domingo, 28 de abril de 2013

Cinco anos em cinco meses (ou do amor pelo lado de lah).

Nao querendo ser monotematica, mas ja sendo, queria colocar para fora um post que martela ha alguns meses minha cabeça  sobre a França e sobre essa coisa de evoluçao - e talvez ovulaçao, porque parte desse post é oferecimento da minha tpm. 

Quando eu cheguei aqui na França (2009), me sentia uma estranha em absoluto. Eu estava convencida de que soh estava aqui por Camilo - apesar da antiga vontade de ir embora do Brasil (Brasil = Joao Pessoa. Joao Pessoa = casa dos meus pais). Até hoje, eu nao sei se fui feliz ou nao nesses anos todos em que vivi aqui. Acho que Camilo era uma boa fonte de felicidade que mascarava a solidao sentida. Eu acordava respirando Camilo, mas começava a beber às 8h da manha nos finais de semana pra ver se aguentava o tranco de estar sozinha. E eu, que gosto tanto de falar (o blog veio da vontade de falar, nao de escrever), comecei a me fechar na minha conchinha. 

Ia pro trabalho/faculdade, voltava pra casa, entrava pelas escadas exteriores que davam acesso direto ao meu quarto (para nao ter a necessidade de entrar pela sala e cruzar com meus colocs) e soh descia quando o jantar estivesse pronto. Uma vez terminada a refeiçao, eu subia e me escondia novamente. Disso, surgiram inumeras brigas ferozes com Camilo que, sei la porque, gostava de perder tempo falando merda com o pessoal la na sala. O unico momento em que eu me permitia ser social, era com um, dois, três, vinte, copos de cerveja na mao. Nao gostava de falar francês porque coloquei na minha cabeça que, por nunca ter feito um curso decente, eu nao sabia falar francês. 

E dai, mesmo estando tao longe, eu tinha uns pesadelos estranhos com meu pai. E me pegava com o coraçao acelerado pelo pensamento de um dia ter de ve-lo novamente. Mas ao mesmo tempo, eu pensava em Fabio e meu coraçao se enchia da mais fina angustia, aquela coisa negra que ia me secando por dentro - alguns a conhecem como "saudade". Mas aih a angustia ia embora e dava lugar ao medo. Eu tinha medo de falar, de contactar as pessoas, de sair, de voltar, de ficar e de ser. E, como se nao bastasse, vinha sempre, uma vez ou outra, aquela sensaçao de nao pertencer a lugar nenhum, e alguns pensamentos sempre introspectivos e pseudo filosoficos sobre a necessidade de se pertencer a algum lugar. Eu pertencia a Camilo. E ele dizia que eu era a casa dele. E parecia um bom acordo, porque a gente parecia feliz. E eu amei tanto esse homem! Eu nem lembro mais como era, mas sei que amei porque eu preferi me abandonar à abandona-lo.

Acho que meu amor se confundiu com dependência. Eu nao conseguia fazer nada sozinha. No começo, mesmo quando eu conseguia me exprimir razoavelmente em francês, eu pedia pra que ele fosse comigo ao médico. Eu fazia uma drama pra ele ir comigo resolver algo na Prefeitura. Eu entrava em pânico e fazia birra de criança pra que ele fizesse algum telefonema de meu interesse. Uma vez, a gente pegou uma briga fenomenal nos metros parisienses, porque eu queria que ele me acompanhasse a um lugar que ele nao queria ir - tudo isso porque eu achava que eu era incapaz de voltar pra casa sozinha. Ele corrigia meus trabalhos da faculdade. Eu nunca viajava sem ele. Nunca saia sem ele! Cinema. Camilo. Teatro. Camilo. Show. Camilo. Bar. Camilo. Sim, eu tenho muita vergonha de dizer isso. Eu realmente fui muito fraca. Eu achava que tentava mudar isso, eu queria que as pessoas falassem comigo, mas quando elas falavam, eu rezava pra que elas se calassem. Eu soh queria que elas soubessem que eu era mais interessante do que aquilo, mas eu nao queria fazer esforço pra isso, porque "esforço" subtendia "falar" e, isso, eu nao era capaz de fazer.

E, apesar de toda essa dependência, eu acordei e finalmente percebi que eu tava tao vazia, tao pobre, que eu nao o amava mais, que eu estava com ele, nao mais por amor, mas por medo e, nesse dia, eu realmente me senti (ainda mais) sozinha. Tentei colocar a culpa na minha extrema e fatal instabilidade. Culpei meu signo. Culpei a lua. Culpei Lula - porque todo mundo culpa o Lula. Culpei a França, o Brasil. E lembrava de Artur da Tavola (desculpa atencipada, pois citaçoes soam sempre quase esnobes) quando ele dizia que "(música é vida interior, e) quem tem vida interior jamais padecerá de solidão". Eu achava que tinha e, portanto...

