem alguma construçao falica. Lyon tem seu famoso Crayon. Recife, a pica de Brennand. Berlim, a Torre de TV. E assim vai. Se vocês repararem, tem uns bebezinhos subindo pela torre. Arte de David Cerny. Também vimos mais bebês de Cerny à beira de um rio de Praga:



Prefiro meu guri

O inglês me colocou numa cama de armar que fazia TREC! cada vez que eu me mexia. Bastava eu pensar em respirar que a cama fazia TREC! Aih, eu comecei a ficar incomodada por estar respirando, porque tinha outras quatro pessoas dormindo no mesmo cômodo. Foi uma noite e tanto! As molas que ficavam na altura das minhas costas ja estavam bem gastas, deixando um buraco nessa parte. O nivel dos meus pés e cabeça estava bem acima do nivel da coluna. Aquilo parecia mais uma rede, entao, eu nao poderia dormir de bruços (a unica posiçao que me permite dormir) com medo de quebrar minha coluna. Mas me mantive sossegada, tentando nao respirar muito. Mas do que adianta você tomar tanto cuidado quando você tem um namorado doido que tem o sono assombrado? No meio da noite, acordo com uma movimentaçao estranha. Quando olho pro lado, vejo Camilo se levantando e indo sentar no sofa onde dormia o inglês. 

PANICO.

Imagine o susto dessa criatura quando Camilo sentasse na cabeça dele? Dei um pulo, TREEC!, agarrei a mao de Camilo, TREEEC!, e fiquei puxando, TREEEEC!, ele pra perto de mim. O inglês acorda, se levanta e vai ao banheiro. Camilo desperta. 

- Menino, o que é que tu quer fazer, hein?!
- Sei la!

Eh tao tenso dormir com Camilo, meu deus. Noite sim, noite nao, ele apronta dessas. Outro dia, acordei com um pé na minha cara: era ele que tinha virado ao contrario enquanto dormia. Ha umas semanas, ele acordou, puxou meu cabelo (sabe criança puxando cabelo da amiguinha? Pronto) e dormiu. Eu acordo sendo maltratada, minha gente. Posso nem acionar a Lei Maria da Penha, porque o desgraçado faz dormindo. Ele da chute, beliscao, puxa o lençol, o cabelo, empurra, fala, grita, levanta, ri. Quando é comigo, tudo bem, mas quando a gente divide o quarto, eu durmo com um olho aberto e outro fechado. No dia seguinte, eu estava tao quebrada, que quando eu respirava, doia, juro!

Esquecendo a noite passada, pegamos um tramway, fomos até a parte mais turistica da cidade, ao norte, e descemos a pé, visitando os pontos mais famosos da regiao. A tarde, quando chegamos numa praça bonita, comecei a me sentir mal: lombrigas dando sinais de vida. Otimo, pensei. Comecei a suar levemente e minha pressao foi baixando. Fiquei em duvida se eu ia desmaiar ou cagar nas calças. Foi entao que vi um banheiro publico. Como a maioria das minhas disenterias sao psicologicas, respirei fundo e disse com firmeza a mim mesma que aquilo nao era nada. Três segundos e meio mais tarde, eu estava no banheiro.

Essa disenteria (e as três seguintes...) foram oferecimento da comida de Berlim. No ultimo dia na cidade, por exemplo, comemos pizza no café da manha, Kebab no almoço, uma porçao de batata frita + salsicha no lanche e mais pizza no jantar. Uma disenteria era o minimo que eu poderia esperar com uma dieta tao equilibrada. Fica o exemplo.

Jardim biito









Muro John Lennon. Fica em frente à Embaixada francesa. Famoso, até Yoko Ono ja deixou mensagem aih. 









Cristo feito de calçados



Dancing House - originalmente chamado de Fred e Ginger - tem um restaurante francês no teto e uma vista incrivel da cidade. 









