segunda-feira, 13 de maio de 2013

A insustentavel beleza do ser

Eu tinha uma relaçao de amor e odio com meu cabelo. Alias, a quem estou tentando enganar? 

Eu tinha uma relaçao de odio e odio com meu cabelo. E essa relacao vinha desde pequena. Quando eu era um filhoooteeee, eu nao sabia que as pessoas poderiam gostar dos proprios cabelos. E, mais que isso, eu nao sabia que as pessoas poderiam gostar de cabelos cacheados ou, pior, crespos. Nem da cor dos meus cabelos eu gostava, afinal, a Xuxa era mais famosa que a Mara. Angélica era mais famosa que a Mara. Alias, cadê a Mara? (Viu? Gente de cabelo escuro soh se fode). Ah, Mara, se fossemos loiras! Nossas vidas poderiam ter sido diferentes!  

Na época em que eu nem sabia ler - mas que ja compreendia que nao ia ser Paquita - minha mae tentava domar meu cabelo fazendo uns penteados que nao eram nada populares entre minhas amigas e meu cabelo sempre foi motivo de piada na minha classe. - musica triste no violino - Curiosamente, era meu irmao mais velho, um verdadeiro perito em causar traumas, quem mais me importunava com essa historia, todo dia era um apelido novo. E o que dizer da minha mae que, um dia, enquanto me penteava, ja sem paciência com aquela cabeça cheia de cabelo, disse "eu passei a vida toda fazendo alisamento no meu cabelo, mas tinha esperança de ter uma filha com cabelo bom. Aih nasce essa coisa".

Pois é.

(Ja ficaram com pena da pequena Luci? Ou devo dizer que eu chorei caladinha quando ouvi isso?)

A minha mae, meu irmao, meus colegas e Xuxa acabaram por me convencer de que eu deveria ter cabelo liso. Desafiando as leis da natureza e contrariando meus genes, passei a fazer touca no cabelo com auxilio da minha mae. Para fazer a touca, os cabelos nao podem estar molhados, nem secos. E deve-se passar algumas horas com o cabelo virado pra direita e, outras tantas, pra esquerda. Isso dava dor de cabeça. Tinha sempre algum fio que ficava esticado demais ou sempre tinha algum friso filho da puta que nao tinha mais a ponta de plastico. Apesar de toda a perseverança, os frisos nao eram magicos e, quando finalmente eu retirava a touca, minha cabeça parecia uma palmeira, entao, eu amarrava os cabelos. E minha mae fazia essa toca praticamente todas as vezes em que eu lavava os cabelos.

Mais ou menos aos 11 anos, comecei a fazer alisamento no salao. Era uma coisa fedorenta, que continha formol, causava feridas no couro cabeludo, custava super caro e que deveria ser refeita basicamente a cada três meses (na parte da raiz, onde o cabelo ruim do demônio voltava a crescer). Estou absolutamente convencida de que eu devo ter passado por quase todos os saloes de beleza de Joao Pessoa (e alguns de Campina Grande), na esperança de finalmente encontrar a Fada do Cabelo Bom. Nao encontrei.


Tarde demais!


Eu era realmente escrava dos saloes. Ja cheguei a passar mais de 10h num salao em época de festas, mas quando eu saia de la, eu flutuava e meus cabelos acompanhavam o sentido do vento. Eu ficava tao diferente que meu ex-namorado me chamava pelo meu segundo nome. Mas mesmo com o cabelo liso, eu fazia questao de prende-lo. Finalmente, eu achei o salao com o alisamento "perfeito", mas isso foi somente la pelos 18. Antes disso, eu mergulhei em varias noias e tinha tanto complexo com meu cabelo, que eu fazia parte da turma do fundao porque queria evitar os olhares dos colegas. Eu sentava na parte de tras dos ônibus pelo mesmo motivo. Um pouco antes de entrar na faculdade, consegui deixar de lado o diadema e as presilhas que ajudavam a domar meu cabelo - isso foi uns dois anos depois de eu brigar com uma amiga que, inocentemente, quis fazer uma brincadeira retirando meu diadema. 

Ninguém toca no meu cabelo.

