sábado, 8 de outubro de 2011

Katia me entenderia


Esse post deve ser lido ao som da marcante Nao esta sendo facil, by Katia Cega. Solta, DJ!

Luci, uma pessoa zen. Zen paciência 

Quando comecei a trabalhar como babah, eu me ocupava de um bebê de um aninho, super gentil e simpatico. Alguns meses depois, a sua irmazinha nasceu e, como era de se esperar, o menino começou a ter umas crises de ciume que estao transformando a vida de toda a familia, sobretudo a vida da sua pobre babah. 

Todo dia ao amanhecer 
Quanto mais tento te esquecer 
Mais me lembro 
Não tem jeito...

Ha uns meses, virei a babah exclusiva da pequena ja que o guri estava na creche em tempo integral. Isso durou pouco tempo: os pais o tiraram da creche nos dias em que trabalho, afinal, nao fazia sentido pagar creche quando se tem uma babah em casa. Mas... WHY, GOD, WHY? Minha vida nunca mais foi a mesma.

Desde quando eu te conheci 
Nunca mais te tirei daqui 
Do meu peito
De que jeito...

A atividade preferida do menino é tomar o brinquedo que a irma tem na mao. Nao interessa se é um ursinho desinteressante, um pedaço de trapo ou uma tampa de caneta. O que interessa é ter o objeto pra si e, pra isso, ele se utiliza dos mais diversos artificios pra chegar ao seu objetivo: monta em cima da menina, puxa o cabelo, chuta, enforca, pisa e empurra. De vez em quando, ele cospe na cabeça dela. Eu sou uma pessoa paciente. Tudo que Buda sabe fui eu que ensinei. Entao, quando escuto a menina berrar, vou flutuando até a sala e aparto a briga calmamente. Quando escuto a menina chorar, vou feito um trem-bala até sala pra salva-la do irmao que, a essa altura, ja arremessou o brinquedo tomado do outro lado do cômodo. Esse processo se repete a cada 3 minutos e meio. Mas vamos pro refrao!

Não está sendo faaaácil
Não está sendo faaaácilllll
Não está sendo fácil viver assim
Você está grudado em miiiiiim

Quando ele nao age capetamente, ele se comporta no modo carência. Ele fala choramingando, pede pra ir pro braço, chora por tudo, grita e faz todo tipo de coisa pra chamar a atençao. Tenho que ser ninja e saber reagir a isso de uma forma na qual ele nao se sinta ignorado (e nao precise fazer analise aos 18 anos durante 50 anos), mas tampouco devo dar grande atençao a ele pra que ele nao repita esses comportamentos cada vez que quiser atençao. 

Geralmente, eu me agacho, tento fazer com que ele olhe nos meus olhos e explico porque ele nao pode matar a irma. Enquanto a conversa rola, ele ja esta tentando alcançar o brinquedo que ela tem na mao. Quando a situaçao se torna extrema, eu pergunto se ele quer ir pro quarto ficar de castigo. Ele avalia a situaçao e responde negativamente. 

Detalhe: fui jantar na casa da Mari e encontrei a filha dela sentada numa almofada na sala, de castigo. Perguntei quantos minutos ela deixava a menina la e ela disse que se deve calcular o tempo do castigo de acordo com a idade do delinquente: se a criança tem um ano, deixa um minuto, se ela tem dois, deixa-se dois minutos e assim por diante. Digamos que eu o castigo como se ele tivesse 20 anos. Sou legal?

Quando tento me divertir 
Nos lugares que eu quero ir 
Você sempre está
De algum jeito estaaaá...

Ha umas semanas, a mae precisou trabalhar em casa e tivemos a oportunidade de discutir sobre o comportamento do guri. Comentei que, na França, os pais dialogam bastante com os filhos, mesmo se eles tem alguns meses de vida, e que, no Brasil, os conflitos geralmente, quando nao sao resolvidos à base do chinelo, sao resolvidos por um "porque eu tou mandando" ou por um "porque sim" impaciente. 