Meiguinha na Praça Venceslau com o Museu Nacional ao fundo. Essa é uma das praças mais importantes da cidade. Foi nela em que Jan Palach, um estudante de Filosofia, ateou fogo ao proprio corpo em sinal de protesto contra a ocupaçao soviética, morrendo três dias depois. 






Achei os museus caros. Fomos somente a dois: Museu do Comunismo e o de Mucha (lê-se "murra"), onde havia uma linda exposiçao sobre ele. O trabalho do cara é sensacional. Compramos cartao postal, blusa, cartaz, isqueiro, tudo que eu tinha direito. Adoro! Grande parte da cidade esta construida no estilo Art Nouveau, estilo criado por Mucha. 

O Museu do Comunismo, na minha humilde opiniao, deveria se chamar Museu Anticomunista, porque apesar da historia de Praga parecer ter se tornado negra no momento da ocupaçao soviética, soh havia uma versao dos fatos nos painéis que contavam a historia do comunismo no pais. O comunismo matou mais, poluiu mais, fez mais infelizes, comeu crianças, bla bla bla. Olha, enchi o saco na metade da visita. Os souvenirs consistiam basicamente em reproduçoes de cartazes soviéticos com mensagens pouco elogiosas aos vermelhos. Em um cartaz em que se via, originalmente, meninas comunistas, havia uma frase que dizia "por que nos nao queimamos sutias como as americanas? Porque eles nao existem por aqui". Ou qualquer coisa do tipo. Havia um video com imagens dos anos 90 de revoltas realizadas na Praça Venceslau e duramente reprimidas pela policia. Chocante. De qualquer forma, achei o Museu um perigo praqueles que nao tem senso critico (alias, qualquer coisa pra alguém que nao tem senso critico é um perigo). Ironicamente, o Museu fica no prédio de um cassino, bem ao lado de um McDonalds. 



Quer dizer, ainda fomos num terceiro museu. Camilo viu esse cartaz e chamou minha atençao. Estavamos no final do penultimo dia de viagem, mas depois de ver esse cartaz, era obvio que eu tinha que reservar o ultimo dia de pra ver essa exposiçao. Valeu a pena. Vimos umas fotos raras, um casaco de John Lennon, uns rabiscos que ele fez num envelope e outras coisas idiotas que soh um fa da valor.





Por hoje é soh, pessoal!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Eu fico com o balanço

Sera que algum blogueiro vai fugir à regra de escrever sobre o Natal ou de fazer um balanço de como foi seu ano? Ou melhor, fazer listinhas de coisas a se fazer no proximo ano? Eu fico com o balanço, ja que acho que meu 2009 foi bem movimentado, onde de tudo aconteceu.

1. Adeus, solteirice (09/jan)

Ja no nono dia do ano, Camilo e eu nos casamos. Claro que foi mais uma medida que visava facilitar minha entrada na França do que qualquer outra coisa. Mas nem por isso eu deixaria de comemorar o fato de poder ficar ao lado dele, da forma que nos escolhemos. Mais sorte da proxima vez, Sarko.

2. Adeus, vida pedestre (28/abr)

Sabendo que na França o custo pra se tirar uma carteira de motorista é exorbitante, ai meu deus, eu fiz aos 23 o que deveria ter feito ha muitos anos: aprendi a dirigir. Pra falar a verdade, nunca tive muito desejo de aprender a dirigir (o tempo que levei pra fazer isso prova o que tou dizendo), mas minha mãe disse que é util, e se mãe diz, então é verdade. Espero que eu me saia melhor com o carro do que com a bicicleta.

3. Adeus, Brasil (21/mai)

Dei adeus ao mar e me instalei em Lyon. E, parafraseando um amigo: foi melhor e pior do que eu pensei. Arabes, segurança, burocracia, frio, quedas de bicicleta (muitas), queijos, liberdade, solidão. Independência.