E, finalmente, chegou o dia em que eu tive que decidir se eu amava mais meu namorado francês ou a cabeleireira. Me mudei e, na França, passei momentos dificeis vendo meu cabelo se transformar. Era como se eu fosse Cinderela e todo dia fosse 23:59h. Eu vivia a angustia de me deparar com minha realidade capilar. Na França, eu teria de vender um orgao pra pagar pelo procedimento. E eu gosto dos meus orgaos. Durante três anos, me virei como pude para disfarçar o indisfarçavel.

Foi entao que eu comecei a prestar atençao nas outras pessoas (até fiz esse post, um dos mais visualizados no blog). Vi que elas tinham rugas e cabelos crespos soltos e cicatrizes e estrias e alguns nem tinham dente direito. E vi que elas nao pareciam se importar consigo, nem comigo, mas meus amigos, sim, eles nao entendiam como eu poderia ser tao extrema quando o assunto era o meu cabelo. 

Dois anos sem ir no Brasil e meu cabelo estava em cima do muro, nao se decidia se ele era liso ou cacheado. Desesperada, pedi pra Camilo corta-lo e ele subiu até o ombro. O cabelo, nao Camilo. E, pela primeira vez na vida, meus amigos, eu vi meu cabelo natural. Foi como ver o mar pela primeira vez aos 70 anos. Meu cabelo dava voltas. Ele era... era... cacheado. Foi dificil aceita-lo. Eu preferiria ter um cabelo  prostituto à um cabelo cacheado. 

Quando me perdi na Italia, meus patroes me contaram depois que eles foram no bar onde eu estive pela ultima vez e perguntaram se ninguém ali teria visto "uma menina de cabelos cacheados". E por um milésimo de segundo, ok, dois, pensei "como eles esperavam me encontrar perguntando por alguém de cabelo cacheado?!". Essa era eu. Mas mesmo atualmente, ainda estou tentando me acostumar à ideia. Ha uns dois meses, tomei um choque ao ver um desenho de mim feito por uma coloc onde eu fui feita com... cabelos curtos e cacheados. 

Mas o estranhamento vem da simples falta de costume e nao da dificuldade em aceitar. Me aceitei. Sai do armario, resolvi me assumir. Até tive uma espécie de pesadelo outro dia em que eu acordava de cabelo liso, como antes, e ficava angustiada de ter que ver o mesmo lento processo de crescimento. E sabe, minha vida agora é tao mais simples! Me pergunto ainda hoje por que eu demorei 27 anos pra ser eu. 


Mas ainda tou trabalhando em mim a possibilidade de fazer ainda mais volume nele cortando-o. Mas enfim, vida nova. Agora eu tiro fotos - sabendo que, um ano atras, eu nao conseguia nem olhar no espelho, que dira registrar o que via.



Essa, por exemplo, sou eu me amando ♥


Agora, parem de dizer aos seus filhos que eles nao nasceram do jeito certo.



35 comentários:

Anônimo disse...

Eu gosto dos meus órgãos. E eu gosto de você. E dos seus cabelos. E, especialmente, da sua capacidade de (se) pensar e se reinventar.

Luciana Nepomuceno disse...

Anônima sou eu, luciana. Com tanta borboletas nos olhos acho que p google cegou.

Luana disse...

"Agora, parem de dizer aos seus filhos que eles nao nasceram do jeito certo." Nao eh mesmo? Ja viu esse video?

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=M6wJl37N9C0

Pois eh!

A minha mae, que eh loirissima e de cabelos lisissimos sempre, SEMPRE, tratou os meus cabelos cacheados com o maior amor. Eu tive momento de revolta com ele, mas ela sempre me disse que era lindo, que eu nao deveria ser igual a todo mundo...

E sabe, morando aqui na Belgica eu uso o meu cabelao super armado.. coloco fitas e amo muito o que eu vejo no espelho.

=)

Helô Righetto disse...

ai Luci, que incrível esse post. o meu "cabelo" que nao nasceu do jeito q meu pai queria era a vontade de estudar alguma coisa na área criativa, em vez de Direito. sabe o q ele me disse quando cogitei fazer Artes Plásticas? "vc vai viver de que, vai vender quadro na praca da república?" - meu pai teve q engolir meu sucesso como designer e eu nem toco mais nesse assunto com ele, mas vc falou e disse tudo. te adoro, Luci!!!!!!

Beth disse...