- Chinelo?
- Eh. Os pais batem nos filhos assim. 
- :O
- Eles podem usar as maos, mas geralmente é com a sandalia.
- :OO
- Ou de cinto.
- :OOO

Eu ia dizer que meus primos ja apanharam de flanela molhada e corda, mas tive medo de provocar um enfarto nela. A mulher ja estava suficientemente chocada. Contei alguns causos da minha infância e a conversa foi longa. Falei que meu irmao caçula apanhou bastante por ter sido o mais desobediente e ela quis saber quais as consequências disso. "Sessoes no psicologo aos dez anos". Pra mim, uma baixa auto-estima violenta que desencadeou uma ansiedade e um complexo de inferioridade que acordam e dormem comigo todo dia. 

Falei que, pior que ter apanhado, foi ter sido minada por um pai que nunca perdeu uma oportunidade de gritar e humilhar os filhos (a esposa, o cachorro...), tendo sido ele proprio também vitima de um pai pouco cuidadoso com a educaçao dos seus. Diante de tao infeliz desabafo, pobrezinha de mim, a mae disse que sentia muito por isso, mas que eram esses traumas que me transformaram em quem eu sou hoje e que ela nao sabia o que faria sem mim. Minha gente, eu fiquei tao emocionada! Ela ainda disse, entre outras coisas muito legais, que eu era uma pessoa equilibrada. Eu, equilibrada.

Eu ri.

Elogios assim entram por um ouvido e saem pelo outro, mas eu gostei de escuta-la, tentei nao ignorar o que ela disse, nao assim. No dia seguinte, cheguei pra trabalhar e encontrei um envelope em cima da mesa com meu nome escrito. Abri e encontrei três coisas. Um bilhete: 


Luciana, nohs gostariamos de te agradecer pela tua gentileza e por todo cuidado que tu nos dah! Obrigado também por ser paciente com a gente, mesmo se nao somos sempre gentis! Obrigado por tua disponibilidade. Nohs temos muita sorte de te ter pra cuidar da gente! Muitos beijos! (e os nomes censurados dos dois guris no canto). 

Havia ainda três fotos lindas em preto e branco dos guris. Eu comecei logo a chorar. Depois, chorei ainda mais quando vi a terceira coisa: duas notas de 50 euros. Minha gente, muita emoçao. Se eu soubesse que ela ia tentar compensar meus traumas de infância assim, eu teria dito que apanhava de cabo de aço. 

Eu te encontro em qualquer canção 
Você vive em meu coração 
E eu aceito
Não tem jeito...

Eu nao sei onde vamos parar. O guri ta a cada dia mais carente e eu tou cada vez mais tensa com o comportamento dele, me questionando fortemente a cada decisao tomada, morrendo de medo de deixar que ele se transforme em uma Luci cagona.

Não está sendo fácil 
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim...
Você está grudado em mim



23 comentários:

Glória Maria Vieira disse...

AI QUE FOOOOOOOOOOOOFA A MAMUSCA DOS GURIS! *-* Um beijo doce pra ela e um abraço de urso pra você.
Vem, cá! Por que esse negativismo todo em relação a você? Essa pessoa extremamente maravilhosa, ein? Eu entendo seu lado e o porquê disso. Eu já passei por coisas bem parecidas, senão, iguais. Você sabe.
Mas quando acordar, não lembre apenas do que não gosta em você, por ex. Lembre depois do que gosta e de quem gosta e do quanto nós gostamos de você.

Enqnt ao Guri, o cantinho da disciplina será que, a longo prazo, não resolverá?

Amanda disse...

Acho que não importa como somos educados, sempre vamos culpar nossos pais por parte dos nossos problemas adultos.

Agora, que saco esses dois juntos, heim? Mesmo no parquinho ele persegue ela? :/

outravida disse...

Ri demais com o comentário do cabo de aço.
Pô, Luciana, essa guria é a psicóloga perfeita, héin?! Ao invés de cobrar pela sessão desabafo, paga. Sabia que a França era avançada em diversos pontos, mas não tanto.
:p

Ana disse...

