Na quinta-feira passada, resolvemos sair de Lyon nesse feriado de Pascoa. Todos nossos colocs iam viajar, então pensamos no mesmo e decidimos ir pra Suiça. Essa é uma das vantagens de se morar na Europa: em uma hora e meia, estavamos em solo estrangeiro. No Brasil, em uma hora e meia, eu não teria nem saido da Paraiba.Entendo todos os suicidas finlandeses: chegamos no sabado chuvoso e o nosso humor se manteve nessa linha infeliz. Eu seria incapaz de viver num lugar sem sol, mas a previsão pra todo o fim de semana era somente uma: chuva. Felizmente, consultamos as
previsões de meteorologistas incompetentes. A noite, seguimos pra casa do nosso anfitrião, o couchsurfer Bafou, um maliano muuuito gente fina! Couchsurfers com destino à Genebra: eu aconselho!Como todos os preços estão obviamente em francos suiços, é normal que você se assuste a cada parada num café. Mas assustada mesmo eu fiquei com uma coisa: não existem supermercados em Genebra. Sério. Tentamos achar algum pra compramos umas cervejas, paramos meia duzia de pessoas pra pedir
alguma informação, mas soh fomos encontrar uma loja na estação de trem. E se vocês quiserem comprar alcool, é bom que comprem antes das 21h, depois desse horario, é proibido vender alcool. Esses paises responsaveis, humpf!Apesar de termos alguns pontos que gostariamos de visitar, andamos meio que sem rumo na cidade. Mas passamos pelo menos uma vez, nos três dias, no Lago Léman, onde fica o famoso Jet d'Eau. Não ir ao Lago ver o Jato, é como ir a Paris e não ver a bendita Torre. Mas minha necessidade foi além da turistica. O lago é lindo. Repleto de patinhos e cisnes. Eles soh não são tão bonitos jogando jatos de cocô na agua. Eu vi. Além de cocô de cisne, o lago tah repleto de veleiros branquinhos que passam rasgando levemente a superficie da agua. Fantastico!
Outras coisas que me deixaram curiosa: não vi muitas lojas arabes,
mesmo as de Kebab; a cidade deve ser tão misturada etnicamente quanto Paris: tem gente de toda cor, tipo e tamanho - encontrei um milhão de italianos, um bilhão de portugueses e um zilhão de... brasileiros; não vi nenhuma estação de bicicleta (assunto pra um proximo post); sim: ha uma loja de relogio a cada dois metros e os parques são quase indecentes de tão bonitos. Achei graça quando vi um galo no Jardim Botânico.
O museu da Cruz Vermelha quebrou minhas pernas com uma exposição com fotos das guerras dos ultimos 150 anos. Tive uma subita e incontrolavel crise de choro na saida do museu porque realmente nada me parte mais o coração que ver criança sofrendo. E eu vi muita. Mas logo a gente voltou a nossa realidade feliz de gente bem nutrida e sem problemas e aproveitamos dela.