Velho! Veeeeeeelho! Identificação total!!! As piadinhas dos amigos, o porquê-ele-crespo-não-liso, até minha mãe tinha raiva dele (pq ela tem cabelo liso, eu herdei o cabelo do meu pai :/ ). Posso quase dizer que a frase que tua mãe disse, a minha falou algumas vezes...
Mas né, mudei de nação mas não mudei a cabeça (ainda) :/
Um dia vou criar coragem como vc e fazer o mesmo :) Quando crescer quero ser como vc Loulou! <3

Mari disse...

véi.
copine.
fera.
amiga.

sério. ME IDENTIFICO MUITO!

freedom baby! saiamos do armario da crespice!!! longa vida as cabeças de samambaia!! eeee!!!

Rita disse...

Uma das maiores alegrias da Amanda, até aqui, em seus 5 aninhos de vida, é sua cabeleira cacheada que não nos cansamos de elogiar. Mas ainda ouço coisas como "nossa, o cabelo da sua filha é lindo; e é tão difícil, né, um cabelo crespo bonito..". Não, não é, minha senhora. Difícil é o mundo entender que a gente não precisa ser igual a quem tá na moda. Enfim, ótimo post, parabéns, querida.

Beijocas

Eliana disse...

Foi ótima a tirada "do sair do amrmário"hahaha Olha se existisse mesmo alisamento definitivo pro cabelo ficar liso pra todo sempre, hj eu estaria desesperada. Porque gosto do meu cabelo do jeito que ele é...posso deixá-lo liso e posso deixar cacheado dependendo do humor...Viva a liberdade, abaixo a tirania do cabelo liso. rs

Débs disse...

eu sempre quis ter o cabelo enrrolado, acho lindo de mais, até hoje tento fazer uns cachos mais nunca para :/ . Minha mãe tem o cabelo hiper liso e fez e faz permanente até hoje pra poder enrrola-lo.

monique disse...

Ô véi, desculpa minha infância.

Mundo da Lu Roque disse...

Cara, essa é minha vida... ainda!
Tô tentando virar gente e assumir minha cabeleira, mas tá dificil. Parabéns, excelente post, como sempre!

Amanda disse...

Vc já tinha contado esse seu drama, mas não sabia que era tão intenso assim. Uma vida toda se preocupando com o tipo de cabelo é tempo demais, não? Ainda bem que vc conseguiu se libertar desse inconsciente coletivo que só traz prejuízo. E o que é mais irônico (se formos pensar nos seus 27 anos de preocupação): está linda!

Letícia M. disse...

Owwwwnnnn que dó, que dóóóóóó!!!

Mas felizmente você se aceitou!!! \o/ Eu tb já cansei de lutar com minha (falta de) cabeleira! Tenho pouquíssimo cabelo, liso, escorrido, sem volume, sem graça!

Anônimo disse...

Pra você ver que ninguém está satisfeito: minhas irmãs têm cabelos cacheados e eu, lisos. Fiz permanente desde os 8 anos, para ficar igual ao delas. Pode? Mas agora, depois de muitos anos de "armário" assumi a "lisura", só de vez em quando faço permanente, pois ficam mais armados, parece que tenho mais cabelo.... Lindo post!

Anna disse...

Onestamente, de meu ponto de vista italiano, voce fica bem mais bonita de cabelo cacheado!
Anna

Anônimo disse...

Gosto muito de seus posts Luci. Que bom que você reencontrou seu cabelo. Lembra daquela musica cantada pela Gal : cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada... Ou entao da uma checada junto ao Chico César e seu fila ;-)), acho que ele também tem um "blème" com seu cabelo :-)) Nao me leve a mal, pelas fotos a prefiro de cabelo crespo mesmo. Cabelo crespo é lindo!! Sua chara Lucy

Anônimo disse...

Nossa, chara é com X. E nisso que da 20 anos na França. Lucy de novo

Vitória disse...