Hahahah! pq q tu nao brinca de luta com esse menino? Eu fui au pair de dois capetinhas (1,5 e 3 anos) e eles se comportavam tais quais esse dai. Ai um dia, eu fiz espadas de papel jornal e passávamos horas bringando de lutar, o moleque mais velho gastava as energias dele tentando me matar e deixava o outro. Mas logo que eles se cansavam disso, eu botava musica eletronica no maior volume e falava " tu eh o dj", e a gente dancava ate a mae chegar e acabar com a festa.
Bjo

monique disse...

eu tava pensando... uma coisa que poderia resolver, mas que era pra ter sido preparada qdo a guria ainda nem tivesse nascido (talvez possa tentar agora, pelo menos). é tornar a idéia de ele ser mais velho e responsável atraente, saca? demandar algumas responsabilidades pra ele e recompensá-lo por isso (elogiar, dizer que já tá um rapazinho, abraçar, essas coisas). se tornar meio que cúmplice dele, e ele começar a perceber que é bom crescer, e que ele pode fazer coisas que a irmã, por ser pequena, não pode. até em relação a proteger a irmã mesmo. pelo menos foi isso que meus pais fizeram com maíra e deu certo.

=D

disse...

Numa semana a mãe diz para os filhos nao serem iguais a vc e na outra ela te deixa um bilhete fofo assim! Esses franceses nos surpreendem, nao?

Menina, tô passando por uma fase parecida com o Rafael e pior de tudo é que o irmao/irma ainda nao nasceu! Tudo é "não", tudo é motivo de crise, de se jogar no chao, espernear, logo ele que sempre foi um menino bonzinho. So' sei que tô frita. Quero nem ver.

Olha que sou super paciente, mas nessa semana tô no limite da minha paciencia. Adotamos o castigo em casa (dica da Mari!) e tem funcionado. Pelo menos resolve o problema nos momentos de crise extrema.

#oremos para que essa fase passe logo!

Beth disse...

Geeeeente que fofo!!! Eu também fiquei emocionada com o seu desabafo e depois a "recompensa" da mãe! Nhom! :D

Agora isso do guri estapear a irmã, acho que as idéias da Ana e da Monique são otimas! Mas eu tb acho que outra coisa que deveria rolar é uma conversa dos pais - mãe e pai! - com o guri, tipo, saber o que ele sente, porque ele se comporta assim, porque afinal, acho que é insegurança mesmo e são os pais que devem passar esse sentimento de segurança p/ ele. Veja isso, talvez seja um caminho...

E força ai!!! ;)

Mariana disse...

Luci, Luci, Luci, amiga Luci! Oremos! Então, eu tenho uma aqui em casa que age assim sempre que interage com outra criança, principalmente no espaço dela. Prochainement vou escrever um post sobre uma visita que acabamos de receber assim. O comportamento da Sofia foi exatamente o mesmo do guri! Nos inclusive ja consultamos o psicologo da garderie e tudo porque além de ir pra cima a Sofia entra num moto-continuo de excitação e sai de baixo. Depois de ler muito sobre, falar com o psicologo e conversar com as amigas-mães, la vai a lista dos principios (senta e respira fundo!):
1 - não é pessoal. A criança não faz isso porque quer ferir realmente a outra.
2 - como ela não tem autocrontrole, ela age assim para mostrar sua frustração.
3 - castigo funciona mesmo, mas sem muito esporro. Vai pro castigo e era isso. depois a gente conversa sobre o que aconteceu.
4 - privar a criança da interação so piora o problema. A crise deve ser encarada de frente!
5 - todos os comentarios positivos nos momentos de bom comportamento são bem vindos! O guri fez um carinho? emprestou um brinquedo pra irmã? Não deixe passar em branco! vale tudo: bater palma, cantar musiquinha, bravo!, colar estrelinhas numa folha...
6 - rassurez: as crianças agem assim nessa idade (palavras do psy) porque elas pensam que ter é ser. Se vc esta com um livro na mão e esta rindo, ela vai querer o livro também pois também quer rir como vc. Nesse teu caso acho que buraco é mais embaixo: ele quer ser a irmã, quer ser pequeno e ter a atenção que ela tem. Com certeza esta se sentindo ameaçado, esta com medo de que a mãe/pai não o ame mais por causa da chegada da irmã! é preciso deixa-lo seguro, mostrar que ele continua sendo amado. Para não confundir a criança, isso nunca deve ser feito no momento da crise ou conflito mas depois que a calma se reinstalou e a criança vai ser capaz de entender. Repetir, repetir, repetir.
7 - ter muita paciência pois perder a calma so piora as coisas mesmo. A criança se sente ainda mais frustrada por não ser compreendida. Somos todos humanos claro, mas é bom saber! e mais: tudo isso é um processo e so funciona a longo prazo! Não existe milagre nem truque de eficiência imediata!

