sexta-feira, 22 de maio de 2009

De queixo caído

Sim, finalmente! O post do reencontro!

Lembro que quando faltava 62 dias pro meu reencontro com Camilo, eu o escrevi eufórica por conta disso. Meu deus, 62 dias! Era fantástico! De repente, me dei conta de que somente duas horas nos separavam.

Desci do avião com um sorriso, peguei as malas na esteira com dois sorrisos e, quando estava saindo da sala pra ver o menino que mudou o rumo da minha vida, fui parada por um policial idiota e francês. Ele falou qualquer coisa e eu, sem entendimento e educação, disse "quoi?!" quando a polidez exigia um refinado "pardon?" Mas a essa altura alguém acha que eu me importei com isso? Falei num inglês primitivo que iria morar na França com o senhor meu marido e fui liberada. A frase me deixou pensativa.

Voltei a sorrir e sai de lá. A surpresa grande foi ter que esperar trinta minutos pelo namorado atrasado. Mas quando o vi chegar... Rá! Quando eu o vi chegar... Hahahahahahahaha! Titititititi! Laaaaaaaaaaaa laaaaaalaaaaaaaaa! Viva o mundo!

A gente se abraçou, se beijou, se cheirou, se lambeu, se cheirou mais (reconhecimento, né, galera) e foi embora. Chegamos em casa na seguinte situação: três meses e meio sem nos vermos, cama grande e apartamento vazio. Então, como esse não é (ainda) um blog pornô e meus amigos são muito imaginativos, eu pulo a cena seguinte.

Combinamos depois de ir ao cinema ver um filme de Almodovar com Penelope Cruz. Almodovar, meu filho, existe outras atrizes no mundo, eu juro. Não curto muito Penelope Cruz, ela tem cara de fuinha, mas como francês não é meu forte, a opção era um filme em espanhol.

O dia ainda estava claro e a sessão era às 22h. Quando Camilo disse que faltava duas horas pro filme começar, deu um tilt em mim. Piorou quando ele disse que eram 20h. "Como assim oito?! Claro assim?!" Sim, claro assim. Uma coisa é saber que nessa época os dias são mais longos na Europa. Outra coisa é viver esse dia longo.

Eu saí toda contente e feliz de casa e a noite só chegou perto das 22h. Até essa hora, ficamos bebendo na beira do rio. Centenas de pessoas faziam o mesmo. E as figuras ilustres foram se proliferando. Chegou um grupo de meninos nos chamando pra uma festa. Depois chegou um cara, pegou a bicicleta de Camilo e fez um movimento como se fosse roubá-la, depois deixou a bicicleta, sorriu e saiu. "Oxe, que doideira, tu conhece esse cara?" Não, Camilo não o conhecia. Brincadeira muito saudável pra se fazer com um estranho, fingir que vai roubar sua bicicleta.

Bebemos uma garrafa de cerveja e outra de vinho. Foi então que percebi que eu preferia beber a ir ao cinema. Na verdade, eu sei que eu prefiro beber a fazer muita coisa, mas é que aquele momento estava sendo muito legal. A gente estava conversando tranquilamente na grama, levemente bêbados e eu estava "abobalhada" percebendo o quanto amo esse menino. Eu sei que a excitação do reencontro deixa a pessoa idiota, mas naquele momento eu tava TÃO FELIZ vendo Camilo falar sobre as coisas da vida dele! E não queria trocar aquele momento por nada, só para comprar outra garrafa de vinho.

Uma hora depois eu já estava bêbada o suficiente para fazer xixi tranquilamente perto da multidão, dividindo o espaço com outros bêbados (um muro). Nessa hora decidimos voltar pra casa. E foi nessa hora que aconteceu.

Camilo foi na sua bicicleta na frente e eu segui atrás. Em certo momento, eu o ultrapassei e comecei a pedalar muito rápido. Tão sentindo onde isso vai parar, não é? Luci bêbada e uma bicicleta em mãos. Pedalei mais rápido e fiquei chamando ele de cagão. Ele pedindo pra eu ter cuidado e eu levantando as pernas e deslizando pela pista.

O resultado foi o esperado: levei uma queda e caí de cara no chão. A queda foi tão foda que eu ralei até o pescoço. Eu ralei o pescoço, a cara, os dois ombros, mão, joelho... Eu achei que meu queixo tivesse descolado tamanha a dor que senti quando ainda estava no chão. Camilo acudiu. Na hora, ele não descreveu como estava meu rosto, só quando eu cheguei em casa foi que vi o tamanho da merda. Ele me deu um banho e eu só fazia choramingar. Bem feito. "Cagão, cagão".

No dia seguinte, ele foi na padaria e me mimou com uns pães fuderosíssimos. Foi difícil mastigar, o queixo estava doendo muito. Depois fui tomar banho e, quando me vi no espelho, fiquei horrorizada. O negócio estava horrível, meu queixo tem o dobro do tamanho e as feridas pelo corpo estão em carne viva. As fotos estão aí, mas não são fiéis à realidade.

Camilo tem me chamado carinhosamente de "monstrinho".

Um comentário:

Juliana Peçanha disse...

hauhauhauahuaha

monstrinha. =*

Talvez

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