4. Adeus, graduação (17/ago)

O segundo dia mais feliz do ano! Tudo o que sinto quando penso nessa data é "alivio". Acabou! Foram sofridos os ultimos momentos. Espero que tenha sido a primeira e a ultima vez em que estudei algo que não gostasse (me refiro somente à monografia, ja que o curso em si deveria ser obrigatorio pra qualquer ser humano que se preze). De qualquer forma, sou uma pessoa formada. Alias, eu e o namorado, que se formou no mês seguinte.

5. Adeus, desemprego (17/set)

Trabalhar como faxineira não faz parte dos meus sonhos mais ambiciosos, mas tem pago minhas contas e minhas cervejas. E, mais do que significar uma simples mudança de status empregaticio, esse emprego assinalou uma "profunda mudança no meu ser". Ha três meses, eu era uma meninota chorona e ansiosa, que ciscava antes de dar qualquer passo. Agora eu soh sou ansiosa. Esse emprego foi o inicio da verdadeira adaptação, é o que me da, até hoje, a sensação de que eu tenho dominado o espaço, de que eu tenho abarcado o ambiente. Eh o que faz com que eu sinta que pertenço um pouco a esse lugar.

6. Adeus, ignorância (?)

A cada dia que passa, eu fico mais feliz e empolgada com minha compreensão em relação ao francês. Ainda falta uns meses e um bocado de esforço até que eu possa dizer que "eu sei falar francês", ja que eu nem mesmo consigo conjugar os verbos corretamente, mas o medo de sair de casa ja passou e a sensação de liberdade soh cresce.

7. Oi, Paul! (10/dez)

Mwwhahaha! Esse foi o melhor dia do ano! Nem vou mais comentar, que é pra não afugentar os leitores, mas fica aqui o (milésimo) registro! Ano lin-do [foto de Priscila Tanaami - obrigada!].

Bom, é isso. Acho que foi um ano proveitoso, não? Mas soh aproveitando que tou falando de coisas boas, queria dividir com vocês a grande felicidade que eu sinto, que eu tou sentindo, em ter Camilo do lado. Hihi. (ele não lê meu blog, logo, a contemplação é gratuita). No final das contas, é ele que faz com que os momentos que não são assim, dignos de topicos de blog, sejam fodas. Em cada ponto desse, ele esteve colocando minha moral la em cima. Minha auto-estima deve muito a ele. Tenho sentido que eu posso muito mais do que eu poderia imaginar. Ele me faz respirar muito melhor e é por isso que, apesar de toda dor que eu sinto aqui nesse peito dilacerado de saudade, vale a pena ficar aqui. Eh como ele mesmo diz: "tu é minha casa". Então, àqueles que realmente gostam de mim, vai o recado: porra, eu tou feliz!

E que ano bom!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O dia em que vi Paul McCartney!

Finalmente aconteceu! E, se é que isso é possivel, foi melhor do que eu previa. O estadio não era a céu aberto, não era tão grande e, das 35 musicas do set list, 23 eram dos Beatles! Tento colocar em palavras as sensações da noite porque historiador tem essa mania besta de querer registrar as coisas. Mas, desde ja, prevejo meu fracasso. Afinal, aqui fala um fã dos Beatles sobre... o show de Paul McCartney!

Acordei na manhã do show como quem acorda pra ir à feira: era um dia qualquer. Apos dois minutos de reflexão sobre o que iria se passar no meu dia, as lagrimas chegaram rapidinho. Tudo o que eu vou (tentar) evitar falar seria brega demais praqueles que apenas simpatizam com a banda. Mas acreditem, nenhum show sera o mesmo depois deste. Morreram os covers, morreram os iniciantes, morreram os grandes concertos! Eu vi Paul McCartney! Nada sera como antes.

Vi aquela pequena figura (eu tava meio longe) dar o ar de sua graça as 21h do dia 10 deste mês. À sua entrada, a iluminação se foi completamente, restando as pequenas luzes do celulares e câmeras de video, o que, ao meu ver, lembravam pequenas estrelas e davam a perfeita impressão (que durou quatro segundos) de que eu tinha o céu debaixo dos meus pés. Para minha maior emoção, ele é extremamente simpatico, daqueles que tira gracinha o tempo todo e faz rir. E, apesar dos seus quase 70 anos, pulou e enlouqueceu os milhares ao seu redor por incriveis três horas de show! Quem não enlouqueceria, meu deus?