Mas assim, se a mãe gosta tanto assim de ti é porque percebe que vc tem uma boa influência nas crianças (fora os piercings e tatoos! :°D). Alguma coisa vc esta fazendo certo Luci! Também acho que eles tem sorte de te ter chez eux! Vai com fé: devagar e sempre!!! Oremos!
bjus muié!!!

Clara Gurgel disse...

"Se eu soubesse que ela ia tentar compensar meus traumas de infância assim, eu teria dito que apanhava de cabo de aço." KKKKK (ri baldes!!)

corujinha disse...

Eu ri, mas eu chorei tbm. Que emoção!!!

Eliana disse...

O menino tá passando por uma crise existencial...aliás todas as crianças passam, ainda mais com a chegada do outro bebê. Não tem jeito, é fase mesmo. Sem contar que do 1 até os 3 anos as crianças são extremamente egocêntricas, não querem e não sabem dividir. O castigo é uma penalidade boa pra trabalhar isso nele, desde que explicado claramente o motivo dele ir lá ficar sentado num canto. Não adianta ter papo cabeça porque uma criança não tem capacidade de entender sentimentos abstratos, ainda mais dos outros. Dizer coisas do tipo: "A mamãe fica triste quando vc faz isso" é a mesma coisa que dizer nada para uma criança que não sabe nem o que ela própria sente. Fez coisa errada é penalizar e com o tempo ela vai amadurecendo e sendo capaz de entender "papos cabeça". Ele precisa apenas saber que se bater na irmã, vai sentar num canto e ficar sem poder brincar. Numa próxima ação, ele vai pensar duas vezes. Agora...duas notas de 50 euros hahahaha olha, tá valendo...cada semana vc relata uma memória hahahaha

caso.me.esqueçam disse...

glorita: "abraço de urso"! hihihihihi é, manter a cabeça erguida (principalmente em epoca de tpm) pra pessoas como eu é um trabalho duro e tem que ser feito mesmo cotidianamente…

amanda: esse é o problema, nao sei até onde tenho o direito de culpar meus pais pelos que eles fizeram de errado, afinal eles sao humanos passiveis de erros e, sei la… acho que, no final das contas, a gente pode escolher ser o filho da puta traumatizado ou se esforçar pra ser gente decente, sem mimimi. e, sim, mesmo no parque, se ele ta cansado do escorrego, ele vem pro carrinho e fica pentelhando a menina. é otimo.

outravida: ah, ela mudou TOTALMENTE a vida dele com a sua chegada. coisa absurda! é como eu ja disse num post antigo: a vida dele pode ser dividida entre antes de creuza e depois de creuza!

ana: mas a gente brinca! nao de luta, é verdade, mas parado ele nao fica, posso garantir. a coisa que ele mais gosta de brincar é com o carro dele (um grandao, em que ele sobre em cima) ou em cima do sofa e isso o cansa. de manha, ele passa tres ou quatro horas correndo no parque. acho que eu vou dar uma esteira pra ele e amarra-lo la pra ele correr ate cair sem forças :D

macaca: mas a gente faz isso, pô. antes dela nascer, a gente ja vinha preparando ele pra isso. e ele eh carinhoso com ela as vezes, sabe. ele vive dando beijo nela, abraçando (as vezes ele a sufoca fazendo isso, sem querer hehehe). e eu tou sempre dizendo a ele que ele tem que cuidar dela, que ela eh fragil e tal. as vezes ele entende e brinca bonitinho com ela. mas 90% das vezes nao :/

dé: é que eu agora (apesar de tudo que falo no blog) fico meio receosa de falar das coisas que passo na casa, mas a relacao entre mim e os pais ta cada dia melhor, cada vez mais intensa e firme. eh incrivel como os franceses sao "leais" uma vez que voce os conquista. por isso que nao fiquei nem por um segundo chateada com o que ela disse sobre eu ser um "mal exemplo". ela nao disse isso pra me atingir. posso reclamar do que for, mas nao quero perder esse emprego nem a pau! "Adotamos o castigo em casa (dica da Mari!) e tem funcionado". ah, se o rafael souber que essa ideia veio da mari, vai fazer coco bem no meio da sala dela na proxima visita!

