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segunda-feira, 13 de maio de 2013

A insustentavel beleza do ser

Eu tinha uma relaçao de amor e odio com meu cabelo. Alias, a quem estou tentando enganar? 

Eu tinha uma relaçao de odio e odio com meu cabelo. E essa relacao vinha desde pequena. Quando eu era um filhoooteeee, eu nao sabia que as pessoas poderiam gostar dos proprios cabelos. E, mais que isso, eu nao sabia que as pessoas poderiam gostar de cabelos cacheados ou, pior, crespos. Nem da cor dos meus cabelos eu gostava, afinal, a Xuxa era mais famosa que a Mara. Angélica era mais famosa que a Mara. Alias, cadê a Mara? (Viu? Gente de cabelo escuro soh se fode). Ah, Mara, se fossemos loiras! Nossas vidas poderiam ter sido diferentes!  

Na época em que eu nem sabia ler - mas que ja compreendia que nao ia ser Paquita - minha mae tentava domar meu cabelo fazendo uns penteados que nao eram nada populares entre minhas amigas e meu cabelo sempre foi motivo de piada na minha classe. - musica triste no violino - Curiosamente, era meu irmao mais velho, um verdadeiro perito em causar traumas, quem mais me importunava com essa historia, todo dia era um apelido novo. E o que dizer da minha mae que, um dia, enquanto me penteava, ja sem paciência com aquela cabeça cheia de cabelo, disse "eu passei a vida toda fazendo alisamento no meu cabelo, mas tinha esperança de ter uma filha com cabelo bom. Aih nasce essa coisa".

Pois é.

(Ja ficaram com pena da pequena Luci? Ou devo dizer que eu chorei caladinha quando ouvi isso?)

A minha mae, meu irmao, meus colegas e Xuxa acabaram por me convencer de que eu deveria ter cabelo liso. Desafiando as leis da natureza e contrariando meus genes, passei a fazer touca no cabelo com auxilio da minha mae. Para fazer a touca, os cabelos nao podem estar molhados, nem secos. E deve-se passar algumas horas com o cabelo virado pra direita e, outras tantas, pra esquerda. Isso dava dor de cabeça. Tinha sempre algum fio que ficava esticado demais ou sempre tinha algum friso filho da puta que nao tinha mais a ponta de plastico. Apesar de toda a perseverança, os frisos nao eram magicos e, quando finalmente eu retirava a touca, minha cabeça parecia uma palmeira, entao, eu amarrava os cabelos. E minha mae fazia essa toca praticamente todas as vezes em que eu lavava os cabelos.

Mais ou menos aos 11 anos, comecei a fazer alisamento no salao. Era uma coisa fedorenta, que continha formol, causava feridas no couro cabeludo, custava super caro e que deveria ser refeita basicamente a cada três meses (na parte da raiz, onde o cabelo ruim do demônio voltava a crescer). Estou absolutamente convencida de que eu devo ter passado por quase todos os saloes de beleza de Joao Pessoa (e alguns de Campina Grande), na esperança de finalmente encontrar a Fada do Cabelo Bom. Nao encontrei.


Tarde demais!


Eu era realmente escrava dos saloes. Ja cheguei a passar mais de 10h num salao em época de festas, mas quando eu saia de la, eu flutuava e meus cabelos acompanhavam o sentido do vento. Eu ficava tao diferente que meu ex-namorado me chamava pelo meu segundo nome. Mas mesmo com o cabelo liso, eu fazia questao de prende-lo. Finalmente, eu achei o salao com o alisamento "perfeito", mas isso foi somente la pelos 18. Antes disso, eu mergulhei em varias noias e tinha tanto complexo com meu cabelo, que eu fazia parte da turma do fundao porque queria evitar os olhares dos colegas. Eu sentava na parte de tras dos ônibus pelo mesmo motivo. Um pouco antes de entrar na faculdade, consegui deixar de lado o diadema e as presilhas que ajudavam a domar meu cabelo - isso foi uns dois anos depois de eu brigar com uma amiga que, inocentemente, quis fazer uma brincadeira retirando meu diadema. 

Ninguém toca no meu cabelo.

E, finalmente, chegou o dia em que eu tive que decidir se eu amava mais meu namorado francês ou a cabeleireira. Me mudei e, na França, passei momentos dificeis vendo meu cabelo se transformar. Era como se eu fosse Cinderela e todo dia fosse 23:59h. Eu vivia a angustia de me deparar com minha realidade capilar. Na França, eu teria de vender um orgao pra pagar pelo procedimento. E eu gosto dos meus orgaos. Durante três anos, me virei como pude para disfarçar o indisfarçavel.

Foi entao que eu comecei a prestar atençao nas outras pessoas (até fiz esse post, um dos mais visualizados no blog). Vi que elas tinham rugas e cabelos crespos soltos e cicatrizes e estrias e alguns nem tinham dente direito. E vi que elas nao pareciam se importar consigo, nem comigo, mas meus amigos, sim, eles nao entendiam como eu poderia ser tao extrema quando o assunto era o meu cabelo. 