Quando ele começou a tocar Blackbird, sei la porquê, pensei em Fabinho, virei a câmera pra minha cara chorona e me deixei filmar. Sim, grande, grande amor meu, você esteve comigo numa das noites mais especiais e lindas dos meus curtos 24 anos. E chorei durante toda essa musica pensando em tu e pensando no quanto tu ficaria feliz ao saber da minha felicidade. Coincidentemente, a musica seguinte falava de amizade. E de uma amizade que mudou a historia da musica:

[tradução tosca por conta do meu inglês de colégio] "As vezes você não diz as pessoas o que você quer dizer. As vezes você quer dizer a uma pessoa que a ama e você pensa 'não, talvez uma outra hora'. E talvez você perca a oportunidade, deixe ela passar. E então você pensa 'eu gostaria de ter dito isso'. De qualquer forma, eu dedico essa proxima canção ao meu amigo John". Pois é, sabe aquele John? O John Lennon? Pronto. Agora você estah entendendo as proporções desse espetaculo: um tal de Paul McCartney dedicando, NA MINHA FRENTE, uma musica a um tal de John Lennon. Brother, é demais pro meu coração chorão. E então, ele toca Here today. E eu? Eu choro!

Setlist - Paul McCartney live - Paris - Bercy:

01. Magical Mystery Tour
02. Drive my car
03. Jet
04. Only Mama Knows
05. Flaming Pie
06. Got to get you into my life
07. Let Me roll it
08. Foxy Lady
09. Highway
10. The Long and winding road
11. I want to Come Home
12. My Love
13. Blackbird
14. Here Today
15. Dance tonight
16. And I love Her
17. Mrs Vanderbilt
18. Eleanor Rigby
19. Band on the run
20. Ob-la-di, ob-la-da
21. Sing the changes
22. Back in the USSR
23. Something
24. I've got a feeling
25. I've got a feeling extended jam
26. Paperback Writer
27.Paperback Writer extended jam
28. A Day in the Life
29.Give Peace a chance
30. Let it Be
31. Live and let Die
32. Hey Jude

33. Day Tripper
34. Lady Madonna
35. Get back

36. Yesterday
37. Helter Skelter
38. Sgt Pepper's Reprise
39. The End


Os outros fãs estarão de acordo comigo: uma coisa é escutar Hey Jude no seu sonzinho/mp3/computador. Outra coisa é ouvir o autor da musica tocar ao vivo e você poder cantar junto, desafinadamente, "na na na na na na na na, na na na, hey Jude!" E eu cantei e gritei alto! E descobri, pelo video, que minha voz não é nada sereia. E que se eu tivesse que incitar alguém a lutar pela paz mundial cantando Give peace a chance, o mundo afundaria em fome e guerra. Em voz de gralha com tosse, eu cantava: "all we are saaaaying, is give peace a chaaaance. Gaaah!"

Depois, o pobre rapaz de 67 anos, nos chega com um pequeno violãozinho encarnado (duplo sentido), que a ignorância não me permite discernir se é pareia de banjo ou de cavaquinho, e diz que aquilo foi presente de, vocês sabem, George Harrison. "Ele sabia tocar muito bem isso". E, enquanto Paul tocava Something no seu Ukulele (lê-se Iuculelê), imagens do finado apareciam ao fundo e, à frente do "pobre rapaz de 67 anos", eu chorava (alguma surpresa?).

Os franceses foram à loucura com Michelle. Et moi aussi! A day in life, na minha opinião, foi uma das mais bonitas! Toda aquela loucura psicodélica da musica afirmada pelos holofotes coloridos e gente doida gritando no ar. Lindo! Lindo!