beth: mas a gente conversa! eh como eu disse, os pais dialogam com ele como se ele tivesse 20 anos de idade. e que ninguem pense que ele nao entende. ele entende sim! ele nao responde, nao tem capacidade pra devolver o dialogo, mas ele entende perfeitamente. :)

caso.me.esqueçam disse...

mariana: mari, adorei teu comentario, como sempre, alias! hihihi tava aqui balançando a cabeça positivamente a cada ponto lido.

quando eu castigo ele, nao eh jogando ele no quarto. eu falo que ficar de castigo eh escolha dele: se ele se comportar, ele nao vai precisar ir pro quarto (mas eu soh o coloquei de castigo duas vezes, nao quero banalizar a coisa). mas uma vez que ele precisa, eu mando mesmo, cumpro minha palavra e, uma vez no quarto, digo que ele vai ficar la e que ele deve pensar no que ele fez. depois que tiro, ainda tenho outra conversa perguntando a ele se ele sabe porque foi pra la. as vezes, nos dias seguintes, ele mesmo comenta o castigo! "eu fui pro quarto porque fui desobediente fazendo tal coisa" hehehehe e, claro, nao perco a oportunidade de reconhece-lo quando ele merece. fez coco no penico? "parabens". comeu tudo? "braaavo!". se ele cuida da irma, eu reconheço etc etc. tem que estimular mesmo. tento fazer com que ele veja que ser bebe nao eh la essas coisas, porque o limita à varias atividades. lembro a ele que ele pode brincar a vontade no parque enquanto a irma tem que ficar no carrinho, ou que ele eh grande e pode fazer muitas coisas. nao sei, meu deus. na teoria tudo eh lindo. a gente vai colocar em pratica, acha que ta fazendo tudo o que pode de bom, mas ainda ve muita coisa escapar pelas maos.

clara: pois eh, menina, nao sabia que ia provocar tanta comoçao hehehe

corujinha: ééé… eu tbm tenho vontade de chorar as vezes hohoho

eliana: eu concordo com o que tu dissesse, menos no ponto do "A mamãe fica triste quando vc faz isso". quando ele passa dos limites, eu digo "guri, eu tou muito chateada com o que você fez hoje". ele fica calado, mas depois vem me dar um beijo, por exemplo. interpreto isso como a forma dele de me pedir desculpa e aproveito pra dizer que eu fico feliz quando ele se comporta. quando ele bate na irma e ela chora, eu pergunto a ele se isso o faz feliz e ele as vezes responde que nao. ok, as vezes ele me ignora, mas... hehehehe deu pra ver ja que ele sabe que certas atitudes dele podem magoar as outras pessoas…

Deise Luz disse...

Katia, digo, Luci, um comentário nada a ver com o post: você já leu Persépolis? é que eu tô lendo agora e adorando e a personagem/autora me lembrou você, rsrs. Não sei exatamente o quê: talvez o jeito de escrever, o humor do texto, algo da personalidade, a experiência de morar em outro país... enfim, lembrei de você e resolvi deixar a dica. é um livro muito, muito legal!

beijos, e sorte com o guri!

Renata Lins disse...

E eu, que sou uma banana, fiquei com lágrimas nos olhos com esse post tão lindo... e com o bilhete...
mas achei tb curioso, porque na minha lenda pessoal a França (e a Suíça, onde eu tava dos 8 aos 13) é "lugar onde se bate na cara". O que prá gente é inominável. Tapa na cara tem nome: gifle, baffe. Tapa na cara faz parte. (não faz mais?). Bom, devo dizer q, na minha área, rolavam umas palmadas na infância, mas nada além disso. Só que essa mitologia não era só da minha casa, era de todos os brasileiros na área.
Eu, até hoje, tento contar que minha experiência de infância foi mto positiva - lugar onde tem hierarquia foda, mas criança não é "aquele que não sabe nada e não é responsabilizado", como muitas vezes aqui. Responsabilizar é também levar a sério: é também respeitar. Enfim...beijos! Divaguei, queria mesmo era dizer q o post tá lindo... =)

Renata Lins disse...