Dois anos sem ir no Brasil e meu cabelo estava em cima do muro, nao se decidia se ele era liso ou cacheado. Desesperada, pedi pra Camilo corta-lo e ele subiu até o ombro. O cabelo, nao Camilo. E, pela primeira vez na vida, meus amigos, eu vi meu cabelo natural. Foi como ver o mar pela primeira vez aos 70 anos. Meu cabelo dava voltas. Ele era... era... cacheado. Foi dificil aceita-lo. Eu preferiria ter um cabelo  prostituto à um cabelo cacheado. 

Quando me perdi na Italia, meus patroes me contaram depois que eles foram no bar onde eu estive pela ultima vez e perguntaram se ninguém ali teria visto "uma menina de cabelos cacheados". E por um milésimo de segundo, ok, dois, pensei "como eles esperavam me encontrar perguntando por alguém de cabelo cacheado?!". Essa era eu. Mas mesmo atualmente, ainda estou tentando me acostumar à ideia. Ha uns dois meses, tomei um choque ao ver um desenho de mim feito por uma coloc onde eu fui feita com... cabelos curtos e cacheados. 

Mas o estranhamento vem da simples falta de costume e nao da dificuldade em aceitar. Me aceitei. Sai do armario, resolvi me assumir. Até tive uma espécie de pesadelo outro dia em que eu acordava de cabelo liso, como antes, e ficava angustiada de ter que ver o mesmo lento processo de crescimento. E sabe, minha vida agora é tao mais simples! Me pergunto ainda hoje por que eu demorei 27 anos pra ser eu. 


Mas ainda tou trabalhando em mim a possibilidade de fazer ainda mais volume nele cortando-o. Mas enfim, vida nova. Agora eu tiro fotos - sabendo que, um ano atras, eu nao conseguia nem olhar no espelho, que dira registrar o que via.



Essa, por exemplo, sou eu me amando ♥


Agora, parem de dizer aos seus filhos que eles nao nasceram do jeito certo.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

Pequenas crônicas de um coraçao partido

(O post começa em abril e termina em junho. Sou eficiente?)

::

Incomodo e cresço rapido, quem sou eu? 


(Abril - 2012)

Alma Bondosa, também conhecido como Patrao de Luci, mexeu o pauzinho dele, alias, mexeu os pauzinhos dele (ele é médico) e marcou uma consulta para a manha de ontem com um endocrinologista chamado Professor R.  num hospital que fica a 15 min de bicicleta da minha casa.  Que frase grande.

Chegando la, mostrei a meia duzia de exames que eu tinha feito no Brasil. Um deles consistia em um exame de urina onde a coleta deve ser feita durante 24h. O médico disse "mas nao me chegue aqui com meio litrinho de xixi". Camarada! Esse homem nao sabe que eu tenho uma relaçao bastante especial com minha urina e que sou capaz de produzi-la (mas nao de contê-la) aos litros*. Voltei la com duas garrafas pet cheinhas e a sensaçao de dever cumprido.

Recipiente para amadores

Recipiente para Luci

Professor R. olhou um exame e arregalou os olhos. Fudeu, pensei. Depois ele disse a uma aluna que estava presente que ter quatro vezes mais alto o nivel de cortisol era muito e que eu o tinha 20 vezes. Fudeu, pensei de novo. Ele pediu pra ver minhas estrias, deu uma olhada de cima abaixo e perguntou se poderia fotografa-las. Gentem, virei material de pesquisa médica. Enquanto ele nao começasse a falar em lobotomia e dissecaçao, estaria tudo bem.

Entao, no intuito de ter certeza sobre a localizaçao do meu bebê, Professor R. pediu uma série de exames que deveria ser feita num hospital perto da minha casa durante... quatro dias. Fiquei hospitalizada e vou adiantar: nao foi engraçado. Me colocaram esses dois cateteres e acho que tiraram uns trinta potinhos de sangue pros exames. Tiraram pressao, recolheram amostras de saliva, espetaram meu dedo pra medir as taxas de glicose, recolheram urina. Nunca meus fluidos foram tao requisitados.

Numa radiografia, foi confirmado que Godzilla se encontra na suprarrenal direita (essa desgraça so podia ser de direita) e tem 3cm. Me espantei com o tamanho desse negocio, mas o médico disse que a preocupaçao dele era mais pelo nivel de cortisol que eu produzo do que propriamente pelo tamanho do adenoma. Ao ver as marcas deixadas no meu braço pelo torniquete do aparelho que media minha pressao, o Professor R. indicou novos exames, dessa vez, cardiacos. Ele disse que estava preocupado com a possibilidade de eu ter uma flebite durante a viagem de aviao que farei logo mais e prescreveu meias de compressao e uma injeçao anticoagulante (que tomei diariamente durante os dias de internaçao).

