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domingo, 23 de janeiro de 2011

Diario de férias - parte II

Luci vai ao parque

Nunca fui alguém que se preocupa com o peso. Achei que fosse porque eu seria uma pessoa livre, que nao liga pra aparência e esses padroes de beleza impostos pela nossa feliz sociedade. Mas nao, eu nao era uma pessoa despreocupada, eu era uma pessoa magra. Como isso mudou, senti que eu deveria mudar de habito e começar a praticar algum exercicio. Pensei que, ainda que eu nao conseguisse emagrecer ou que nao tivesse disciplina pra me exercitar todos os dias, mal nao me faria correr no parque. Pois eu pensei errado. 

Da escalada eu ja me livrei ha muito tempo, afinal, nao faz sentido praticar um exercicio a dez metros do chao quando você tem medo de altura. Além disso, escalada é um esporte caro e a realidade é que eu sou pobre. 

vejam que absurdo essa
mulher correndo
Correr ao ar livre nao foi uma decisao facil, afinal, meus amigos, la fora beira os 2° graus. Mas o pior mesmo da corrida é que você tem que... correr. Eh uma pratica terrivel! Mas la fui eu: me vesti pra ocasiao, caminhei até o parque e passei os 30min seguintes imaginando sob o pé de qual arvore eu seria estuprada, porque, né, nesse frio miseravel, as unicas criaturas que estao no parque sao os esquilos e eu, e eu nao acredito que algum esquilo me ajudaria caso eu fosse abordada por alguém. 

Corri bravamente no primeiro dia. Cheguei em casa me sentindo a saudavel. No dia seguinte, senti mais que isso: senti uma dor malandra em todos os musculos que se encontravam da cintura pra baixo, mas fui correr. Cheguei em casa tao exausta que eu nao sabia se me sentava ou se me jogava logo no chao. No terceiro dia, contrariando todas as probabilidades que de que eu continuaria com o martirio, fui correr. Acho que eu tava sob efeito de algum desequilibrio quimico provocado pelo exercicio, algo com o qual meu corpo nao estava acostumado, porque a cada passada, eu sofria mais, mas continuava. Comecei a pedir ao arcanjo que cuida dos esportistas que me desse forças pra pelo menos chegar em casa com meus proprios pés. Descobri que, pra fazer exercicio, nao basta estar gorda, ser pobre e nao ter noçao: é preciso ter coragem. E adivinha quem nao tem.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Escalada + medo de altura: combinação explosiva


Em janeiro, Camilo se inscreveu numa sala de escalada e tem praticado o esporte uma vez por semana. Quando cheguei da viagem ao Brasil, encontrei um Camilo mais magro. O vi sem blusa e perguntei com toda minha espontaneidade paraibana "oxe, cadê teu bucho, menino?!" Não é que ele esteja slim, exibindo uma cintura de Barbie, mas ja pôde diminuir um ponto no cinto e, domingo, ele vestiu uma calça que não cabia nele havia meses!

Se eu ainda precisava de algum motivo pra me inscrever na escalada, achei um. Ainda relutei, mesmo com os convites de Camilo, porque acho importante pra saude da nossa relação que cada um tenha suas atividades particulares. Mas foda-se. Quem deve ter ficado triste foi Corentin, figura que mora com a gente e que tinha como parceiro pra escalada (que se faz em dupla) Camilo. Alias, Co ja morou dois anos com Camilo (esse é o terceiro ano), estudou com ele na universidade, estagiou com ele na mesma empresa, trabalha com ele atualmente e juntos tão criando uma empresa. Alias, eu sempre digo que a verdadeira namorada de Camilo é Co, que eu sou apenas a amante.

Seja como for, fui com Camilo pra uma aula de teste. Meo-deos-do-céo. Me deparei com aquela parede enorme, cheia de pontinhos minusculos dos quais eu teria que me equilibrar pra subir, contanto somente com a segurança de uma corda em caso de queda.

Vamos ao ja conhecido esqueminha do Paint (ja conhecido pelos leitores do finado Circo) pra saber como a coisa funciona:

Camilo (suspenso, na figura) faz um noh especial e o envolve no seu cinto de segurança (vide foto em que ele exibe feliz seu presente de aniversario). A corda vai até o topo da parede e desce até o meu cinto. A medida em que Camilo sobe, eu tenho que ir recuperando a corda dispensada por ele num movimento um pouco complicado, mas de extrema importância em caso de queda. As vezes ele cai de repente e, como ele é mais pesado do que eu, ele me suspende o bastante pra que eu tire os pés do chão, mas não o suficiente pra que eu suba e ele caia. Seria engraçado se não fosse tenso.

Ele sobe agarragando somente um tipo de presa indicada por uma cor especifica. E, quando chega em cima, eu vou dando corda pra que ele desça vagarosamente. O problema, meus amigos, é que eu não sou assim, uma pessoa que fica à vontade com os pés longe do chão. Na primeira vez em que tentei escalar, fiquei feito uma macaca a sete metros de altura, petrificada la em cima. Pra descer, você tem que confiar na pessoa que estah la embaixo e simplesmente se jogar, enquanto ela te desce. Acredite, não é facil.

Na primeira vez, quando cheguei la em cima, toda feliz porque tinha conseguido controlar meu medo, ele disse:

- Vai, agora se joga!
- Errr... tah bom! (segurando a corda)
- Vai, Luci, se joga!
- Tah bom, tah bom! (segurando a parede)
- Luciiii! Vamos la, vai, eu tou aqui!
- Eh, porra, e eu tou aqui!

Aih, eu solto a corda e vejo que continuo no ar, esperando que ele me desça. Beleza.

- Luci, agora você tem que colocar suas pernas retas, senão, quando você descer, você vai ralar o joelhos na parede.

Olhe, eu ja tinha feito o esforço sobrehumano de soltar minha mãos da parede, mas deixar as pernas retas significaria ficar ainda mais longe dela. Por esse motivo, eu cheguei la embaixo com apenas metade de cada joelho, porque eu fui quicando de cima à baixo.

No final da sessão, eu tava incapaz de levantar meus braços acima dos ombros. A coisa é muito cansativa. Ainda bem! Se eu não morrer (de medo) daqui pra setembro (quando termina minha inscrição), eu espero estar slim. Nem que pra isso eu tenha que sacrificar meus joelhos.

Talvez

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