sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Dignamente de quatro

Na ultima segunda-feira, Camilo me increveu no site do Pole Emploi, uma agência de emprego. Penso que ela é ligada ao Governo francês, porque quando fui dar continuidade ao processo do visto, na ultima quarta-feira, a moça de la disse que teriamos, se precissassemos, aulas de francês, consulta com uma assistente social E um cadastro no Pole Emploi, praqueles que estao à procura de alguma ocupação. Como eu.

Conheci o tradutor de lingua portuguesa da Agência de Imigração. Um pernambucano super legal, Flavio. Ele tah aqui na França desde 2005 e falou um pouco sobre os empregos que teve. Disse que era super dificil arrumar trabalho aqui, que ele ja havia mandado curriculo pra todos os lugares (de Carrefour à escola primaria). A minha sorte é que, ao contrario desse coitado, eu não preciso fazer faxina pra sobreviver. Camilo foi contratado essa semana pela empresa na qual ele estagiava e, apesar da nossa atual crise econômica, as coisas vão se normalizar com o tempo. Quero trabalhar pra ter dignidade, ainda que esse trabalho signifique limpar privada alheia. Deixar de depender do meu pai pra depender do meu marido não é lah o sonho da minha vida.

Infelizmente, eu não posso trabalhar com aquilo que quero e, por não saber falar francês, tenho que me limitar a esses trabalhos braçais pontuais. A medida em que meu francês for evoluindo, envoluirah também a qualidade dos meus empregos. Ou assim espero. De qualquer forma, falando francês ou não, la fomos eu e Camilo, hoje de manhã, pra agência do Pole Emploi pro cadastro pessoal.

No site, a informação é a de que, apos o cadastro via internet, o interessado deve ir à agência até cinco dias apos o cadastro on-line. Mas na verdade, segunda a moça da empresa, devemos esperar um email do Pole Emploi com a hora e a data marcada pra uma entrevista pessoal. Por isso, voltamos pra casa sem nada.

Ja em casa, quando abri a caixa de email, li uma mensagem de uma das meninas que vai morar comigo na proxima casa, Audrey. Ela disse que fez esses trabalhos de limpeza ano passado e que tinha alguns contatos. Perguntou, na ocasião em que conversavamos, se poderia repassar meu email a alguem que estivesse à procura de uma faxineira. "Tudo bem". Então, qual foi minha surpresa ao ler hoje uma mensagem de uma menina que perguntava se eu poderia fazer uma faxina no apartamento dela. Seria coisa de 3h por semana, pagando oito euros por hora. Mais do que a empresa de Camilo paga. Otimo! Vou responder que sim. Mas agora, hora de estudar francês.

8 comentários:

Helena disse...

Eu também tenho um francesinho lá em casa, mas moramos no Brasil. A ideia de ir morar na França (já morei lá um ano, mas estudando) é não conseguir nunca um emprego na minha área...
Acabei de conhecer o blog e estou gostando :)
Beijos e boa sorte aí!

NEIDE disse...

Ola Luci, vc esta sempre presente no blog da Amanda, e eu tb! rsrsr, curiosa como eu sou, resolvi entrar no seu! gostei!!! amiga estou tb nessa luta continuar estudando o francês e procurar trabalho!!! a vida inteira ,e sustentei e maintenant, meu marido é quem o faz!! quero trabalhar!!!! beijos
Neide Clément

Aline Mariane disse...

Ai, sei bem como se sente (ou talvez imagino que seja a mesma coisa, porque saber mesmo nem eu sei de nada!)...
Daqui uns dias estou de volta à França, desempregada, dependente das economias (?!) e do namorado. E estudando francês, sempre!!
De quatro, mas digna!! (titulo otimo, pra variar!)

Não, não tenho blog disse...

"Dignamente de quatro" foi muuuuito bom... hilário!!
Um beijo,
Mariana

Bel Butcher disse...

Acho que vou roubar esse título. Em algum momento ele me servirá. De repente não exatamente para o título geral do mémoire, mas poderá ser útil nos títulos dos capítulos.
Ah, respondi sobre o assunto do mestrado lá no blog. Não se assuste, ok?

::: Luís Venceslau disse...

Mais uma vez, comentário nada a ver com o post: as versões remasterizadas dos discos dos Beatles já vazaram, logicamente tô pegando td. Se joga:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=42410&tid=5329288063328824547&na=2&nst=188

Caralho. Ouvir td isso, com o som cristalino, vívido, como se tivesse sido gravado hoje.. Prepara a caixa de lenços. Tu nunca ouviu eles assim.

Luci disse...

helena: é, parece que trabalhar no estrangeiro com o que se que não é bem a sorte de todo mundo. boa sorte MESMO, porque vejo que as coisas aqui não dependem soh de esforço proprio.

neide: opa, pois somos duas curiosas. e pela curiosidade (acho que foi isso), descobri o blog da amanda. fantastico!

bel: eu vi hehehe obrigada!

luluis: guruuuuuuuuu!

Beth Blue disse...

Trabalhar no estrangeiro não é mesmo fácil, eu que o diga. É preciso persistência e determinação. E muita fé de que as coisas irão melhorar.

Eu moro há 16 anos na Holanda, trabalhei como tradutora freelance mais de 10 anos. Aí as traduções migraram pro Brasil, eu me divorciei e a coisa ficou preta.

Estou há dois anos recebendo salário-desemprego do governo holandês e muito a fim de trabalhar. Meu problema nem é a língua (falo holandês fluente) e sim a idade...completo 45 anos em dezembro.

Mas a gente não pode desistir né? Melhores dias virão.

Talvez

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