(Maio - 2012)

Enquanto eu ainda estava me acostumando à ideia do Cushing, tive a prova de que Deus existe, sim, e que, nao, ele nao sabe brincar: fui chamada no hospital dias depois para fazer uns exames no coraçao e foi descoberto que eu tenho uma pequena cardiopatia: uma ma formaçao no coraçao que me acompanha desde sempre. Ela se chama CIA (Comunicaçao Interatrial). Google amigo:

A comunicação interatrial é uma cardiopatia congênita caracterizada por uma abertura entre os átrios, que permite a passagem do sangue do átrio esquerdo para o átrio direito. O fluxo sanguíneo do atrio esquerdo para o atrio direito resulta em um aumento da saturação de oxigênio em atrio direito, ventriculo esquerdo e tronco pulmonar. O fluxo pulmonar aumentado leva a um aumento da resistência arteriolar pulmonar e insuficuiência cardíaca direita. Pode ser diagnosticada por ECG e seu tratamento é apenas cirúrgico. (Fonte)

Eu até tentei chorar, mas nao consegui. Na boa, pareceu mais piada que qualquer outra coisa. E, como eu ja estava sentimentalmente amaciada pela historia do Cushing, pensei "uma cirurgia a mais, uma cirurgia a menos, nao vai fazer diferença". Eh uma pena que essas coisas a gente nao possa colocar no CV.

2013 - Cirurgia de CIA - Avaliaçao: sobrevivi
2012 - Cirurgia de adenectomia - Avaliaçao: sobrevivi

Nossa, muito bom o seu curriculo. Com o salario que pagamos, seria bom ter uma sobrevivente na equipe. Inglês?

(junho - 2012)

E quem disse que pinto gosta de lixo?
Pinto gosta é de luxo! Oia pra nois!
Mas nao. Seja como for, no dia 18 de maio, eu estava prontinha pra ir pro Brasil. Tava mais feliz que pinto no lixo. Eis que de repente, nao mais que de repente, decido dar uma ultima checada nos meus emails e vejo que meu voo havia sido cancelado e remarcado somente pro dia seguinte. Onda de sorte. Frustraçao define. 

Como ja venho ha semanas fazendo esse post, e, como @s amiguinh@s andam pedindo noticias, vou postar isso aqui e logo mais (ou nao) retornarei com informaçoes mais precisas sobre a data da cirurgia - e, claro, os comentarios toscos acerca da minha viagem, que eu sei que é disso que vocês gostam. 


Here, there and everywhere

sábado, 21 de abril de 2012

Tem o Giba uma giba?

Você conhece este homem?


OHMEODEOSDOCEONAOEHPOSSIVEO!

Sim, post novo no caso.me.esqueçam. Antes que Cissa Guimaraes aparecesse aqui em casa com o quadro "Por onde anda...", resolvi mostrar que estou viva e explicar (parte) do meu sumiço.

Em fevereiro, por motivos que nao me covem explicar, fiquei mal da cabeça e doente do coraçao. Tadinha. Diante do meu infeliz estado, meu bob pai e minha mamae quirida me pagaram uma passagem pro Brasil: dois anos longe de casa. 

Quem acompanha minimamente esse blog, sabe que fiz, durante meses, uma dieta pra perder os singelos 13kg que ganhei no ultimo ano. O ganho rapido de peso garantiu estrias pelo meu corpo inteiro. Mas nao eram estrias normais. Estas devem ser estrias mutantes. Nem gravidas de mamutes trigêmeos conseguiriam exemplares como os meus. Minha melhor amiga, quando viu minhas pernas, disse que achou que eu tivesse levado uma surra. Quem dera fosse. Pra vocês verem que eu nao estou exagerando, uma foto de um lado da minha barriga:

Convencidos de que o caso é sério?

Minha mae, diante do quadro, insistiu pra que eu fosse numa dermatologista pra um milagre tratamento e eu aceitei. Chegando la, a médica me olha e, em três segundos e meio, me diz: "você tem Sindrome de Cushing". Oi, pai de quem? Cushing. 

Entao, ela abre um livro que, pelo tamanho, deveria ter meu peso. Ela começa a folhea-lo e eu, curiosinha, arregalo os olhos pra ver as imagens dele. Metade das figuras eram de vaginas brancas, cheias de bolinhas esquisitas e pênis vermelhos com rachaduras. "Minha nossa, minha doença ta aih dentro?". Finalmente, ela para numa pagina onde tinha uma foto de uma pessoa gorda. Eu fico aliviada. "Ah, novidade, ela vai dizer que eu estou gorda". Nao. Entao, ela começa a ler sobre a Sindrome. Wikipedia ajuda.