Vou ser repetitiva e dizer que me identifiquei, e muito, com a história. Com a diferença de que minha mãe sofria pra me convencer de que meu cabelo era lindo. E eu chorava, e não saia de casa, e me culpava por ser feia. Sim, feia, porque quem não tinha cabelo liso era feia, na minha cabeça de 15 anos. Quando finalmente minha mãe autorizou (sem o meu pai nem desconfiar, já que ele também insistia que meu cabelo era lindo), alisei a cabeleira. E a vida era bela, mas só depois de passar 3 horas (sim, TRÊS HORAS) no ritual de lavar e escovar os cabelos.
Aí conheci meu atual namorado. E ele não entendia, simplesmente não entendia, o por que de eu passar 3 horas trancada num banheiro pra sair de cabelo liso. E brigávamos, por causa do meu cabelo! Ele tinha que me convencer de que meu cabelo era bonito.
O processo foi lento, Lucy. Mas hoje, aos 22 anos, começo a aceitar que talvez, quem sabe, quiçá, cabelos não-lisos também sejam bonitos. Eu ainda brigo com o meu. Mas só por 15 minutos.
Nem sei porque contei essa história toda, mas lendo seu post me deu uma vontadezinha de chorar. Um sentimento de identificação, e de orgulho de você, e de todas as mulheres que estão por aí, libertando suas cabeleiras. Me inspiro em vocês.

emily disse...

Legal q vc trnha passado a se amar de cabelos cacheados, são lindos, merecem amor.

Minha família sempre elogiou meus cabelos mais q tudo, de outra maneira não teria conseguido aguentar os palpites maldosos dos outros.

Palavras Vagabundas disse...

Poderia escrever um longo post sobre como é ter cabelo tão liso que nem grampo para, risos
Adorei você de cabelo curtinho e cacheado.
bjs
Jussara

Gabriela disse...

Eu tive cabelos lisos e louros. Quando criança queria ter cabelo com "cachinhos de princesa" e não ficavam com cachinhos nenhum só com bobs. A solução foi aos nove anos, de férias na casa da minha avó, pedir para ir no cabeleireiro fazer PERMANENTE (atenção, 9 anos).E a velha deixou. Ficou horrivel, fiquei loura com cara de "novos baianos" (tenho provas, fotos). No final das férias, com a surpresa, minha mãe, PUTA, cortou (joãozinho)meu cabelo de princesa cacheada e disse: cabelo seu, de princesa, agora, só de for da Lady Di. THE END.

Angela disse...

Hhhmmm meus cabelos sao lisos na parte de baixo, ondulados na de cima e cacheados nos lados. Minha ambicao sempre foi so ter cabelos uniformes, de qualquer textura e cor. Tive muitos anos de permanentes e depois de relaxamentos. Os seus estao muito bonitos inclusive o corte.

Enquanto isso demorei quase quatro anos para levar a minha filha para o primeiro corte de cabelos pois iria eliminar os cachos. :(

Entao, quanto aos comentarios da infancia, eu diria "esquece isso", mas pra que? ja virou historia mesmo...

Marissa Rangel-Biddle disse...

Olha, por razoes de que, né, trabalhei tantos anos com 'cabelo estética beleza", adoro ler de como as pessoas lidam com o cabelo, com os padrões impostos, etc.

O papo furado de alguns profissionais do ramo que, nos tempos em que relaxantes de cabelo cheiravam a esgoto aberto, dizem que 'vc sofrerá menos se domar os cachos' é nauseante. Me da uma tristeza. Mas trabalhar na área foi bom. Eu nasci cabelo e virei gente. Só tem uma coisa que eu quero usar : franja. E só!

Imagine o quanto de tempo e $ que vc vai economizar, Lu. Tempo, sanidade mental ...tudo.

Maite disse...

vc se amando fica ainda mais linda!
e eu tb te amo! e eu to adorando seus cabelos assim, cacheadinhos, bonitoes.
as fotinhas ficaram demais!
:)

Cecília disse...

Luci, aos 16 anos ganhei uma chapinha da minha mãe (não pq ela quis, mas pq eu pedi, queria muito ter o cabelo liso).
Resultado: a brincadeira de fazer chapinha sempre que eu lavava o cabelo não durou um mês. Não suportava a ideia de ser escrava daquilo.
Desde então, assumi os meus cachos e sou muito feliz. Nada mais legal do que sair do padrão "liso" e assumir a cabeleira ao natural!
Cachos são lindos e poderosos! Parabéns pela atitude!
Beijos

Rosa de Paiva Lopes disse...

Q delícia é a liberdade!!!!!!!!
Acho que quem sai dessa cobrança estética opressiva se pergunta como demorou tanto tempo pra ser ela mesma sempre.
É muito mais saudável poder brincar com possibilidades e descobrir como a gente se sente melhor sem dar satisfação pra outros.