Quando acabamos, eu entrei em depressao. Alias, aquilo deveria ter outro nome, porque depressao eu ja tinha sentido, mas "aquilo" era mais intenso e "aquilo" me transformou. Eu achava insuportavel viver, mas vivia porque eu sabia que fazer alguma besteira iria provocar uma tristeza semelhante na minha mae e esse pensamento me apavorava (desculpa o drama, mas foi assim que aconteceu e, apesar de eu nao entender mais aquela tristeza, eu sei que ela existiu e que foi dessa forma que ela fez parte de mim). Até que um médico me disse que aquilo tudo era, em parte, decorrência de um tumor. Fui pro Brasil desejando estar com meus pais. Sim, pai e mae. Fiz a cirurgia e, quando voltei, meus amiguinhos...

Quando eu voltei, decidi mudar e fazer tudo o que eu queria fazer. Me libertei daquela vida vulgar que eu levava estando junto a você. Parei de me trancar no quarto. Decidi que meu francês nao é bom para um francês, mas que é bom para uma estrangeira. Perdi quase todo o peso ganho durante a doença. Entrei no mestrado, mesmo sabendo que nao haveria ninguém pra corrigir meus trabalhos. Fui descobrindo simplesmente o que era ser eu de verdade - quando comecei minha vida sexual/amorosa, engatei nove anos no stop de namoro e era a primeira vez em que eu estava vivendo sem um cara pra me dizer o que fazer (sou feminista, mas...). Fiquei meio perdida no começo porque sou o tipico clichê de menina que nao teve a figura do pai presente e que demanda muita atençao dos namorados. Agora, gasto meu dinheiro da forma que quero - agora nao gasto mais porque, se somos livres, "nohs gatos ja nascemos pobres", nao esqueçamos. 

Aprendi a viajar sozinha - na primeira vez que viajei sem Camilo, foi pra fazer um trajeto de pouco mais de uma hora. Compro uma quiche, entro no trem, me deparo com uma cadeira vazia ao meu lado. Aguento firme, mas ao ver que nao tinha ninguém pra dividir a porra da quiche, começo a chorar. E fico assim, comendo a quiche e chorando, tendo pena de mim. Deprimente. Hoje, eu prefiro viajar sozinha, isso me da a oportunidade de passar o tempo olhando pela janela, de observar as vaquinhas no pasto ou, em dias feios, de ver macro espermatozoides de chuva se formarem na janela do trem. Aprendi a planejar coisas sozinha. Viajo e, quando volto pra Lyon, vem quase sempre uma lagriminha emocionada me socorrer quando me dou conta de que aqui é minha casa. 

Eu cortei meus cabelos! Dei um pulo dificil para fora dos padroes e agora nao sou mais a menina de cabelos longos e lisos. Sou uma mocinha de cabelos curtos e cacheados (e crespos!). Decidi usa-los como eles sao e, porra, vocês nao imaginam a liberdade que é poder ser você mesma. Fiz o primeiro Amigo francês. E o segundo e o terceiro. E agora, quando eu chego em casa, as pessoas sorriem ao me ver. Quando estou estudando no quarto, elas batem na minha porta e me mandam descer. E eu ainda nao me acostumei com isso. Porque essas eram as pessoas que eu admirava em silêncio ha uns anos e, agora, elas me dizem "eu te amo". Eu amo meus colocs. Eu aprendo com eles. Sao dez ao todo. A gente fala tudo sobre tudo e sobretudo sobre nada. E acho que, finalmente, o que me salvou foram as pessoas. Eu ja tinha falado aqui, num post antigo, que o importante nao é o lugar, mas quem te rodeia. Pra mim, vida interior, Artur, sao pessoas. Eu preciso disso. Eu preciso falar, preciso ser ouvida, mas também tenho necessidade de ouvir, de conhecer o outro. 

Nesses meses em que passei longe do blog, recebi alguns emails de leitores desconhecidos que dizam "olha, desculpa, você nao me conhece, mas eu leio seu blog e sinto como se te conhecesse", e dai, elas me perguntavam se eu ia bem e contavam um pouco a historia de vida delas. Gente, eu amo! Eu acho isso genial! Gosto de gente dada (ui), aberta (ui), que nao faz pose, que nao faz tipo. No começo de 2008, um amigo me escreveu um email depois de ler um post antigo meu num blog antigo.