Ah, ficou faltando isso: eu trabalho (também) com astrologia, e achei muito sábia a observação da mãe: seu caminho é o que te faz o que você é hoje. Bacana lembrar disso. Claro que podia ter sido de outro jeito; claro que podia ter sido mais fácil. Mas aí, quem sabem quem você teria se tornado?... beijos! Você é uma pessoa incrível mesmo (eco do bilhete), e nem preciso te conhecer pessoalmente pra saber disso. Viva Luciana!

S. W disse...

Lu lendo a história das suas crianças eu senti um arrepio na alma lembrandoq ue quando cuide de crianças, porque eu não levo o menor jeito e foi muito traumatico. Acho que foi trauma por todas as vezes que fugi de visitar em casa que traziam crianças rs

bejao

Helena disse...

Luci, que super experiência tu ta tendo com esse trabalho! Experiência na relação com os pais, com as crianças, com situações familiares. O dia que tu for mamã, vai tirar tudo de letra ;) E mil parabéns pelo teu trabalho, deve ser excelente pois uma familia confiou em ti para ajudar a educar os filhos. Eles te admiram com certeza! Beijos

Rita disse...

Luci, eu também acho que eles têm muita sorte de ter você com eles. E tô na torcida pra que tudo se arrume e esse menino birrento tome tento.

bj
Rita

relvis presley disse...

Quando ele nao age capetamente.

to olhando rpa essa frase ate agora e reconsıderando a possıbılıdade de ter um segundo fılho.

Fatima Valeria disse...

Depois de ler todos os comentários, sinto que não tenho muito para dizer a não ser que o menino está passando peço "velho trauma do destronamento", pô! Dá p entender só é difícil suportar, educar os filhos outros não é fácil não! O bom mesmo é ler seu blog, uma aventura, vale um livro, crônicas do cotidiano, não dá p ser Nanny McPhee rsrsr e fazer mágica, mas com o tempo tudo tem jeito. Boa sorte e abraços...

caso.me.esqueçam disse...

deise: li nao, mas ja tinham me falado sobre. agora, depois do teu comentario, vou ser obrigada a ler :)

renata: primeiro: muito obrigada por ser tao gentil! sempre me colocando pra cima, mesmo nao me conhecendo. fico encantada! :)

e bom, quando eu era pequena, achava que 100% das crianças apanhavam. chato foi descobrir que nao, que outros pais poupavam os filhos. foi chocante.

simone: tu eh heroina. ja tomou conta de 4 ao mesmo tempo. devia levar um premio, vei!

helena: olha, eu posso reclamar, mas definitivamente, esse trabalho mudou minha vida, mudou minha forma de pensar sobre um monte de coisas ligada a familia, educacao, criança etc etc. eu e camilo passamos agora hooooras discutindo tudo isso. me sinto mais preparada pra enfrentar a ideia de uma familia (e vejo que eu era tao inocente sobre a ideia de se ter um filho). fora a relacao com os pais, viu. ah, eh tudo tao bom e ruim! heheheh

rita: mas eh claro que tu acha que eles tem sorte, tu eh fofa demais hehehe

relvis: olha, depois desse trabalho eu passei a reconsiderar tudo! :X

fatima: essas superbabas sao seres enviados por deus. soh pode. nao sao desse mundo. ou sou eu que sou humana demais? bom, brigada pelo comentario :)

Elaine disse...

Na nossa infância (se vc ressucitou a Kátia, acho que a gente tem a mesma idade)bater nos filhos era mais comum que hoje. Não havia o discurso que não se pode bater. Hoje, condenam até bater em cachorro com jornal (evoluçao!). Eu não apanhei muito, mas as poucas ficaram na lembrança. Uma vez, minha mãe devia estar muito puta comigo com alguma arte que fiz, que me atraiu dizendo que ia mostrar uma flor. Quando cheguei, desceu o chinelo. Outra vez, fingi que tinha riscado a primeira folha de um livro pra ver o que meu pai fazia. Não deu tempo de explicar que se tratava de uma simulação e tomei umas cintadas até perder o ar. Mas nunca ganhei uma grana por isso. Sorria, Luci! rs... bjs

Talvez

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