Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Peum peum peum peum peum...

Um: primeiro, muito obrigada a tod*s aquel*s que me desejaram força, saude, paz, prosperidade e sexo selvagem nos ultimos posts. Lind*s!

Dois: Rita, eu nao faço mestrado. Esse fricote todo é somente por causa de uma graduaçaozinha. Hihihi. Espere até ver meu drama quando eu tiver no mestrado.

(Post censurado)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Um corpo que cai

Ha algumas semanas, eu fui substituir a faxineira da casa de uma tal de mme Chevre O combinado seria eu ir somente uma vez, mas ela acabou gostando de mim e pediu pra que eu ficasse indo toda segunda-feira à casa dela. Fiquei feliz que tenha gostado do meu trabalho, e mais ainda porque a mme é muito simpatica.

A casa dela é enorme, com uma grande sala que tem vista pra uma piscina e um jardim, mas ela mora sozinha. Na primeira faxina, me espantei logo com duas coisas: com a quantidade de santos, anjos e rosarios pelo meio da casa, e com a quantidade de fotos de uma mulher bonita, espalhadas pela sala, que deduzi ser a namorada de mme Chevre (pra mim, ela seria muito jovem pra ter uma filha daquela idade).

Gosto dela porque ela me trata como se eu fosse uma vizinha antiga que veio ajuda-la com a faxina. Ela faz a faxina junto comigo e não para de perguntar sobre minha vida e de contar algo sobre a vida dela, principalmente sobre a filha que estah nos Estados Unidos. Ontem, eu anunciei que aquela seria minha ultima faxina na casa dela (a partir de agora, eu vou fazer somente substituições, pra ter tempo livre pra procurar outro emprego) e ela disse que sentia muito por isso. Então, ela perguntou se eu poderia ficar mais uma hora além do horario habitual pra que eu a ajudasse a montar umas caixas-arquivo.

Sentamos no sofa e ela continuou a fazer perguntas sobre mim. Como meu vocabulario ja tinha esgotado, inventei de perguntar se ela tinha outros filhos. "Tenho, a mais velha é Fabie, mas ela morreu em 2004. Nessa piscina", e apontou em direção à porta de vidro da sala. Quando ela disse isso, eu reagi espontâneamente como alguém que levou um susto, mas fazendo cara de enjoo. Eu realmente sei fazer as perguntas certas.

Ela contou que a filha tinha 26 anos e sabia nadar, mas que ela tava extremamente cansada depois de um dia de trabalho na época de soldes (queima de estoque na França) e que acha que foi isso que levou ao afogamento dela. "Eu tava cuidando do jardim e ela havia me dito que ia pra piscina. Como eu tenho problema auditivo, nunca vou saber se ela gritou por mim. Depois minha outra filha chegou em casa, vestiu seu biquini e encontrou a irmã no fundo da piscina". Aih ela mostrou a foto da filha: a mulher que estava por toda a casa e que eu achava que era... a namorada de mme Chevre.

Eu fico muito sensivel quando escuto historias sobre morte, porque eu sei que não poderia suportar a idéia de perder alguém querido. O enterro do meu avô, a pessoa mais distante de mim na minha familia, foi muito dificil e sofrida e, por ela, eu posso deduzir o que me espera com a morte de alguém querido.

Foi muito duro escutar tudo aquilo dela e ainda vê-la com lagrimas nos olhos. Perguntei como ela conseguia viver naquela casa, dando de cara com aquela piscina todos os dias. Mas olhando pros santos da sala, ja sabia a resposta. Ao fim de tudo, ela me acompanhou até a saida do condominio, me desejou muita sorte e me deu dois beijinhos: é a primeira vez, em quatro meses de faxina, que alguém fez isso. Devia ta entorpecida.

Ontem eu aprendi uma palavra nova: décéder.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

[religião II] Acredito que...

Mãe: ja minha mãe é uma pessoa mais controlada. Bom, qualquer pessoa perto do meu pai seria mais controlada. A médica do aeroporto de Aracaju é um poço de controle perto do meu pai. Apesar disso, minha mãe casou com meu pai e nos deu uma educação bem livre em relação à religião. Sinceramente, eu ignoro completamente qual foi a vida religiosa da minha mãe até então! Ela nunca falou de cadarço amarrado, enguiçamento, cruz, ou imagens cristãs. Quando insistiram pra gente fazer a Primeira Comunhão na escola de freira, ela não manifestou opinião. Acho otimo!

::

Eu: O que poderia eu me tornar com um pai tão "religioso-supersticioso" e uma mãe neutra? Uma agnostica! Tcharam!