(...) Desculpe o texto pseudo-sério, mas seu post realmente mexeu comigo, de alguma forma... acho que fiquei meio emocionado, de alegria e tristeza por me sentir em sua pele. Ainda assim, quero que você guarde pra sempre a forma como te admiro; bem como a forma verdadeira como você ama esse negócio de viver - que faz parecer que você não tem medo de nada, parece que nada é realmente tão grande que não possa ser alcançado.

Pois é, eu tive medo de muita coisa, mas parece que continuei conquistando-as  - pelo menos era isso que Camilo me fazia tentar enxergar. Acho que aqui, na França, eu tive a oportunidade de crescer. Sim, poderia ter sido em qualquer outro pais, mas nao foi. Foi longe de casa, longe do meu perimetro de segurança. Me fudi muito sozinha, mas percebi que tudo isso fui eu quem provocou. E, apesar de achar que fosse enlouquecer em certos momentos por nao ter ideia do que fazer com minha vida, olho pra tras e sorrio com toda a ironia que me acompanhou. A vida é irônica. E soh. Sinto como se tivessem me dado uma injeçao de vida. Decidi parar de me vitimizar, de achar que eu sou fraca. Ninguém sabe que você é fraco até que você o diga - gente, baixou o satanas da auto-ajuda? E, finalmente, acho que estou onde eu queria estar. A França me emociona ♥. Aqui é casa e vai ser casa pelos proximos nove anos - a nao ser que eu queira partir de novo, porque eu tenho a escolha. Mas tenho amado esse pais. Adorei fazer o post anterior, adorei perceber que eu faço parte disso. Nao foi pela beleza do pais que eu vim, mas foi pela beleza que eu fiquei. E, sim, pelo povo. Nao escutem os clichês que rolam por aih sobre os franceses. Os franceses sao sim um povo amavel. E quem diz o contrario, nao conhece os franceses. 

Sei que a vida vai continuar nao sendo facil. Mas eu tou bem acompanhada. Eu tenho eu. :)



36 comentários:

Amanda disse...

Nossa, Luci, que post mais lindo. Que orgulho que estou de vc, amigs! Muito, muito. Nem cabe no meu peito. Isso é que é revolução. Daqui a pouco te dou um abraço.
<3
<3
<3
<3
<3

Helena disse...

uou uou uou!!

Muita emoção e esperança lendo esse post, tu é uma puta de uma corajosa, haja força e garra pra dar a volta por cima de tanta coisa e depois ver tudo isso com tanta clareza.

Tu tá de volta, menina! De volta em todos os sentidos, voltou a ser tu mesma, voltou ao blog, voltou à vida.

Um "upa" bem apertado!

Maíra X disse...

Ressurreição aos 28
<3

Rafaella disse...

É óbvio que gostei do post inteiro, mas a parte mais legal de todas foi o fim
"eu tenho eu"! <3

no começo eu falava em pensamento o tempo todo "isso era o cushing! isso era o cushing!" e depois vc tb recebeu essa notícia, às vezes ainda me sinto uma bomba ambulante, mas pelo menos não é culpa do cushing... e parte dos espermatozoides, ah! quanta identificação, pra mim o 'momento de reflexão absoluto' é a hora que chove e a gente vê a corrida das gotas na janela, até escrevi no meu blog, no último post (bem ridiculamente, claro)
mas enfim, nós temos nós, eu tenho eu, vc tem vc e a gente vive! :D

Débs disse...

que lindo esse post! :)

Ana . disse...

gostei muito do seu post, identifiquei com algumas coisas, viver em um outro país transforma a gente. Eu tb acho que nao sei falar o idioma, tenho dificuldade em fazer amigos, sinto-me vulnerável a maior parte do tempo, mas nao quero voltar para o Brasil, mesmo amando o Brasil, coisa louca, né?
Que bom que você se redescobriu sozinha, além de estar longe de casa teve que aguentar a barra de uma separaçao, o importante foi reagir, sair do papel de vítima e descobrir sua capacidade. A vida ensina certas coisas do jeito mais dolorido haja força para vencer tantos obstáculos! Continue firme, bonne chance!

Mari disse...

Fodastico. (minha tpm agradece o oferecimento da tua).

Glória Damasceno disse...

Querida, e eterna, Chefa! Aqui em Maceió tem chovido muito, sabe? Mas agora, neste momento em que parei para ler o nosso Caso me esqueçam, não chove lá fora, mas choveu um bocado aqui por dentro.
Sou solidário a sua volta por cima, ao sentimento que não existe mais, a seus cachos (eu também tenho!), sou. Sou orgulho de você. Obrigada, meu amor, por dividir com a gente esse tesouro-você.