A Sindrome de Cushing é provocada por altos niveis de cortisol no sangue. O cortisol pode ter origem externa ou interna: ou eu fiz tratamento prolongado com essa substância (99% dos casos, segundo meu médico) ou é minha hipofise que a esta produzindo ou ainda as glandulas supra-renais. Nesses ultimos dois casos, de qualquer forma, trata-se de um tumor. Pois é, viva eu que fui ao Brasil pra descansar e voltei com um tumor na mala. Detalhe, Sindrome de Cushing nao é uma doença comum (dois ou três casos por um milhao de habitantes). Meu médico soh a viu uma vez na vida. Viva eu de novo. 

Mas isso explica um monte de coisa. Nesses ultimos meses, meu corpo mudou muito e eu passei a desenvolver umas mazelas que, pra mim, eram resposta a dieta que eu tava fazendo. Sintomas? 

- Obesidade crônica, sobretudo na parte superior do corpo;
- Rosto gordo (dito "lua cheia") e vermelho;
- Surgimento de estrias violaceas;
- Pele fragil;
- Insônia;
- Afinamento e queda do cabelo;
- Perda de massa muscular;
- Equimose (hematomas);
- Labilidade emocional;
- Acne;
- Ganho de apetite;
- Cansaço nervoso;
- Problemas no ciclo menstrual;
- Aumento de pelos;
- Problemas psicologicos (depressao, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de atençao e memoria);
- Reduçao da libido;
- Aumento do volume urinario;

E ainda: geralmente, a Sindrome traz osteoporose, diabetes, hipertensao e/ou dificuldade na coagulaçao do sangue. Essa porra deve dar até piolho. 

As consequências de um diagnostico tardio: 

- Embolia pulmonar, trombose, diminuiçao da massa ossea (provocando fraturas), obesidade, 4-5 vezes mais chance de morrer em relaçao a alguém saudavel. Ou seja, muito amor.

Olha, com exceçao da acne e dos problemas menstruais, eu tinha, tenho, todo o resto. Eu vou no banheiro pelo menos duas vezes durante a madrugada pra fazer xixi; eu tenho roxos pelo corpo todo e nenhuma lembrança de ter me machucado; os cabelos caem aos quilos; a vermelhidao no rosto é tao aparente que uma vez cheguei em casa e perguntaram se eu voltei correndo do trabalho; nervosismo e tristeza nao precisam nem ser comentados (vide primeiro paragrafo); perda da libido?; fiz o buço pela primeira vez na vida quando o estado dos meus bigodes nunca tinha me incomodado antes - odjio; o cansaço começou a ser grande, mas eu achava que era a dieta e os guris que sugavam minha energia.

O endocrinologista que eu consultei disse que iria fazer um teste simples pra saber se eu tinha Cushing: ele segurou minhas maos, pediu pra que eu agachasse e, em seguida, tentasse me levantar. Eu soh consegui a façanha por ter me apoiado nele e jogado os quadris para tras: com a perda da massa muscular, a Sindrome te tira a força das pernas. Eu soh faltava morrer tentando subir uma escada. Tudo se explica.

Quando fiz a dieta, eu perdi 15kg, ou seja, fiquei mais magra do que estava antes de começar a ganhar peso. Mas o rosto continuou gordo e a pança nao diminuiu tanto quanto era de se esperar. Queria muito ter feito um post "antes e depois", mas com a cara gorda que eu me encontro, vocês nunca iriam notar a diferença. Eu cheguei a ir no médico aqui na França pra tentar resolver isso e ela disse que era normal, que eu iria emagrecer depois. Sei. 

A mae dos moleques é médica e me revelou essa semana que sempre desconfiou que eu estava com Cushing, mas achou indelicado dar essa sugestao na época. Indelicado é deixar a babah morrer, minha gente. Ainda assim, no ano passado, ela chegou a me aconselhar a ida a um endocrinologista caso eu fizesse uma dieta e nao perdesse peso. Acontece que eu perdi, entao logo descartei a possibilidade de estar doente. Ela perguntou por que eu ou Camilo nunca desconfiamos que eu poderia estar doente, mas como eu ja disse, as consequências de uma dieta de proteina pareciam ser uma explicaçao razoavel pra tudo o que estava acontecendo. 

Ha também acumulo de gordura na parte de tras do pescoço que os médicos chama de "giba". Gente, eu tenho uma giba que, infelizmente, nao é essa: 


(ou felizmente...)


Unxi, como é lindo!

Seja como for, diante da possibilidade de estar com diabetes, tive que suspender o chocolate e o alcool (si, pero no mucho) com muita dor no coraçao. Depois de "curtir" alguns dias a ideia de ter diabetes, fiz um exame simples que revelou que eu nao tinha porra nenhuma! - pude aproveitar ao menos a festa de despedida. 