Ah, uma coisa besta a se comentar. Se ha uma coisa que eu odeio é a tal da intereção publico-palco. Eh tipo quando o cantor diz "eueueueue" e você responde "eueueueue". Odeio. Mas em Bercy, ontem, eu fui além das minhas tolerâncias. Paul me fez latir! Quando gritou "rouf" e todo mundo respondeu "rouf", ele riu. Tão lindo!

Apos duas fingidas despedidas, Paul finalizou o show com Yesterday (a musica mais regravada de todos os tempos), Helter Skelter (Charles Manson teria curtido), Sgt. Peppers e The end! A esse momento, o torpor me tomava da cabeça aos pés. "Eu vi, eu vi!" E aquela alegria de estar ali, entre os três grandes homens da minha vida, não me deixara nunca ser triste outra vez. Eu me sinto completa e feliz. Eu vi! Eu vi!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Meu quartinho

Não sei, talvez vocês não entendam. Pode ser um pouco complicado. Mas eu, por exemplo, me impressionei quando Camilo perguntou qual era o Beatle que havia morrido. Ou sera que ele apontou pra John e perguntou quem era esse? Enfim... Eu sei que eu sou uma pessoa extremamente dramatica e tudo que eu descrevo é pessimo ou otimo, é maravilhoso ou é terrivel. E, ou eu choro, ou eu tou rindo abestalhadamente. Mas eu não poderia descrever minha relação com os Beatles de maneira branda. Eu tou à anos-luz de ser uma super fã dos Beatles. Anos-luz. Mas o problema é que eu sou completamente apaixonada por eles. Completamente.

Faz somente uma década que comecei a emprestar meus ouvidos a eles e, até hoje, apesar do esforço, nunca encontrei um album como a força hipnotizadora do Abbey Road. Centenas de vezes ouvindo e centenas de vezes enlouquecendo. A verdade é que ha muito tempo eles despertam minha curiosidade. Quando eu era bem guria, ia na despensa de casa pra revirar os baus velhos dos meus pais e meu pai tinha um album de figurinha (dos anos 70) de temas variados e, em meio à dinossauros, jogadores de futebol e comidas tipicas do Brasil, havia uma pagina dedicada aos Beatles. Faltava John Lennon. A coisa se desenrolou nos anos seguidos, de tal modo, que me flagrei varias vezes chorando ridiculamente depois de examinar uma sequência de fotos dos Beatles, desconsolada por ter nascido tarde e longe demais.

Seja como for, foi depositado no meu colo a oportunidade de ver 1/4 do meu sonho. A possibilidade era real: Paul Mccartney iria tocar no dia 10 de dezembro, as 20h, na capital francesa. Tudo que eu precisaria fazer era estar as 10h do dia 06 de novembro na frente do computador com um cartão de crédito na mão. O meu medo de não conseguir comprar o ingresso era real: eu sabia que Paul Mccartney estava no Guinness pela vendagem de ingressos mais rapida, mas não sabia que o recorde era esse. E meu medo se mostrou razoavel quando eu soube que os ingressos se esgotaram antes das 11h. Bom, recorde é com ele mesmo.

Camilo tentou me manter calma durante os dias que antecederam a venda e foi bastante firme quando disse "você vai pra esse show, tenha calma". Isso evitou que eu tivesse um derrame. Mas la estah de novo minha negatividade preocupada com o horario do trem pra Paris (a gente parte de Lyon três horas antes do show), com medo das greves doidas que acontecem aqui nos transportes. Com medo de uma queda de bicicleta, de uma ida ao hospital, com medo de mau olhado, com medo de que o homem, nos seus 67 anos, morra. Com medo. Com medo, mas ABSURDAMENTE FELIZ!

*agradecimentos especiais à Aline (que também vai ao show, uh ruh!) que foi quem me avisou do show e suportou meus emails aflitos. E ao meu amado, salve salve, que foi quem comprou os ingressos. Ele confessou que suou nao na frente do computador. "Se eu perder esses ingressos, Luci me mata". Matava. Agora Luci é soh beijinho e ansiedade. De qualquer forma, obrigada!

Talvez

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