(Agora vou reler a postagem novamente. Preciso só mais uma vez, antes de reler mais tarde... E, ah!, não só o título de nossos postes estão em sincronia. O conteúdo deles também. Tenho pensado em escrever algo sobre e acho que você acabou de me encorajar o suficiente!!!)

Glória Damasceno disse...

*solidária, porque, né, Je suis une femme! Kakaka

Cristina Lopes Cassiano disse...

Pôxa, chorei aqui, adorei ler tudo isso e saber mais tudo isso de você. Orgulho de te conhecer. <3

Luciana Nepomuceno disse...

Te amo. Podia tentar dizer mais coisas, mas pra quê? Cê disse tanto. Te amo. Bj. Post fodástico.

Eliana disse...

Pois é, Luci, olha que louco, mas eu achava vc a maior descolada, talvez por começar a "te ler" recentemente, dos seus passeios, shows, encontros, festas com os colocs...não pensei que vivia um drama interior. Que bom que vc resolveu sair dessa e assumir o seu espaço neste mundo, porque sim, todos nós temos o nosso lugar ao sol. Eu tb aprendi bastante nestes anos todos...precisamos sim dos outros, de pessoas ao nosso redor mas temos que ter a certeza de que estar com nós mesmos, e satisfeitos com isso, é também muito bom! Um beijo grande

caso.me.esquecam disse...

acho que a melhor coisa de ter esse blog eh de ver o retorno. eu SEMPRE fico sorridente quando vejo os comentarios, sempre sao muito melhores do que o esperado. gente grande dizendo que me ama, que ta orgulhosa. cacete.

e eliana... minha tristeza nao impede que eu curta a vida e minhas saidas tbm nao impedem que eu chore. eu me permito tudo. tudo e ao mesmo tempo :)

Ana disse...

Olha Luci, eu sou daquelas que sempre lê, mas pouco comenta.
Talvez por insegurança mesmo, de parecer intrometida, mas saiba que torci muito por vc qd estava dodói e fico muito feliz em saber que vc está bem, está vivenciando o quanto é boa a sua própria companhia! Um grande abraço!!

Elnath disse...

Que palavras inspiradoras...muito sucesso pra você e boas energias Luci. :)

Palavras Vagabundas disse...

Sinceridade e se reconhecer quem foi e quem é, só emociona!
Um abraço bem apertado.
bjs
Jussara

Suzana disse...

Que lindo o seu post, Lucy! Puxa, muito inspirador. ótimo saber que você vai ficar os próximos nove anos aí, dou um jeito de te conhecer a próxima vez que for na França, não sei quando. (te mandei um e-mail ano passado, porque ia fazer um curso de frances em Lyon, acabou que fui para Paris,porque não encontrei vaga no alojamento. mas a próxima vez apareço em Lyon. Você é muito legal :D. beijos e escreva mais e sempre.

Uma, Nenhuma, Cem Mil disse...

A única coisa de hoje que me deu vontade de reler foi este post.

Continua na escrita terapêutica que a gente retribui com a escuta atenta e desejosa de mais.

Tu, guria, te fizeste MULHER!

::: Luís Venceslau disse...

Fazia tempo q eu não comentava aqui (apesar de ler td) e esse post só confirmou uma coisa q eu já vinha percebendo: tu mudou. "Pô, ela tá tão diferente", só q não de um jeito negativo, superficial, mas de uma forma tão massa, tão densa, tão profunda, tão ampla. Tem gente q fala no tal "retorno de Saturno", q rola ali entre os 27-30 anos, q é qdo vc começa a ser confrontado com as próprias decisões q tomou até então e não tem como pedir pra ninguém resolver as coisas por vc. É nessa hr q vc tem q procurar algo em si, q talvez nem achasse q tinha, pra seguir. Enfim, comecei a divagar.. Mas fique certa de q, muito pelo fato de vc ser vc mesma, vc conseguiu com q muita gente, perto ou longe, sentisse algum zelo por vc e alegria a cada passo q vc vem dando (eu inclusive, é claro) Pode crer :)

Didi Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Didi Santos disse...

Oi Luci,

Ultimamente meu namorado (que é francês) anda com ciúme de ti, porque vira-e-mexe te cito durante as conversas! :P
Depois do post sobre as manias dos franceses, comecei a ler teu blog desde a primeira postagem fazia tempo que eu não lia algo sem parar. Me diverti muito, fiquei triste e te vi renascendo agora neste post, assim como eu renasci no início de 2013.
Estou feliz por ti!!

Anônimo disse...