Antes de deixar o Brasil, fiz um outro exame que revelaria onde estah meu bebê tumor (espero que seja um bebê). Havia de 80% a 90% de chance de ser na hipofise. Hipofise, pra quem nao sabe, é uma glandula que fica na cabeça e tem o tamanho de uma ervilha. Ela é responsavel pela produçao de um monte de hormônio importante como o da produçao do leite e o do crescimento. O médico explicou que ele iria "raspar" a parte da hipofise que produz o cortisol.

O que poderia acontecer seria que o cirurgiao poderia raspar além do necessario afetando a produçao dos outros hormônios (e eu teria que repo-los também pelo resto da vida) ou, pior, nao raspar o suficiente me obrigando a fazer uma segunda cirurgia - acho valido lembrar que a cirurgia nao custa dois reau. Num terceiro fracasso, "a gente 'explodiria' sua hipofise numa radioterapia". Uma pena, porque eu nasci com essa hipofise e pretendia morrer com ela. Mas nao por causa dela, entao... Entao, tinha esses 10%, 20% de chance que o tumor estivesse na glâdulas adrenais.

Hoje liguei pra minha mae pra saber o resultado do exame que fiz antes de deixar o Brasil que indicaria a localizaçao do bebê e, guess what!, na sena eu nao ganho, mas meu tumor estah na supra-renal.

djing djing djing!

Essa historia toda me deu um mal humor danado (sobretudo a parte da diabetes). Mas interessante mesmo, foi receber um email de uma professora da faculdade, no mesmo dia em que descobri que tinha Cushing, dizendo que eu estava perdendo aula e... Bom, se eu estava perdendo aula todo esse tempo, significava que eu estava reprovada por falta e que, por isso, nao poderia fazer o mestrado esse ano (e somente em setembro de 2013!). Foi aih que eu, pela milésima vez, surtei. Sinceramente, espero que o mundo acabe mesmo em 2012. Nao esta sendo facil.

Pedi pra Camilo averiguar essa historia com a secretaria e ela garantiu a ele que eu havia finalizado a graduaçao, apesar das disciplinas que cursei semestre passado terem continuidade este semestre. Como eu ja fui ludibriada por esta mulher anteriormente, irei na faculdade exigir uma declaraçao por es-cri-to que indique que eu estou, na mais absoluta certeza, formada. Motivo: minha cirurgia vai ser feita no Brasil e eu nao quero nenhum impedimento ou coisa pendente na França. 

Borboleta, tou chegando. Betty, vou ter que declinar do seu convite pro casamento - ja havia comprado as passagens e tudo mais, mas. Mas havera pic nic de blogs em Paris no mês de maio e mocinhas e mocinhos das redondezas podem se preparar porque quem me lê agora ta convidado. Pode levar marido, Luci? Podji! Pode levar filho, cachorro e periquito? Podji. Pode levar a giba, Luci? Também!


sábado, 24 de dezembro de 2011

Hahaha! Quer dizer, hohoho!


Grandes olhos, pequenos dentes e um coraçaozinho desejoso 
de um otimo ano novo pra vocês! 

Eu me passo.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Entao, nao é Natal...

Ontem tivemos nossa ceia de Natal. Ok, eu sei que é um pouco cedo para as  confraternizacoes natalinas, mas 05 de dezembro era o unico dia em que todos os colocs estariam em Lyon, so... 

So que a pobrezinha da Luci, coitada dela, muito provavelmente nao poderia confraternizar, gastronomicamente falando, com seus amiguinhos. Eu teria que fazer sozinha minha propria ceia. Foram dias isolada na minha imensa biblioteca culinaria composta por três livros. Dolorosas duvidas acerca de qual receita escolher. Como sobremesa, escolhi algo totalmente original: uma Boûche de Noël ("tora" ou "lenha" de Natal, segundo Wikipedia). 


Ca-la-ro que essa boûche nao veio da minha cozinha. A minha ficou mais parecendo um Graveto de Natal. Mas olha, eu fiquei tao feliz em fazê-la, vocês nao imaginam! Eu tenho sido um fracasso no preparo de sobremesas desde que comecei esse regime. Ou vocês pensam que é facil fazer sobremesa sem açucar? Tentem. Dificilmente eu consigo acertar na dose ou na escolha dos adoçantes recomendados nas receitas, o que me garante sobremesas sem gosto. Cuspi no prato a ultima torta de limao que fiz. 

Entao, coloquei todas as minhas esperanças na realizaçao dessa receita. E, com muito orgulho, admito que ela nao ficou ruim. Veja, eu nao disse que ficou boa. Mas ela estah bastante comestivel. Um amigo provou e disse que parecia uma esponja. Fiquei ofendida, mas depois de ter lido o artigo do Wikipedia sobre o que seria uma "Boûche de Noël", mudei de opiniao: A combinação mais comum é um básico bolo-esponja amarelo, congelado e recheado com chocolate e creme de manteiga. Bolo-esponja. Viram? Nao passei tao longe do que eu deveria ter feito. 

O que tem cor de esponja, gosto de esponja e nao é uma esponja?

