sábado, 16 de outubro de 2010

Valeu, Zoller. Batchi!

Quando Camilo fez o (feliz) intercâmbio dele na UFPB, ele disse que tinha um professor que havia feito sei-la-o-que na França e que adorava se dirigir a Camilo em sala de aula cada vez que falava sobre o pais. Camilo chamava ele de "professor-babao". Pois, atualmente, eu tenho um professor babao. Juro que, a cada aula (que dura 4h por semana), M. Zoller, fala do Brasil pelo menos umas duas vezes. Ja falou dos morros cariocas, dos Bandeirantes, do carnaval, de Olinda, do futebol, de Santos, de Braudel e a USP e etc etc. Na semana passada, ele me perguntou quantos estados o Brasil possuia. E, trinta segundos depois, falou sobre a lauhncheuntt (aparentemente, um lugar que existia no Brasil). Meio Didi Mocoh, eu perguntei cuma?, e ele repetiu a palavra. 

- Isso te diz alguma coisa?
- Ah, sim, claro, "lanchonete".

"No Brasil, existe essa especie de restaurante onde se vende petiscos pas très cher, onde as pessoas, ao final de cinco minutos, trocam três ou quatro cartoes de visita com alguém que eles nunca viram na vida. Aqui na França, as pessoas no metrô olham através de você. Você é transparente".

Lavei-minha-alma.

Tive vontade de subir em cima da carteira e gritar "EU ENTENDO". Mas nao acho que seria um ato inteligente. Mas, oh, saiu um "bah, ouais!" que fez com que, pelo menos a menina do lado, soubesse que lah, do outro lado, as pessoas costumam ser humanas. Ainda que demasiadamente humanas. Irresponsavelmente humanas. Profundamente. 

11 comentários:

Carla Antunes disse...

Muito bom teu post! Aproveita essa babação então né!? Isso deve no mínimo ser muito bom pra ti! :P

Obs: Muito curiosa a "lauhncheuntt" da foto, e realmente... as pessoas do lado de cá: "demasiadamente humanas. Irresponsavelmente humanas. Profundamente."
Tava um tempinho sem passar por aqui, mas é sempre muito bom quando passo, adoro como eu posso visualizar as situações perfeitamente tendo tuas narrações como base! Até a próxima! :D

Glória Maria Vieira disse...

Chefa, pexada! UAHSUAHSUAHSUHAUHSUAHSUHAUHSUHAUS

Fale não que todos os meus professores do ensino médio quando falavam em sertão, olhavam e perguntavam coisas a Lampioa aqui!:D kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Adorava essa associação que eles sempre faziam. Já que amo ser sertaneja de corpo, já que fui criada lá, e alma já que me sinto bem e amo estar lá. #hihi

Borboletas nos Olhos disse...

Eu passei em branco pelo ensino médio e quase quase sombra na graduação. Mas no mestrado, já era o anonimato, era A psicóloga, A esquerdista, A rebelde, A sei lá o quê. Às vezes era bom. Quase sempre, um saco. Diferente dos seus posts que são sempre bons (a puxada de saco valeu?). Bjs

Mariana disse...

veja so o as peças que a memoria prega na gente! o cara gravou a peculiariadade das lanchonetes...hahahha...
eu sempre encontro professores que ja foram para o Brasil também. Conheci um que tinha viajado pela terrinha bem mais que eu..; e claro falava "um pouquino de porrrtuguech"...
"obrrrigado" - "bomm diAAA" são os campeões.. mas de vez em quando rola um "cachchaaçaaaa"... hahahha é de se matar de rir (por dentro, claro!)..

ps: valeu pelos dedos cruzados! bjus mil e se der tudo certo e a greve deixar, ja vou pra Lyon semana que vem ter aula...yeah!

Palavras Vagabundas disse...

Semprre passo por aqui e nunca deixo um recado. hoje resolvei deixar, sou paraibana de Campina Grande mas moro fora do estado há mais de 40 anos, apesar de ter família ainda por lá. Adoro seus textos! Coninue assim, quando não se perde o senso critico tudo fica mais fácil,no mínimo mais divertido.
abs
Jussara

Nira disse...

esquenta não. tá dando pra levar, eu acho....

Caso me esqueçam disse...

carla: ruim nao deve ser. espero que ele lembre do quanto os brasileiros sao legais quando estiver corrigindo minhas provas... e obrigada pela visita/comentario!

gloria: pois eh, frances que quiser aprender portugues comigo soh vai poder morar no nordeste hehehe em outro canto meu vocabulario nao sera compreendido hihi

brabuleta: jamais serei alguem que fala em sala de aula. tentei ate uma vez na turma de ingles, mas as tres pessoas que estavam na minha frente se viraram pra ver a brasileira falar. fiquei timida :P (e valeu pela "puxada de saco". tenho precisado de atençao nesses dias de crise hahahahaha. volto ao normal depois, eu juro) =*

mari: rah! ja?! pois me deixe a par das decisoes do seu querido (futuro) professor, beleza? ;)

palavras vagabundas: eba! conterranea! adoro quando voces aparecem por aqui! seja bem-vinda e fique a vontade pra comentar por aqui :)

nira: claro! existem problemas maiores que os meus. vide seus ultimos posts :(

Guilherme Augusto Codignolle Souza disse...

Eu tbm sofro um pouco com isso apesar de nunca ter saido do Brasil. Moro atualmente no Rs mas nasci em MG e ja morei em SP. E isso parece mais do que assunto suficiente. :S

Gostei daqui. Estarei seguindo para acompanhar os seus dramas. :D

Eu também tenho um blog, quando puder passa la e me segue também se gostar do que encontrar:

http://codignolle.blogspot.com

Meu Twitter (Se você tiver):

http://twitter.com/guicodignolle

o/

so sad disse...

quando estive em ares estrangeiros gostava do anonimato, tão bom !

espero mesmo que ele lembre de " como brasileiro é bonzinho" quando te avaliar!
bjo

Neide disse...

Pois é Luci tenho lido tua saga na universidade!!! menina vc é muito corajosa!!! imagino a tua angustia as vezes sem entender o francês! mas aproveita ai a babação do professor! é bom, assim tb os franceses ficam conhecendo um pouquinho do nosso Brasil!
Beijos e boa sorte!!!

S. disse...

só para constar. minha fervorosa oração consiste em tomar todas enquanto mando boas energias. com sente super bacana. espero que camilo deixe vc participar de um encontro de nossa "igreja" qd estiver na terrinha.
rsrsrsrr.
beijinhos

Talvez

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