sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Meu quartinho

Não sei, talvez vocês não entendam. Pode ser um pouco complicado. Mas eu, por exemplo, me impressionei quando Camilo perguntou qual era o Beatle que havia morrido. Ou sera que ele apontou pra John e perguntou quem era esse? Enfim... Eu sei que eu sou uma pessoa extremamente dramatica e tudo que eu descrevo é pessimo ou otimo, é maravilhoso ou é terrivel. E, ou eu choro, ou eu tou rindo abestalhadamente. Mas eu não poderia descrever minha relação com os Beatles de maneira branda. Eu tou à anos-luz de ser uma super fã dos Beatles. Anos-luz. Mas o problema é que eu sou completamente apaixonada por eles. Completamente.

Faz somente uma década que comecei a emprestar meus ouvidos a eles e, até hoje, apesar do esforço, nunca encontrei um album como a força hipnotizadora do Abbey Road. Centenas de vezes ouvindo e centenas de vezes enlouquecendo. A verdade é que ha muito tempo eles despertam minha curiosidade. Quando eu era bem guria, ia na despensa de casa pra revirar os baus velhos dos meus pais e meu pai tinha um album de figurinha (dos anos 70) de temas variados e, em meio à dinossauros, jogadores de futebol e comidas tipicas do Brasil, havia uma pagina dedicada aos Beatles. Faltava John Lennon. A coisa se desenrolou nos anos seguidos, de tal modo, que me flagrei varias vezes chorando ridiculamente depois de examinar uma sequência de fotos dos Beatles, desconsolada por ter nascido tarde e longe demais.

Seja como for, foi depositado no meu colo a oportunidade de ver 1/4 do meu sonho. A possibilidade era real: Paul Mccartney iria tocar no dia 10 de dezembro, as 20h, na capital francesa. Tudo que eu precisaria fazer era estar as 10h do dia 06 de novembro na frente do computador com um cartão de crédito na mão. O meu medo de não conseguir comprar o ingresso era real: eu sabia que Paul Mccartney estava no Guinness pela vendagem de ingressos mais rapida, mas não sabia que o recorde era esse. E meu medo se mostrou razoavel quando eu soube que os ingressos se esgotaram antes das 11h. Bom, recorde é com ele mesmo.

Camilo tentou me manter calma durante os dias que antecederam a venda e foi bastante firme quando disse "você vai pra esse show, tenha calma". Isso evitou que eu tivesse um derrame. Mas la estah de novo minha negatividade preocupada com o horario do trem pra Paris (a gente parte de Lyon três horas antes do show), com medo das greves doidas que acontecem aqui nos transportes. Com medo de uma queda de bicicleta, de uma ida ao hospital, com medo de mau olhado, com medo de que o homem, nos seus 67 anos, morra. Com medo. Com medo, mas ABSURDAMENTE FELIZ!

*agradecimentos especiais à Aline (que também vai ao show, uh ruh!) que foi quem me avisou do show e suportou meus emails aflitos. E ao meu amado, salve salve, que foi quem comprou os ingressos. Ele confessou que suou nao na frente do computador. "Se eu perder esses ingressos, Luci me mata". Matava. Agora Luci é soh beijinho e ansiedade. De qualquer forma, obrigada!

5 comentários:

::: Luís Venceslau disse...

Esse assunto tb é meio delicado pra mim. Uma coisa é falar de bandas q eu gosto, de músicas e tal.. Outra coisa é falar deles. Não se trata apenas de 4 caras q venderam muitos discos. Essa é uma definição vulgar demais pra algo q tem o impacto sobre o modo como pessoas vivem e sentem o mundo. E eu estou entre elas.

Bono uma vez falou numa premiação: "Pra falar do Paul, eu me sinto um padre tendo q falar do próprio São Pedro". E eu vou além. Clapton q me desculpe, mas Paul q é Deus.

Neide disse...

Oi Luci!
Nossa eu amo os quatro! e o Paul então! afinal cresci ouvindo seus discos.

Mariana disse...

Bom show Luci!!! Aproveita!!!

(mas o Eric Clapton também é fooda, não so gravou com os Beatles, como roubou a mulher do George Harrison!!!)

Aline Mariane disse...

Essa coisa de fa é mesmo uma loucura, né?! Eu também nao consigo explicar a minha paixao. Ainda me arrepio com Abbey Road, com as imagens do Anthology, com as historias de cada um, fui a pessoa mais feliz do mundo em Liverpool e agora com o show, ah, so outra fa pra entender o que estou sentindo!

disse...

Oi Luci! Coincidentemente eu tb tinha ido no seu blog pelo mesmo caminho, horas antes de vc comentar la' no meu blog... que engraçado! Alias, acho que eramos milhares em frente ao computador as 10h do dia 6/11 com o cartao de credito na mao. Meu coracao até batia mais forte na hora que eu estava comprando os ingressos... como disse a Aline, so' mesmo quem é fã de verdade para entender, né?

Beijos!

Talvez

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