(Ai vem a parte em que as pessoas me chama de autista, mas... vou contar assim mesmo)

Quando eu fiz seis anos, eu ganhei minha primeira cama de gente grande e migrei pro quarto do lado e comecei a dormir sem meus irmãos. Com isso, obviamente, veio o medo de ficar sozinha e da escuridão. Como eu sempre acreditei em espiritos, toda noite eu entrava em pânico na hora de dormir. Por isso, como forma de autoproteção, eu simplesmente fiz amizade com os espiritos do mal. Sim, se meu pai manda Deus tomar no cu, por que eu não posso fazer amizade com os enviados do Santanas? Eu conversava horrores com todos.

Até os 15 anos, eu acreditava em Deus, até porque eu não tinha opção mesmo! Se eu dissesse em casa à meu pai que Deus não existe, ele ia fazer desaparecer também meus dentes. Melhor não arriscar. Depois disso a gente vai crescendo, né, gente? Mas mesmo depois do curso de Historia, eu ainda guardo um "espiritual independente de religião". E me sinto bem assim. Sinto que não falta nem sobra nada. Na verdade, eu não conseguiria acreditar que não existe nada além das paredes, da cadeira e das arvores da minha casa. Eu sou muito bestinha, acredito em tudo o que me dizem e Camilo se utiliza disso pra infernizar minha vida. Acredito em Amor, em espirito, acredito que os anões de jardim do pai da Amelie viajaram por ai... Acredito. Acredito também que, como Camilo é ateu, e como eu não quero meu filho fazendo pacto com o demônio pra dormir de noite, o bichinho crescera longe de igreja.

[religião I] Meu pai pode

Nossa! Acho que nunca vi tantos posts sobre religião/Deus/Biblia em tão curto espaço de tempo. Um, dois, três, quatro, cinco. E, como tenho algumas coisas a comentar, seis. Na verdade, o que eu tinha pra comentar, ja comentei no espaço dado a isso em cada blog. O que me leva a fazer esse post é simplesmente o fato de eu estar meio triste (depois explico o porquê. Ou não) e não estar com saco de enfrentar esse assunto via blog. Gostaria de ter capacidade intelectual e moral pra fazer um post como fizeram as meninas. Na falta disso, escrevo um texto mais leve, contando das minhas experiências com a religião.

Pois vamos contar uma historia. Adoro contar historia!

Meus pais são de Campina Grande, interior da Paraiba, assim como eu e meus irmãos. Quando nos mudamos pra João Pessoa, eu tinha dois anos, por isso, passei toda a minha infância e começo da adolescência viajando bastante com minha familia nos fins de semana pra Campina Grande. No domingo, sempre havia uma igreja pra eu ir, ja que meu pai veio de uma familia supercatolica e minha mãe, de uma familia protestante.

Minha avoh materna ria da minha avoh paterna dizendo que ela soh saia de casa pra visitar três lugares: cemitério, hospital e igreja (e era verdade!). E la ia eu, ora enfiada numa superigreja velha, cheia de canto triste (Igreja Catolica) ou enfurnada numa igreja clara e cheia de gente jovem cantando musicas mais felizes, a Igreja Protestante.

Um dia, eu tava na casa da familia protestante (materna) quando vi, la no final da rua, minha avoh catolica se aproximando. Eu devia ter uns oito anos, mas sabia perfeitamente que o encontro entre minhas duas avos ia dar em briga, porque elas sempre brigavam e eu achava que era porque minhas avos não gostavam de seus respectivos genro e nora. Que nada!

La vem vovoh subindo a rua (se arrastando). Ela chega. Minha avoh protestante da boa tarde desconfiada e a "conversa" começa. Eu nem faço idéia do conteudo da conversa, não lembro mais, mas nunca vou esquecer da frase que fechou o dialogo:

- ...porque protestante é uma merda!
- E catolico é uma bosta!

E nesse momento, as duas velhinhas religiosas se deram as costas e foram embora. Essa foi minha formação cristã. Depois disso, enfrentei dois anos de colégio de freira e um ano num colégio de padres que não acrescentaram em nada na minha formação religiosa. No colégio de freira (que faliu), eu ficava falando sobre Cavaleiros do Zodiaco com minhas amigas e no colégio de padre (que faliu), eu batia nos meninos.

::

Pai: além de catolica, a familia do meu pai é muito supersticiosa. Muito. Uma vez, eu disse a minha avoh que eu tava com dor de barriga. Ela me puxou pra cozinha, colocou uma cadeira na frente do fogão, me fez subir na cadeira, verificou se as bocas do fogão estavam frias e, como viu que estavam, pegou meu pé direito e, rezando qualquer coisa, colocou meu pé em cada uma das bocas. Eu adorei! No final da sessão, eu fiquei supercurada! Uma vez eu varri o pé dela sem querer e ela soltou um grito dizendo que eu não podia fazer aquilo senão eu não arrumaria marido (acho que eu devo ter varrido mal o pé dela).