Vou contar uma besteira, eu recorri posts antigos pra lembrar como era vc (seu cabelo) antes e cheguei a duas conclusões,
-eu leio esse blog desde sempre e
-eu vou continuar lendo esse blog
Me dá uma satisfação ver como vc está linda!
E sim, o cabelo também tá legal.
bj

Adriana disse...

Isso parece um registro que eu mesma escrevi sobre minha história capilar!

Fernanda disse...

Cheguei no blog agora, adorei. Texto bom, tipo bate papo com a gente: virei sua amiga e vc nem notou. Adorei a história. Tasquei nos favoritos.

beijo

Marcela Vasconcellos disse...

Aqui fala mais uma que assumiu cachos depois de vinte e poucos anos me odiando.
Fácil não é mas o nome disso é vida, não é miojo. E só de ver que meu cabelo hoje tem cara de vivo e não aquela coisa morta, meio cinza que era anos atrás...aff.

bjus

Kati Monteiro disse...

Oi Luciana! Sou nova aqui no blog, mas resolvi deixar um comentário logo que vi este post. Sobre cabelos. Cacheados. Naturais.
Sou brasileira, pernambucana, moro na França há 5 anos, e, como você, fui escrava do salão de beleza. Até o dia que me revoltei.
A minha mãe e a minha irmã, que continuam no Brasil, continuam escravas do alisamento, e não conseguem entender porque eu (logo eu! Tão calma!) me revoltei a este ponto.
Na verdade eu nunca gostei de instrumentos de tortura como touca (biliros), secador, chapinha, amônia, formol, etc. E tampouco surporto o tempo perdido nas cadeiras folheando revistas de fofoca e me embriagando com cheiro de laquê, esmalte, acetona e de (cabelo) queimado.
Quando vou ao Brasil de férias, tento com muito custo explicar à minha mãe que eu não quero perder 4 horas do meu dia indo no salão para "ajeitar" o meu cabelo "doido".
Depois de muito custo, resolvi me aceitar como eu sou. Como você disse, a maior liberdade para mim foi ver que eu sou aceita com meus cabelos cacheados, sem que as pessoas olhem/riam/apontem para mim como se eu tivesse uma melancia pendurada do pescoço.
Meu namorado, francês, gosta dos meus cabelos como eles são, e também abomina instrumentos de tortura em nome dos padrões de beleza. Ele não me enche o saco com depilação, salto alto, maquiagem. Gosto de usar salto e maquiagem em ocasiões especiais, quando eu quero, e não por "obrigação social".
Até escrevi um posto sobre os meus cabelos no meu blog:
http://katmont.blogspot.com/2012/06/9-o-meu-cabelo-no-verao-amantes-do.html

Parabéns pelo blog. Beijos e até mais.

Suzana Elvas disse...

E eu que cheguei a usar bonder no cabelo pra fazer cachos... Tive que parir duas vezes pra ver meu cabelo ondular - ondular! E só.
Ficou pra outra encarnação nascer cacheada e ruiva.

Tá linda, moça.
#morrideinvejabranca

Jamile disse...

Ah, eu curto os cachos, os meus são encaracolados e de tempo em tempo assumo uma faceta neles! bjo

Shirley Daiana disse...

Luh,
ri muito, chorei de ri, me identifiquei com a toca kkkk,refleti sobre o meu cabelo "loiríssimo" e "liso" e pensei principalmente na minha filha...e na pergunta que todos fazem ao ve-la de cabelos cacheados, enquanto eu e meu esposo temos cabelos lisos, eu mais que ele, logico!( pago caro pra isso!).Em fim...ja passei tb por essa fase de assumir o meu verdadeiro cabelo. Ate que gostei, meus amigos tambem gostaram...mas da muito trabalho, entao voltei a alisa-los, é mais pratico! Farei com que minha filha ame seus cabelos do jeito que sao (apesar do trabalho que da p ajeita-los), todo mundo acha lindo...porem ela, agora com 3 anos, ja olha p mim, pega a bendita da Barbie e diz...mamae quero que meu cabelo fique igual ao da Barbie...o que podemos fazer se antes a má influencia era a Xuxa e hj é a Barbie!:(

Suely disse...

Acho que ninguém tá contente com o que tem, quem tem liso quer crespo e vice versa...o pior é quando não é liso nem crespo como os meus, é uma tortura,,faço progressiva, não consigo aceita-los...

Anônimo disse...

Sortuda, com cabelo cacheado ;-)
R

Talvez

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