"Torna-te quem tu és!" É isso aí!

O post mais emocionante que vi pelo seu blog, Luci! :)

Muitas felicidades na nova fase.

Beijos!

Adriana disse...

"Oi, vc não me conhece", mas eu te peço uma coisa: não pára de escrever!!!
Não me lembro quando comecei a ler seu blog, porém, deste então, não deixo de vir aqui!
Bjs

Wilqui Dias disse...

Eu to literalmente alagada em lagrimas...ô Luci, que maravilhoso tudo isso, eu chorei, chorei muito lendo isso, nao de tristeza, mas de alegria, orgulho de você!
A dor de se sentir sozinha é mostruoso e nao ha dor maior(eu sei disso) mas o pior é nao falar das dores, e nao querer senti-las, e fingir que elas nao existem, pra mim funcinou e ainda funciona, encarando...abracando com forcas minhas dores, abracando tao forte a ponto de sufoca-la e assim mata-la.
Por quando isso acontece, a gente se sente mais a gente mesmo, livre, é como a remocao de uma catarata nos olhos, o mundo fica mesmo colorido e a gente faz parte dessas cores, sabe? Eu vim até aqui pelo post acima, mas desci e acabei lendo esse(que nao tinha lido ainda)...O amor, chega de novo pra gente, Luci..acredite...acredite mesmo(experiencia propria) Doi, doi muito, que nem o aurelio todo é capaz de decifrar o quanto doi(e nao passa nunca) mas um dia, um amor, mais livre, mais seguro, mais cumplice, e mais independente nos acha, e a gente percebe que o amor sempre esteve ali, em nós mesmos....na vida, no que se tem, num desconhecido que nos ler e levanta a nossa bola, num país onde todos dizem que os nativos sao ´´ruins´´num toc toc na porta, e num te amo de onde a gente nunca imaginou que viesse. Eu desejo de verdade com todas as forcas existente em mim, que sua estrada(nova estrada) seja cheia, cheia mesmo de coisas que só lhe acrescente, e que nao falte nunca vontade de segui...segui vivendo, aprendendo...e ensinando(pois foi isso que vc fez a mim, quando li esse post, me ensinou a segui....)Obrigada!!!bjs

Juliana disse...

faço coro com todo mundo.

Laís disse...

delícia de post. delícia de vida. delícia de luci.

lindo, assim com toda carga e simplicidade que a palavra pode trazer.

ah, e agora juro que não peço mais desculpas quando pouco comentar por aqui. virei 'de casa' ;)

Beijoos

Anônimo disse...

Que post mais lindo *O*... Você sem dúvida alguma é uma pessoa maravilhosa, com todos os medos, todas as alegrias e tristezas que te cercam... Isso tudo faz parte de quem somos e pela descrição acima, você é liiiiiiiiiiiinda! (não sou doida tá?!) Parabéns pela coragem de mudar, são poucos que a tem...

Maite disse...

sou sempre a mais atrasada, que merdis.
mas copine, nem tenho palavras... mandou muito bem. em todos o sentidos.
e, olha, eu divido quiche com vc, viu? ;)
quantas vezes tu quiser!
um beijão.

Gabriela Vieira disse...

Que bom que vc esta de volta!!!
Me emocionou muito com esse post, me vi mais uma vez em suas palavras!!
Parabéns pelo belo post e obrigada pelas palavras!!!

Aline Mariane disse...

demorei pra comentar. Mas a primeira vez que eu li, umas lagriminhas apareceram. E agora: relendo, outras. E são lágrimas de felicidade. Daquelas que torcem pra toda felicidade do mundo pra você! Bjss!!

Mundo da Lu Roque disse...

Impossível segurar as lágrimas lendo esse post maravilhoso. Não a conheço pessoalmente, mas atrevo-me em dizer: PUTA ORGULHO DE VC!

Renata Lins disse...

Viva, Luci. Post lindo. E, caramba, você é tão incrível. E já era. Vai nessa, mulher! Beijos!

Cecília disse...

Luci, fiquei muito feliz com o seu post!
Acompanho sempre o seu blog!
Mando energias positivas para a sua nova fase!
Beijos

piscardeolhos disse...

Uhu!
Mas que arrepio n'alma da gente, Luci! Põe injeção de vida nisso.
Eu tarra precisando ler um negócio desses, vou sacudir por aqui também, em tua homenagem.
One and only Luci, you go girl!
Beja na testa,
Roberta
@piscardeolhos

Luke disse...

nossa, que emocionante. E lindo :')

Anônimo disse...

Liiinda!!!

Talvez

Related Posts with Thumbnails