Comecei a falar da sobremesa, mas o que fiz primeiro foi a entrada. A receita escolhida foi Bouchées de concombre aux oeufs de lump. Ou seja, pepino com ova de peixe. Nao parece apetitoso? Escolhi porque a foto era bonita. Obti sucesso total! Vejam a foto do livro de receitas: 


Agora, vejam as que eu fiz:


Convenhamos, nao ficou lindo? Veja bem, eu nao disse que ficou bom. Mas trata-se de uma receita muito elaborada, dificilima de fazer: abre-se um buraco num pepino, entala ele de queijo e enfeita com ovinho de peixe - que, diga-se de passagem, eu acho um nojo. Mas o que importa é que, com 4kg de carne, comemos feito porcos e passamos uma noite feliz. 


Luci, em pleno processo de criaçao









Notem a nossa bela arvore de Natal colada na parede. Criaçao (super) original da menina de faixa no cabelo.




sábado, 3 de dezembro de 2011

I've got to admit it's getting better

Essa semana esta sendo tao linda, que eu estou com pena que ela acabe. Primeiro, foi uma semana de férias. Os pais dos guris foram pra um congresso e deixaram seus pimpolhos com os avohs. No dia da partida deles, a mae estava inconsolavel por ter que se separar dos filhos por uma semana. Tentei amenizar o sofrimento dizendo que uma semana passava rapido. Entao, ela virou pra mim com uma cara triste e disse:

- Nossa, mas você também vai passar uma semana sem vê-los!
- Pois é, nao é o maximo? Pois é, vou morrer de saudade!
- Ah, mas se você quiser passar por aqui pra busca-los na creche algum dia, pode ta? :D
- Ma nem fudendo! Ah, que bom! Pode deixar! :D

Entao, eu passei na casa deles: passei longe. 

E essa semana de férias coincidiu coincidemente com a data do show de, oi, Paul McCartney! Uhhhh, sim, mais um! Olha, nao sei nem o que dizer. Mentira, sei sim. Hihihihi Gente, muita emoçao no coraçao. A emoçao ja começou na estaçao de Lyon, quando eu quase perco o trem pra Paris. Chegando ao destino, encontrei todas as amigs que o mundo bloguistico e beatlelesco teve o mérito de reunir: Aline, , Maitex e Alê

Antes de entrarmos, Aline e eu discutimos sobre um assunto que estava nos preocupando bastante: a possibilidade do confisco da tampa das nossas garrafinhas de agua na entrada. A garrafa de agua la dentro custava três euros e eu nao queria me desfazer da minha, mas geralmente eles confiscam so a tampa. Mas ja era suficiente. Na hora de entrarmos, o segurança nos perguntou desinteressadamente se tinhamos garrafas d'agua e foi nos empurrando pra dentro como se a resposta nao interessasse. Aline disse que nao, mas eu, otaria como sou, cidada consciente, disse que tinha. Aih, ele me olhou e tomou minha tampinha. 

:(

Mas ao menos eu sei que vou pro céu. Você nao vai, Aline. Beijos.

Apesar das meninas, eu fiquei sozinha na arquibancada. Quer dizer, sozinha nao. Fiquei ao lado de um cara que tinha um mau halito generoso. Era facil saber quando ele tava cantarolando: eu sentia no ar um cheirinho de tutti-frutti, so que ao contrario. Nao bastasse os pulmoes do cara estarem apodrecendo, ele cantava tudo na hora errada:

- Aaarrrr... Take a sad soooong... Oops! Arrrr...
- ✞

Mas quem se importa? Paul estava ali, sob o mesmo teto que eu. Bastava. 

Depois, fomos dormir na casa de Dé que, coitada, tentou me alimentar, mas sem sucesso. 

- Luci, você quer pao?
- Nao posso.
- Você quer geléia?
- Nao posso.
- Mas iogurte você pode...
- Tem 0% de gordura?
- Nao...
- Entao, nao posso.

Oooolha, eu tava esperando a mulher me mandar tomar no cu. O pior é que, ha mais de uma semana sem me pesar, eu nem sabia se esse sacrificio todo estava dando um resultado positivo. Mas isso nao durou muito tempo: Dé tinha uma linda balança no banheiro que me mostrou que eu havia perdido 6kg (em 24 dias!). Fiz dancinha no banheiro. Gente, é a primeira vez em dois anos que eu perco peso. Minha calças estao caindo. Eu consigo tira-las sem desabotoar. Eh um milagre, naipe Monte das Oliveiras. Por isso, amiguinhos, eu aconselho vocês a nunca desistirem dos seus sonhos. Se você tem um sonho, cara, corra atras dele. De preferência, durante trinta minutos, todos os dias. 

Volto pra Lyon e fico esperando Camiloulou que também tinha viajado, so que a trabalho. De repente, escuto o socio dele, no quarto ao lado, falar ao telefone com Camilo: 

- Porra! Que massa! Puta que pariu! Nao acredito! Que coisa boa! Caralho, caralho! Nao acredito! Isso é muito bom! 

