sexta-feira, 5 de abril de 2019

O ronco da cueca


O tamanho do post é inversamente proporcional à quantidade de novidades contidas nele. Inclusive, espero que seja um post pequeno senão esta introdução não fará sentido. 

Eu tou devendo post pra caraleo. Eu tenho tanta coisa pra falar! Mas eu tenho uma ótima justificativa pra impossibilidade de fazê-lo agora e, ao mesmo tempo, uma promessa bem bonita de algo que é melhor que post. 

Hein?

Não posso mais postar atualmente porque não tenho mais acesso à computadores. "Escreve pelo celul..." Odeio. Cada letra aqui foi digitada pela ajuda do meu único e  positivo polegar direito, avaliem minha destreza em digitação celulárica. Vamos explicar longamente, oi, sou geminiana,  esse problema de teclado (e lá vai a introdução do post foi por água abaixo).

Em 2018, Gaspar e eu decidimos muita coisa pras nossas vidas. Uma delas foi casar. Casar um com o outro, que fique bem claro. Depois, deixamos nossos empregos e nossas casas para viajar pela América Latina. Começamos a nossa viagem por um país governado por fascistas, o meu. Para isso, Gaspar tomou aulas de português com uma professora e foi totalmente auxiliado por um material didático de alta qualidade. 
A professora: eu mesma.
O material: este blog.
Ele lia alguns posts em voz alta. Enquanto eu corrigia a sua pronúncia, ele se enriquecia com o vasto vocabulário disponível neste diário virtual. 

Essas vantagens, somadas à disposição de Gaspar, deram seus frutos. Gasparito já entende tudo em português e fala aprumado. Os pirata fica até corado com os palavrão que ele sabe falar. Ele ainda se confunde numas coisas, mas são erros lindos. Queijo de coalho é queijo de coelho. Umbigo é umbilico. Careta é careca, cuíca é cueca. "Tá ouvindo a cueca dessa música?" Graças a deus, eu não estava. Na Bahia, ele perguntou "o que é mesmo que a gente vai comer? Moleque?" Era moqueca. Corrigi desesperada já que comer moleque às vezes dá cadeia. Ele já se confundiu e chamou Alceu Valença de Seu Valentino. Mas o melhor é quando ele fala de repente um VIXI MARIA!, numa mistura de homenagem e tiração de onda comigo. 

Mas enfim, divago. O caso é que, ao reler meu blog durante as sessões com G, eu acabei relembrando fatos da minha vida que ficariam perdidos pra sempre no passado caso eu não houvesse esse espaço. O que seria de mim se eu esquecesse que, em 2010, um mexicano praticamente desconhecido vomitou no meu guarda-roupa, no meu tapete e ainda  esvaziou meu perfume preferido pra mascarar o cheiro? E tudo isso sem eu nunca ter dado permissão de dormir no meu quarto? Gente, é muita riqueza de informação isso aqui. 

Ao mesmo tempo, já está mais do que ridículo manter um blog com um post anual. E, como eu gosto de escrever e de registrar e de divagar devagar, e de trocadilhos e como eu não quero ter filhx, nem plantar árvore, vou escrever um livro, que é melhor que post. 

Não vou abandonar esse espaço (nunca). Comprei um caderno pra anotar minhas aventuras e registrar tudo pro futuro. Um futuro que vai passar por aqui pra fazer companhia ao passado já presente. 

Aguardem e confiem. 

Talvez

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