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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A dangerous chin

Sim, ando sumida (alguém notou? alguém?). Fui acometida por uma doença chamada preguiça de viver e meu caso é grave. Na verdade, essa preguiça estah bem restrita ao mundo virtual. Cansei de ler sempre as mesmas noticias, comentadas sempre da mesma forma, sempre pelas mesmas pessoas. Cansei das fofocas, das indiretas, das reclamaçoes (e esta é uma), das obrigaçoes. Entao, ao invés de passar três horas em frente ao twitter lendo merda, decidi fazer algo mais construtivo, como separar as cuecas de Camilo por cores, por exemplo. Brincadeirinha, eu nao fiz isso. Isso eu fiz com as meias. Beijos.

Tenho tentando ver os filmes que eu criminosamente pirateei na internet comprei honestamente nos sites autorizados. Essa semana vi As vinhas da ira (Grapes of Wrath, 1939). O filme trata da historia de uma familia de camponeses atingida pela Depressao que se vê obrigada a deixar suas terras (qualquer semelhança com a atualidade é mera coincidência). Eh aquele tipo de filme cujo alguns dialogos te fazem refletir sobre a realidade. O filme conta paralelamente a historia de Ma Joad, uma velhinha que é subjugada pelo marido e forçada a fazer sexo com ele o tempo todo. 

 Vocês podem imaginar do que ela esta falando

E como vocês faziam amor, Ma Joad?

Taih, minha gente. Um filme sacaninha pra vocês. Mas nao acreditem em nada do que eu falo, é um conselho.

Outro filme legal que vi essa semana foi A dangerous method (sei la como traduziram em português). Gostei dos dialogos (apesar de eu ter deixado escapar metade deles. Esse povo fala rapido demais, humpf), dos atores, das idéias. O filme tem dois atores que me deixam de cabelo em pé: Vincent Cassel: curto tudo o que esse homem faz. Adoro e o acho o feio mais pegavel de todos os tempos - depois de Benicio del Toro, é claro. E Michael Fassbender que veio ao mundo para nos confundir. 

So fiquei um pouco receosa quando vi a Keira Knightley, porque detesto ela do fundo da minha alma. Ela e aquele beiço que ela insiste em deixar pendurado. Mas nesse filme eu descobri que Keira nao tem um queixo, ela tem uma arma de guerra. Gente, nas primeiras cenas, ela tem uns ataques e dai ela faz umas caretas e você pensa que o queixo dela vai sair da tela e furar seu olho. Fiquei assustada. Ela é a versao feminina do Queixo Rubro. Vejam o filme. 



domingo, 4 de julho de 2010

Convite à Terra

Como é bom ler um livro ou ver um filme em que ninguém depositou muitos elogios: do contrario, a expectativa se transforma, invariavelmente, em frustração. Não foi o caso do filme que vimos ontem, La belle verte.

O filme conta a historia de um povo extra-terrestre que vive em plena comunhão com a natureza e que, uma vez por ano, tem que visitar outros planetas. A Terra é o unico planeta do qual ninguém se voluntaria pra ir, dada a gritante diferença entre o modo de vida deles e o nosso. O ultimo visitante a ir a Terra, testemunha: "A hierarquia lah é um caso sério. Chefes se acham superiores a tudo: os homens às mulheres, as pessoas da cidade às do campo, os adultos às crianças, os humanos aos animais".

Finalmente, uma mulher e seus dois filhos vão a Terra: ela aterrissa em Paris e os dois filhos caem no meio de alguma tribo africana de caçadores e coletores que tem o modo de vida semelhante ao dos visitantes. Enquanto a mulher estranha o cimento e a fumaça dos carros na grande Paris, os filhos relatam à mãe a vida na tribo que os acolheram: "Eles estão aqui ha 40 mil anos e nunca estragaram suas terras. Têm a mesma medicina que nohs. Nohs comemos muito bem! E eles são fortes em telepatia. São tão avancados quanto nohs. Estamos bem, a Terra é bela!"

Então, leitor, qual o seu conceito de avanço?

Um dos dialogos que eu mais gostei, foi quando a mulher-visitante pergunta, com curiosidade pueril, pelo conteudo da bolsa de uma terraquea:

- O que tem na sua bolsa?
- Um batom.
- Pra que serve?
- Coloca-se nos labios. Eh pra ficar bonita.
- Pra ficar bonita?
- Eh. Sexy. Eh pra agradar...
- A quem?
- Errr... a todo mundo.
- Isso deve ser dificil!

Apesar do filme ser de 1996, ele traz boas discussões sobre temas que estão em voga, como consumo de carne, machismo, desenvolvimento sustentavel, preconceito etc. O filme é bem obvio quanto ao(s) seu(s) objeto(s) de critica, mas me agradou por escancarar a mazela humana através da via cômica, sem aquela chata pretensão de ser um filme engajado. Boa reflexão sobre a sociedade contemporânea e aqueles que a criaram. Mas vou parar de falar do filme porque eu conheço bem o problema que a expectativa pode criar.

Talvez

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