"Caralho" ad infinitum. E eu la, curiosa pra saber o que era tao bom. E o que era tao bom, caralho, caralho? Camilo e o socio ganharam uma appel d'offre pra um projeto importante, coisa que vai garantir um salario pra Co (o socio) durante quase um ano. Mas o dinheiro nao é nada. Esse é um projeto à nivel regional, que vai dar grande visibilidade à empresa deles. Tou feliz pra caralho, morta de orgulhosa! 

E, como se nao bastasse o show, a perda de peso e a appel offre, a melhor amiga manda mensagem dizendo que vem passar três semanas por essas bandas. Ela né linda?




(E o post da Dé sobre o show!)

domingo, 28 de agosto de 2011

Especial férias (Jonzac) - parte MCMLXXV

Depois das bicicletas e da estadia de Amanda e Chèri em Lyon, Camilo e eu fomos visitar os pais dele. Apesar deles morarem no norte da França, eles estavam em Jonzac por motivos de saude: a mae de Camilo tem um sério problema nas articulaçoes do ombro. E Jonzac, vejam soh, é conhecida pela sua estaçao de agua termal, rica em sais minerais, e que é, comprovadamente, eficaz no tratamento de problemas nos ossos e articulaçoes. Bravo! Mas o que me interessou em Jonzac mesmo é que ela ta numa regiao que tem um forte carater historico, cheia de igrejas, cemitérios, castelos e outras construçoes medievais. Pra somar, a paisagem natural nao deixa nada a desejar. Passamos cinco dias de puro amor e tempo bom na cidade. 

Minha sogra é vegetariana e meio natureba. Ela conhece todos os pós, misturas, oleos e graos que podem potencializar o valor nutricional de qualquer prato. Ela aposta em tudo. Em Jonzac, ela conheceu um cara que vendia uns sprays especiais pra combater/evitar certos males. Um dos sprays ajudava a dormir, mas ele ja tava esgotado. Entao, Camilo comprou um que se chamava... courage. Isso mesmo, "coragem". Influenciavel como sou, comprei um vidrinho de coragem pra mim também.

Quando eu era pequena, passava as férias na casa da minha melhor amiga e a mae dela nos dava diariamente uma dose de Biotônico Fontoura. A gente devia ser meio amarelo, sei la. O comercial do produto dizia que ele dava muita energia, entao, logo apos recebermos nossa dose, saiamos desgovernados pela casa da mulher, gritando e tocando o terror, influenciados pela propaganda. Acontecia o mesmo quando ela nos servia espinafre. Crianças.

Contudo, meu povo, nao senti que fiquei mais corajosa com a coragem. Pior: tenho  preguiça de toma-la. Entao, fui verificar os ingredientes pra ver se eles poderiam provocar algum estimulo psicologico em mim: vi o nome cientifico de um monte de planta medicinal. Wikipedia soh me mostrou as propriedades de três:

angelica archangelica: ação digestiva e carminativa (elimina os gases), ação sedativa, equilibradora do sistema nervoso, tem poder antiinflamatório, diurético, depurativo e no combate a enjôos;

trifolium pratense: menopausa;

rosa chinensis: menstruaçao irregular;

Ou seja, Camilo, se você estiver no climatério, vai fundo. E como assim "açao sedativa"? Agora ta tudo explicado! Era por isso que eu tinha preguiça e nao sabia. Ah, esqueci do elemento mais importante da formula: conhaque à 20%! Finalmente, esse negocio pode até nao dar coragem, mas mal nao deve fazer. 

(Mas onde mesmo é que eu estava?). Ah, as férias!

Castelo de Jonzac - séc XV

Hospital dos Peregrinos - Pons 

Eu fiquei toda pimpona ao ver esse hospital. Paguei uma disciplina cujo tema era viagem/viajantes na época Moderna (disciplina na qual fui reprovada, diga-se de passagem). E, claro, a historia dos peregrinos nao poderia ficar de fora. Li muito sobre as passagens desses desocupados dos peregrinos pela Europa e esses hospitais eram pontos de apoio essenciais na viagem deles (e abrigo pros pobres, crianças abandonadas, velhos, cachorro, doentes e toda essa gente inutil que ninguém quer ter por perto). 

A concha é o simbolo dos peregrinos que costumavam costura-las nos seus chapéus como forma de identificaçao. Reza a lenda que a familia de um certo Caio Carpo Palenciano, la pelos idos de 44, estava na beira de um rio vendo passar um majestouuuso barco que navegava calmamente. Foi quando Caio se abestalhou e o cavalo saiu desembestado pra dentro do rio, sumindo com Caio e tudo. A familia de Caio ficou naquela expectativa: morre ou nao morre?, morre ou nao morre? E eis que, de repente, surge cavalo e cavaleiro de dentro das aguas cobertos de purpurina conchas. Caio perguntou, entao, aos marinheiros quem eram eles e pra onde iam. Eles responderam que iam pra Espanha levar o corpo de Santiago que estava dentro do barco.