#1 Meu pai soh faltava trucidar a gente quando tiravamos o tênis do colégio sem desamarrar os cadarços. A explicação razoavel era de que os nohs deixados no sapato prejudicavam a saude dele. Como? Não sei. #2 Passar por cima do irmão que tava deitado no chão (enguiçar) também era erro grave: isso comprometia o crescimento do individuo enguiçado. Por algum motivo meus dois irmãos tem mais de 1,80m. #3 Sempre que meu pai passa por uma igreja catolica, ele faz o sinal da cruz. E ai de quem estiver no carro com ele e não o fizer! Ele grita, berra e amaldiçoa! #4 Ele tem uma corrente de ouro pendurada no pescoço com a imagem de Jesus Cristo. Desde que eu me entendo por gente que essa corrente tah pendurada no pescoço do meu pai. Um dia, ele tirou a corrente pra jogar futebol e colocou debaixo do banco do motorista do carro dele. O frentista de um posto em que ele abasteceu o carro viu a corrente, sei la como, e a pegou. Meu pai, quando chegou em casa, deu pela falta da corrente, sacou que tinha sido o frentista que havia pego e simplesmente voltou ao posto de gasolina com uma faca na mão, uma faca do tipo Crocodilo Dundee que ele tinha. Jesus deve ter ficado hiperorgulhoso. #5 Nos ultimos anos, a situação financeira la de casa (e da de todo brasileiro médio) se complicou e, com isso, vieram os xingamentos à Cristo. Cada vez que minha mãe tentava consolar meu pai dizendo que Deus era justo e que ia ajud... "Porra de Deus! Deus não existe não! [olha pro céu e...] Deus, vai tomar no cu!" Meu pai pode.

*As duas imagens deste post são de Santa Luzia e São Sebastião. Ambas enfeitavam a sala de estar da minha avoh paterna.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A cabeça do mormon

O mundo ta cheio de gente bonita, que vai pro céu. Por exemplo, ha algumas semanas, aconteceu uma fato que me deixou deveras emocionada. Camilo comentou, na empresa em que estagiava, que não poderia tirar férias naquele momento porque a gente tava com problema de grana. No dia seguinte, o contador da empresa apareceu com uma cesta basica e deu de presente pra Camilo. Achei legal da parte dele, apesar de que "problema de grana", pra gente, não significava necessariamente "estamos passando fome", e sim, "não podemos gastar agora com uma viagem pra/pro... [coloque aqui o nome de algum pais do mundo]". Era isso. Mas achei legal o cara ter se preocupado com a gente. Achei lindo.

De qualquer forma, Camilo pareceu um pouco chateado quando chegou em casa. Dai explicou que o cara pediu a Camilo o numero do celular dele. Em troca, o contador deu o seu cartão pessoal e Camilo pode ver que o cara era mormon. Aaaah, agora tah explicado o motivo de tanta bondade.

Pra quem não entendeu, ver isso aqui:



Mais tarde, fomos analisar o presente da figura. Acho que o cara levou muito a sério o termo "basica", porque a cesta era composta por apenas quatro produtos. E praqueles que vão dizer que "cavalo dado não se olha os dentes", preciso adiantar que não foi falta de educação da nossa parte analisar a cesta, foi instinto de preservação mesmo. Explico. O cara deu seis quilos de arroz (massa), três pacotes de macarrão (massa) e algo em torno de 20 latas de sardinha e pelo menos umas 15 latas de cabeça de galo. Eh, gente, cabeça de galo. Eu nem abri a lata porque eu tive medo de ver uma cabeça cocoricando pela cozinha. Credo! Mas o fantastico não foi isso, afinal, o cara realmente pode ter pensado que nohs eramos fãs de sardinha e de... cabeça de galo. O problema foi constatar que todos os produtos que o cara nos ofereceu estavam fora do prazo de validade ha anos.

Aqui em Lyon (e/ou na França, na Europa, sei la) tem umas lojas que vendem comida fora do prazo de validade por preços modicos. Gente, assim eu também quero fazer caridade. Compro comida fora do prazo de validade, alimento dois famintos e mostro a eles outras maravilhas que Jesus Cristo pode fazer por eles. Camilo ficou com medo que o Helder Contador tentasse converter ele. Deus me livre, ja basta os caras da Testemunha de Jeova que toda semana aparecem aqui e sempre quebram a cara porque quem abre a porta é a brasileira muda. Tai, nessas horas eu fico feliz em não saber falar francês (e soh nessas mesmo). Porque é melhor engolir as cabeças de galo, com lata e tudo, do que engolir papo de missionario.

Talvez

Related Posts with Thumbnails