Ooooh!

Aquilo se tratava de um milagre, minha gente. Viram? Agora, vocês estao culturalmente mais elevados depois dessa historia. De nada.

Estatua de um soldado da 1GM erigido em frente ao Castelo de Jonzac. Taih outra coisa que você encontra em qualquer cidade da França: monumento aos mortos de guerra. Il ne faut pas les oublier.

Eglise Saint-Gervais de Jonzac - séc XII

Posto a foto da calçada da igreja porque ela me interessa mais que a fachada: tao vendo essas marcas vermelhas no chao? Eh um cemitério que data dos séculos VI e VII, cheio de objetos pessoais dos mortos. As caveirinhas fashion, cheias de anel, brinco, colar, pulseira. Lindas!

Alambique ♥

Eu: o sol cegando e a grama espetando a bunda, mas ainda assim, florida

E pra confirmar que tudo é Historia, eis aih a famosa escadaria que faz a ligaçao entre a cidade alta e a baixa de Pons, construida em 1665, com seus 124 degraus (nao, eu nao contei). Ah, na foto: as duas mulheres mais importantes da vida de Camilo. Cof. 

 Pai de Camilo, fantasiado de Trotsky, e Camiloulou

 Paisagem biita I

 Paisagem biita II

 Paisagem biita III

E rosas que, à essa altura, nao existem mais

Fomos também à Talmont, uma vila tao charmosa quanto minuscula. O defeito dela: lotada de turistas (afinal, os unicos turistas aceitaveis somos nohs).

Proibido se abaixar

Église Sainte-Radegonde de Talmont (séc XII)

Foi aih que eu descobri que eu curto muito visitar (igrejas? nao.) cemitérios. E nao precisa ser naipe Père Lachaise. Qualquer cemitério beira de estrada me deixa muito pensativa, eu gosto de calcular o tempo de vida de cada pessoa e imaginar o rosto dela, o que ela fazia, do que ela morreu, de quem gostava. Fico tentando avaliar, pela quantidade de arranjos de flores nas sepulturas, o quanto ela foi amada ou se ainda é lembrada. 

Suzanne, te ponho aqui, caso te esqueçam





E alguém que foi lembrar alguém

Mas nenhum cemitério conseguiu ser mais sombrio que a praia que fomos no dia seguinte à visita à Talmont. Taih minha cara de entusiasmo que nao me deixa mentir: 

A mae de Camilo, coitada, cheia de boa vontade, sugeriu que fossemos ver o mar. Beleza, broder. Fazia um sol lindo em Jonzac e praia ficava a uns 40min de carro. Coloquei protetor solar, enfiei os oculos escuros na bolsa e percebi que, à medida em que nos aproximavamos do mar, o sol ia desaparecendo e, à medida em que o sol ia desaparecendo, eu ia junto. Enquanto as pessoas fazem topless nas praias do sul, nas praias do oeste elas vestem casacos. Mas nada de pânico, Luciana, você trouxe seu livro, você ainda pode ser feliz nesse lugar, pensei. 

Pensei errado. 

Um bilhao de quilos de areia fina se acumularam na minha iris. As crianças, visivelmente grandes dependentes de Biotônico Fontoura, estavam loucas do cu correndo pra cima e pra baixo e pareciam ser as unicas a se divertir - é interessante como um monte de areia molhada pode causar tanta fascinaçao numa criança. Porque todo o resto da populaçao tava jogado na areia, pareciam umas tapiocas. Vento frio. Eu olhava pro mar e tinha vontade de chorar. Sogra cogitou ainda a possibilidade de um banho de mar: "vou verificar se a agua ta quentinha". Taih um exemplo de mulher otimista. Ela voltou e disse "é. A agua ta quente, mas ta cheia CHEIA de agua-viva". Pff. Fomos embora antes que o tsunami viesse. 

(Jaca Paladium mode on) Agora, preparem-se para ler a dramatica historia da jovem que quase foi morta por um espinhento pé de amora.

La estava eu, contente e feliz passeando pela floresta, quando me deparei com um pé de amora. Pensei: vou pegar somente algumas para o caminho, nao vai fazer falta

Nao vai fazer falta o caralho. Toma! - disse a Mae Natureza. 

De repente, deu um vento lateral e os ramos espinhentos da amoreira me envolveram em uma teia mortal. 

Quanto mais eu me debatia, mais presa eu ficava. Eu ja estava dando meus ultimos suspiros quando, de repente, consegui me livrar da armadilha maligna de Gaya. 

 Felizmente, sobrevivi e hoje posso usar meu testemunho para salvar outras pessoas. 


Fim.

Talvez

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